A Dupla Impostura do 11 de Setembro – Parte I: A Oposição Controlada e os Falsos Denunciantes

“A violência encontra seu único refúgio na mentira, e a mentira seu único suporte na violência [1].”

Alexandre Soljenítsin

“Com a mentira, pacientemente aprendida e piedosamente exercida, se Deus nos assistir, chegaremos a dominar este país e talvez o mundo: mas isso só poderá se fazer à condição de ter sabido mentir melhor e mais tempo que nossos adversários [2].”

Primo Levi

Introdução

Um dos interesses do 11 de Setembro é que ele introduziu uma verdadeira ruptura na opinião pública, um gigantesco fosso entre aqueles que aceitam – pouco ou muito – a tese oficial e aqueles que a rejeitam, a ponto de, do ponto de vista dos segundos, qualquer pessoa que emita opiniões sobre a política internacional admitindo ao mesmo tempo a mentira oficial sobre o 11 de Setembro simplesmente não ser mais credível.

Isso não quer dizer que, ao descobrir a “verdade sobre o 11 de Setembro”, se passe das trevas à luz, da mentira à verdade pura. Há de fato no seio da comunidade de pesquisadores da “verdade sobre o 11 de Setembro” muita incerteza, muita confusão e muita hostilidade. Contentar-se em dizer que Bin Laden não tem nada a ver com os atentados é pouco arriscado. Mas quem quer ir além avança num terreno semeado de obstáculos, minas e placas enganosas. Ele toma necessariamente o risco de se enganar. Não escapo à regra.

A busca sobre a “verdade do 11 de Setembro” é uma obra coletiva. É sua única chance de sucesso, pois a manipulação que ela combate é também uma obra coletiva, uma máquina extremamente complexa e eficaz. Ninguém tem os meios para desvencilhar sozinho todas as armadilhas perversas que o aguardam em sua busca. Apontar um erro, uma falsa pista, uma falsa citação, um falso documento desclassificado, um testemunho suspeito, que um pesquisador sincero possa ter repercutido, não é, portanto, prejudicá-lo; é simplesmente contribuir através do debate para esta busca coletiva. E assim eu mesmo serei grato àqueles que me apontarem e me demonstrarem meus próprios erros. Neste artigo, parto de fatos perturbadores que pedem explicação, e como explicação, avanço hipóteses, não certezas. Não tenho nenhuma expertise particular, e sobre certas questões, estou longe de ser suficientemente informado.

Na prática, a busca da verdade é uma caça às mentiras. É preciso abordar cada informação com uma dúvida sistemática. É uma abordagem desconfortável, um pouco paranoica, mas que se impõe desde que se tenha medido o nível de maquiavelismo das “elites cognitivas” (Gilad Atzmon) que estão na origem do 11 de Setembro e que, através desse blefe mentiroso, esperam arrebatar a supremacia mundial. Os mestres da mentira não se contentam em mentir em primeiro grau. Eles infiltram e contaminam a dissidência, seja para desviá-la, seja para desacreditá-la.

Consequentemente, quando um dedo é apontado para um suspeito, é preciso procurar saber a quem pertence o dedo e, às vezes, apontar por nossa vez o dedo para o desinformador. É um jogo perigoso, e que inevitavelmente faz com que você seja por sua vez apontado. Mas é o único método para se orientar no labirinto de falsas pistas que foi construído em torno do 11 de Setembro. Não se pode contentar em aceitar uma informação simplesmente porque ela nos agrada, porque conforta nossa visão dos bonzinhos e dos mauzinhos; é preciso verificá-la, rejeitá-la se não for verificável, e interrogar-se sobre sua função se ela se revelar furada.

Existem hoje três teses dominantes sobre os autores dos atentados de 11 de Setembro:

  • Islam Job: a tese governamental que atribui os atentados ao terrorismo islâmico, e a Bin Laden em particular;
  • Inside Job: a tese majoritária no movimento contestador, que acusa a administração americana;
  • Mossad Job: a tese minoritária desse mesmo movimento, que faz figura de contestação dentro da contestação, e que incrimina uma rede sionista próxima do Likud.

Existem variantes de cada tese e posições intermediárias ou transitórias, mas três campos se enfrentam claramente hoje: o primeiro trata o segundo de conspiracionista, e o segundo trata o terceiro de antissemita, justificando assim cada um sua recusa em responder aos argumentos que lhe são opostos. Reconhecer essa realidade de campo, ou seja, ultrapassar a visão bipolar de uma guerra de informação entre mentirosos oficiais e 9/11 truthers, para se interessar pelo debate (ou a ausência de debate) entre inside-jobbers e mossad-jobbers, é o primeiro passo de uma mudança de paradigma em “11-setembrologia”.

Este artigo adota como ponto de vista a terceira tese. Faço parte do número crescente de pessoas que, após milhares de horas de pesquisa, chegaram à convicção de que a operação do 11 de Setembro foi orquestrada por uma rede sionista, com o objetivo de arrastar os Estados Unidos para uma “guerra contra o terrorismo” de sua invenção, cujo único beneficiário final será Israel. Pois para Israel, como imediatamente compreendeu Benjamin Netanyahu, os atentados de 11 de Setembro, “É muito bom. […] Isso vai gerar uma simpatia imediata, […] reforçar o vínculo entre nossos dois povos [3].”

Não vou fazer aqui o inventário dos indícios que incriminam Israel; remeto o leitor ao meu livro JFK-11 de Setembro: 50 anos de manipulações e aos meus artigos anteriores. O tema do presente artigo não é a verdade sobre o 11 de Setembro – quem fez o quê e como –, mas sim a guerra da informação sobre o 11 de Setembro: quem diz o quê e por quê?

Podemos notar de imediato que as teses 1 e 3 incriminam cada uma uma potência externa aos Estados Unidos, ao contrário da tese 2. Antes de qualquer exame das provas, uma tese do tipo outside job é naturalmente mais credível do que a tese inside job. Há algo de monstruoso na ideia de que um Estado engana e aterroriza seus próprios cidadãos e sacrifica milhares deles com o objetivo de desencadear uma série de guerras que nem sequer são do seu interesse. Em comparação, a ideia de que uma potência estrangeira ataca os Estados Unidos acusando uma terceira potência parece quase “de boa guerra”. Essa observação é importante pois leva a interrogar-se sobre os meios desdobrados para convencer a dissidência a adotar massivamente a tese 2 em vez da tese 3, a priori muito mais credível. É uma das questões à qual vamos tentar responder.

A hipótese de que os verdadeiros cérebros da operação agiram em nome de Israel não implica que a administração de Bush Jr. seja inocente. A tese 3 admite que a tese 2, ao contrário da tese 1, não é completamente falsa e se baseia em elementos probantes. Mas ela pretende também que os defensores da tese 2 exageram o alcance desses elementos ao mesmo tempo que ocultam os elementos que incriminam Israel. A questão que se coloca é em que medida essa abordagem é intencional, ou seja, em que medida a tese 2 constitui uma “oposição controlada” destinada a encobrir a verdade da tese 3.

Colocar esse tipo de questão não é suspeitar de hipocrisia qualquer pessoa que defenda uma tese errada ou incompleta. A maioria das pessoas que adere a esta ou àquela tese o faz sinceramente. Eu mesmo passei pelas três casas com toda sinceridade. Pode-se, em contrapartida, partir do princípio de que aqueles que mantêm as massas no erro com perseverança se situam na mentira. De uma maneira geral, é legítimo interrogar-se sobre as motivações daqueles que criam os movimentos de opinião, e sobre a origem dos meios de que dispõem. E quando sua mentira é provada, deve-se tirar conclusões lógicas.

Na primeira parte, vamos demonstrar que a mentira não é privilégio da tese oficial. Não basta que uma pessoa se oponha à mentira oficial para que ela mereça automaticamente nossa confiança cega. O objetivo dos dois exemplos que seguem é, por um lado, incitar ao espírito crítico em relação às teses dissidentes e, por outro, mostrar a necessidade de um novo paradigma para levar em conta as sucessivas camadas de mentiras elaboradas em torno da verdade. Estabeleceremos as bases teóricas desse novo paradigma numa segunda parte. Tratar-se-á forçosamente de um modelo redutor, uma hipótese de trabalho. Em seguida, numa terceira parte, veremos se esse novo paradigma permite resolver certas questões técnicas delicadas que dividem os pesquisadores da verdade sobre o 11 de Setembro. Por fim, concluirei sugerindo que esse paradigma possui um alcance mais amplo do que o 11 de Setembro, e corresponde a uma estratégia global do sionismo.

I. A oposição controlada e os delatores (whistleblowers) furados

Exemplo 1: Bob Graham

Como eu disse, as três teses não são totalmente incompatíveis. Pode-se, por exemplo, posicionar-se entre as teses 2 e 3, imaginando uma conluio entre interesses americanos e interesses israelenses (mostrarei, no entanto, que tal solução cria tantos problemas quanto resolve). Existe também um posicionamento intermediário entre as teses 1 e 2, que admite a culpabilidade de Bin Laden mas acusa a administração americana de cumplicidade. É o que se pode chamar de “contestação mole”.

Essa tese, representada na França por Éric Laurent com seu livro A Face Oculta do 11 de Setembro (2004), apoia-se largamente no testemunho do senador Bob Graham, que na qualidade de presidente do Senate Intelligence Committee foi membro da Comissão Governamental sobre o 11 de Setembro. Em seu livro Intelligence Matters: The CIA, the FBI, Saudi Arabia, and the Failure of America’s War on Terror (Random House, 2004), e em artigos, entrevistas e conferências, Graham pretende que a Comissão teria sido informada de que existiam “provas” de um financiamento da Al-Qaeda por membros da família principesca saudita, mas que 28 páginas sobre esse assunto teriam sido censuradas pela administração no relatório final, em razão da “amizade especial entre a família real e as mais altas esferas de nosso governo nacional [circunlóquio para designar o presidente Bush] [4].” Essa acusação foi retomada por Michael Moore em seu documentário Fahrenheit 9/11, vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes 2004.

Na medida em que a culpabilidade de Bin Laden é uma mentira, é evidente que a cumplicidade dos sauditas é uma segunda, encaixada na primeira, e isso, independentemente da existência ou não das 28 páginas censuradas. Observemos que mesmo no quadro da culpabilidade de Bin Laden, a cumplicidade dos sauditas é totalmente inverossímil. Os sauditas destituíram Osama Bin Laden de sua nacionalidade em abril de 1994, exasperados com suas acusações contra a presença militar americana na terra santa do Islã desde a Primeira Guerra do Golfo. Bin Laden pede abertamente a derrubada da monarquia saudita e, em 1998, admitiu seu papel no atentado de 13 de novembro de 1995 contra o quartel-general da Guarda Nacional em Riade. Osama Bin Laden, ostracizado por sua própria família, é o inimigo jurado dos sauditas. Por qual razão estes últimos teriam conspirado com ele contra os Estados Unidos, seu aliado de sempre? “A resposta que encontrei, escreve Graham em 2011, é: a sobrevivência – a sobrevivência do Estado e a sobrevivência da dinastia Saud.” Os príncipes sauditas teriam ajudado Bin Laden para evitar que ele fomentasse uma revolta dentro de seu próprio país. Quem quer nos fazer engolir tal absurdo só pode ser um agente de desinformação. Longe de ser o homem íntegro que se recusa a calar-se e a desempenhar o papel que querem que ele desempenhe, Graham desempenha de fato um papel atribuído de antemão. A questão é: quem escreveu seu roteiro? Pergunta fácil: Bob Graham é irmão de Philip Graham, falecido esposo da herdeira de Eugene Meyer, fundador do Washington Post, o qual é, com o New York Times, o mais poderoso agente de influência sionista na opinião pública americana. Ao citar em sua entrevista à PBS em dezembro de 2002, “provas de que governos estrangeiros contribuíram para facilitar as atividades de pelo menos alguns dos terroristas nos Estados Unidos [5],” Graham procura desviar a atenção do único governo estrangeiro cujos vínculos com os falsos terroristas são comprovados (pela presença de cerca de trinta agentes israelenses em Hollywood, Flórida, onde residiam quinze dos supostos terroristas) [6].

Vemos, portanto, dois níveis de mentira. Primeiro nível: o relatório da Comissão que incrimina Bin Laden. Segundo nível: as 28 páginas censuradas que incriminam os sauditas. A acusação da Arábia Saudita não passa de uma dissidência fictícia, uma encenação premeditada. Ela está de fato inscrita no próprio cenário da operação sob falsa bandeira, pela presença de 15 sauditas na lista dos 19 supostos sequestradores. Por que tal escolha, senão para se dar antecipadamente uma linha de acusação e pressão contra o regime saudita? Mas por que atacar especialmente esse país, que é o melhor aliado histórico dos Estados Unidos no Oriente Médio [7]? Alguém, no seio do Estado americano, procura prejudicar essa relação fazendo passar os sauditas por traidores? Afirmativo: a traição saudita é um tema predileto dos neoconservadores. Foi David Wurmser, no Departamento de Estado sob Bush Jr., quem abriu as hostilidades já em outubro de 2001 no Weekly Standard (o principal órgão de imprensa neoconservador), com um artigo sobre “The Saudi Connection” onde ele pretendia que “Osama Bin Laden está muito mais próximo da família real dos Saud do que você pensa”, e que em última análise, é a família Saud que está por trás do atentado de 11 de Setembro [8]. O Hudson Institute, um dos bastiões do neoconservadorismo (cofundado por Max Singer, hoje diretor de pesquisa no Institute for Zionist Strategies em Jerusalém), lidera há muito tempo uma virulenta campanha de diabolização da dinastia saudita. Um de seus membros, o neoconservador franco-americano Laurent Murawiec, é autor de várias obras dessa veia, entre elas Princes of Darkness: the Saudi Assault on the West (2005). Em seu livro publicado em 2003, An End to Evil: How to Win the War on Terror, Richard Perle, eminência parda do Pentágono, e David Frum, redator dos discursos do presidente Bush Jr., afirmam que “os sauditas se qualificam como membros do eixo do mal”, e imploram ao presidente Bush que “diga a verdade sobre a Arábia Saudita”, a saber, que seus amigos sauditas financiam a Al-Qaeda [9].

A insinuação um tanto pesada contra o presidente Bush é bem a prova de que uma guerra de informação se joga entre os neoconservadores e a Casa Branca, nos anos que se seguem imediatamente ao 11 de Setembro. Ao afirmar que a pista saudita foi abafada em razão da amizade entre os Bush e os Saud, Graham e os neoconservadores colocam Bush na defensiva e fazem pesar sobre ele a ameaça de um desencadeamento midiático. Os laços de negócios tecidos pelos Bush com a Arábia Saudita são de fato de conhecimento público. Eles remontam a 1976, quando George Bush pai era diretor da CIA [10], mas se aprofundaram por ocasião da Primeira Guerra do Golfo, que permitiu ao presidente Bush pai se colocar como protetor da Arábia Saudita. Desde essa época, os Bush são muito próximos de Bandar bin Sultan Al Saud, um membro da família real, embaixador nos Estados Unidos de 1983 a 2005 [11], apelidado de Bandar Bush. O grupo Carlyle, do qual George Bush pai é um dos principais acionistas, se ligou nomeadamente a um sobrinho do rei Fahd. Um escândalo explode em março de 2001, durante uma visita de Bush pai à Arábia Saudita, na qualidade de responsável pelo grupo Carlyle. A natureza de seu encontro com o rei Fahd suscita interrogações: encontro diplomático, viagem de negócios privada, ou os dois ao mesmo tempo? O ex-presidente encontra também nessa ocasião a família Bin Laden, em negócios com a Carlyle desde 1990.

Porque os Bush estão em negócios com os Bin Laden, é improvável que tenham sido consultados para a escolha de Osama Bin Laden como bode expiatório do 11 de Setembro. Mas sobretudo, se tivessem se envolvido na preparação da operação, teriam dado seu consentimento para que ela ocorresse em 11 de setembro, data prevista da assembleia anual do grupo Carlyle em Washington? De fato, nesse dia, Bush pai e Shafig Bin Laden, meio-irmão de Osama, se encontrariam nessa reunião, com várias centenas de outros investidores. Os atentados e a designação quase imediata de Osama Bin Laden como culpado semearam o pânico entre eles. Na semana seguinte, apesar da proibição de voo mantida pela FAA (Federal Aviation Administration), o Presidente autorizará um Boeing 747 da companhia Saudi Arabian Airlines a deixar os Estados Unidos, levando 140 sauditas, incluindo Shafig Bin Laden e cerca de vinte outros Bin Laden [12]. Essas notícias, tornadas públicas e particularmente bem exploradas por Michael Moore, causaram grande embaraço ao presidente Bush e à sua família. Parece evidente que a data da operação foi escolhida, não apenas sem o conhecimento dos Bush, mas com o objetivo preciso de colocá-los em dificuldade e exercer sobre eles chantagem. É concebível que o 11 de Setembro tenha sido concebido pelos neoconservadores de uma forma que permita não apenas incriminar abertamente Bin Laden, mas também potencialmente incriminar os Bush, ou pelo menos colocá-los em apuros para neutralizá-los?

Antes de responder, interessemo-nos pelos meios midiáticos das acusações contra os sauditas. Curiosamente, encontramo-los menos na Fox News do que na outra extremidade do espectro midiático. Graham faz suas revelações na Democracy Now, o muito respeitado canal de internet de informação fundado por Amy Goodman, ícone do jornalismo da esquerda radical antiguerra. A Wikipedia nos informa que “Amy Goodman, neta de um rabino ortodoxo, se descreve como uma judia laica. Parte de sua família morreu durante o Holocausto” (essa última info está curiosamente ausente do artigo em inglês). Eis que não nos informa nada. Mais significativo é o fato de que um de seus convidados mais frequentes é Noam Chomsky. Como Chomsky, Goodman pertence ao clube dos gatekeepers: seu discurso passa por dissidência, e no entanto eles defendem o postulado da tese oficial que atribui a Bin Laden os atentados de 11 de Setembro. Um de seus papéis é atrair os céticos para uma armadilha, para mantê-los afastados de um questionamento demasiado radical da tese oficial.

Bob Graham é apenas um exemplo entre outros de insiders fazendo papel de dissidentes focalizando as suspeitas sobre os Bush, sem questionar a Grande Mentira oficial (a responsabilidade de Bin Laden e da Al-Qaeda). Nessa categoria entra também Richard Clarke, que ocupa um posto de responsável pelo contraterrorismo sem interrupção desde a administração Reagan até a de Bush Jr. Esse Terror Czar, como é apelidado, pretende em seu best-seller Against All Enemies (2004), que antes do 11 de Setembro Bush fez ouvidos moucos a seus repetidos avisos sobre os perigos da Al-Qaeda, e sobretudo “revela” que, já em 12 de setembro, o presidente Bush lhe pediu para fornecer as provas de um vínculo entre Saddam Hussein e os ataques. Quando Clarke lhe transmitiu um relatório concluindo que não havia nenhum vínculo, esse relatório teria sido devolvido com a menção “atualizar e submeter novamente”, sem indicação de que o Presidente o havia lido [13]. Clark atribui, portanto, a obsessão de atacar o Iraque a Bush Jr. (que teria sido movido pela missão de terminar o trabalho de seu pai). Como se pode esperar, Clarke é o convidado de Amy Goodman na Democracy Now. Mas Gwenyth Todd, entre outros autênticos dissidentes, consideram que ele é na realidade um dos principais conspiradores do 11 de Setembro e lembra que ele foi suspeito de ter espionado para Israel sob a administração Clinton [14].

Outro exemplo provável de insiders encarregados de alimentar as suspeitas sobre a administração Bush, e convidado por esse título por Amy Goodman na Democracy Now: o general Wesley Clark, antigo comandante da OTAN na Europa (orquestrou a campanha no Kosovo em 1999). Como Bob Graham e Richard Clarke, Wesley Clark se apresenta como uma espécie de whistleblower tendo decidido revelar ao público uma verdade crucial ocultada pelo poder. Ele relata em seu livro Winning Modern Wars (2003) uma conversa com um alto graduado do Pentágono que, dois meses após o 11 de Setembro, lhe teria revelado que se havia decidido em altas esferas atacar sete nações em cinco anos, “começando pelo Iraque, depois a Síria, o Líbano, a Líbia, a Somália, o Sudão e por fim o Irã [15]”. Clark precisa que o oficial em questão lhe teria mostrado um memorando classificado detalhando o plano, e que este havia sido incapaz de dar uma razão para essas agressões planejadas, a não ser o fato de que “temos um bom exército” e “quando só se tem um martelo, todo problema deve se parecer com um prego [16]”. Com uma estranha displicência, Clark acusa assim a meias palavras o complexo militar-industrial, sugerindo que o fim se confunde aqui com os meios: a guerra serviria antes de tudo para fazer funcionar as armas.

Como para as 28 páginas censuradas de que fala Bob Graham, devemos acreditar Clark sob palavra quanto à existência do memorando ultrassecreto. De seu verdadeiro nome Kanne, Wesley Clark é filho de Benjamin Jacob Kanne e neto de Jacob Kanne (inscrito Kohen em sua lápide), ele mesmo nascido de um judeu bielorrusso emigrado para os Estados Unidos e se considerando herdeiro de uma linhagem de rabinos [17]. Nesse caso, Clark não pode ignorar que as “Sete Nações” inimigas de Israel são um tema recorrente da Torá, incutido nos escolares israelenses desde a idade de nove anos. Segundo Deuteronômio 7, Iavé entregará a Israel “sete nações maiores e mais poderosas do que tu. […] Iavé teu Deus as entregará a ti, elas ficarão em prostração por grandes perturbações até que sejam destruídas. Ele entregará seus reis em teu poder e tu apagarás seu nome de debaixo dos céus” (ver também Josué 24.11). Deve-se acreditar numa coincidência no fato de que os estrategistas do Pentágono teriam visado precisamente sete nações a abater no Oriente Médio? São eles inconscientemente inspirados por Iavé dos Exércitos, o Deus das hostes do Antigo Testamento? Ou antes, deve-se admitir que Clark zomba muito sutilmente do mundo, fazendo o Pentágono carregar a responsabilidade por um plano de destruição do Oriente Médio ao mesmo tempo que indica de forma cabalística que o plano é bíblico, portanto sionista? A dúvida é permitida [18].

Resumamos: se você é crédulo e confia nos meios de comunicação institucionais, você pensa que a invasão do Iraque é motivada pelas “armas de destruição em massa” de Saddam, e/ou que os Estados Unidos travam no Oriente Médio uma “guerra contra o terrorismo”. Se você é cético e confia no jornalismo alternativo e dissidente encarnado por Amy Goodman, Noam Chomsky, Michael Moore e muitos outros, você pensa que os Estados Unidos destroem Estados no Oriente Médio pelo petróleo. Em ambos os casos, você caiu na armadilha. Tal é o princípio da “dupla mentira”, o equivalente midiático do “duplo vínculo” psicológico que paralisa o pensamento. Se você se liberta da mentira oficial, você se encontra numa segunda mentira; uma mentira mais difícil de romper, porque você agora investiu sua confiança naqueles que o tiraram da primeira mentira atraindo-o com um pedaço de verdade.

A oposição controlada aceita a culpabilidade de Bin Laden no 11 de Setembro – a Grande Mentira – mas evoca cumplicidades sauditas ou americanas, nunca israelenses. O debate é viciado. O princípio é comparável a uma luta de wrestling. Os papéis são decididos de antemão. Quanto mais violento o combate parece, melhor. Mas é uma violência ilusória: todos os golpes são permitidos, exceto aqueles que realmente machucam. O importante é que o público mantenha os olhos fixos nesse combate, e não se deixe distrair pelo verdadeiro assunto. O verdadeiro assunto, a questão crucial de nossa época, é o supremacismo sionista e seu papel nas guerras mundiais passadas, presentes e futuras. É o assunto que não deve ser abordado. É a isso que zelam os patrocinadores da oposição controlada, que controlam também o discurso dominante da grande mídia. O objetivo, no fundo, é ocupar o terreno, a totalidade do terreno se possível, incluindo o do antissionismo, por aqueles que Gilad Atzmon chama de “antissionistas sionistas”.

Nos Estados Unidos, a oposição controlada se aplica a entreter a má consciência da América até um ponto neurótico, acusando-a de todas as desgraças do mundo. Isso permite fazer passar o expansionismo de Israel como uma manifestação do imperialismo americano. Israel, de fato, seria apenas a cabeça de ponte de Washington no Oriente Médio; um discurso que, no entanto, tem cada vez mais dificuldade de passar. Desde o 11 de Setembro, essa mesma esquerda antiamericana coloca também os crimes do islamismo radical na conta do imperialismo americano. Para Howard Zinn, como para Noam Chomsky, a questão não é quem é responsável pelos atentados de 11 de Setembro, mas por que Bin Laden odeia tanto os Estados Unidos [19]. Entre os meios de comunicação mainstream que, desde o início do novo milênio, acusam o Islã e os países árabes de todos os males e os meios alternativos de esquerda que, ao mesmo tempo, acusam a América de todos os males (os mesmos), a opinião americana fica num torno. Aqueles que controlam as duas mandíbulas (aqueles que seguram o cabo) são os mesmos, como provam os trotskistas convertidos ao neoconservadorismo.

Exemplo 2: Aaron Russo

Com Bob Graham, vimos o que é a dissidência mole do 11 de Setembro: uma contestação fictícia a serviço dos mentirosos oficiais. Vimo-la lançar a suspeita de cumplicidade sobre os sauditas e sobre os Bush e, por inferência, sobre o lobby do petróleo. Entremos agora na contestação dura do movimento 9/11 Truth e, já que é para isso, dirijamo-nos à estrela inconteste do conspiracionismo, Alex Jones, cujos sites Infowars.com e PrisonPlanet.com não devem nada ao de Amy Goodman em termos de audiência.

No início de 2007, Jones convida Aaron Russo, produtor e realizador hollywoodiano. Aaron Russo conta que Nicholas Rockefeller (falecido entretanto) lhe teria anunciado os atentados de 11 de Setembro e suas consequências detalhadas onze meses antes, atribuindo-os a uma conspiração da elite financeira americana reunida no Council on Foreign Relations, da qual ele faz parte. O objetivo final da operação seria estabelecer uma Nova Ordem Mundial fundada numa sujeição globalizada de todos os povos. Entre outras revelações, Nick Rockefeller teria confiado a Russo que o feminismo tinha sido uma invenção dessa elite com o propósito de escravizar pelo assalariamento e pelo imposto a segunda metade da humanidade, e que o próximo passo seria a implantação de um chip eletrônico em cada ser humano.

Aaron Russo é credível? Nem tanto, e seu testemunho foi eficazmente desmentido mais de uma vez. Existe de fato um advogado californiano chamado Nick Rockefeller, mas ele não se encontra na árvore genealógica da famosa dinastia Rockefeller. Mesmo admitindo que fosse um parente distante dos riquíssimos Rockefeller, a probabilidade de que ele tivesse conhecimento de tal conspiração é irrisória, e a ideia de que ele tenha partilhado esse conhecimento com um pequeno produtor judeu hollywoodiano é mais ridícula ainda. É muito mais provável que Russo, sabendo-se condenado por um câncer (morrerá seis meses após sua entrevista de um câncer declarado há sete anos), tenha se deixado convencer a “fazer algo por Israel” antes de deixar este mundo, prevendo além disso que sua morte aumentaria o impacto de seu boato conspiracionista [20].

Alex Jones está para o movimento 9/11 Truth assim como Amy Goodman está para a esquerda contestadora: ele dissemina meias-verdades misturadas a puras mentiras, com o objetivo de desviar a atenção de uma verdade mais central. Seria ele também “eternamente ligado” a Israel por sua esposa, Kelly Rebecca Nichols, filha de Edmund Lowe Nichols e Sandra Kay Heiligman? O inimigo ao qual Alex Jones declarou guerra é a “Nova Ordem Mundial” fomentada em Wall Street. É necessário interrogar-se sobre o emprego quase-hipnótico desse termo por Jones e um grande número de seus imitadores. Que realidade esse termo recobre realmente? No discurso de Jones, dois nomes em particular estão ligados a esse termo: Rockefeller, devido ao papel fundador de David Rockefeller no Grupo Bilderberg e na Comissão Trilateral, e Bush, devido ao famoso discurso de George H.W. Bush diante do Congresso em 11 de setembro de 1990, onde ele anunciava “uma era em que as nações do mundo, a Leste e a Oeste, ao Norte e ao Sul, poderão prosperar e viver em harmonia. […] Um mundo em que as nações reconhecem a responsabilidade compartilhada da liberdade e da justiça. Um mundo em que o forte respeita o direito do fraco [21]”. Há alguma relação real entre esse discurso puramente demagógico de Bush e a visão elitista e globalista de Rockefeller? Ou a relação é uma construção do conspiracionismo de Alex Jones? Não digo que não existam, aqui e ali, projetos de uma nova ordem mundial; digo simplesmente que o termo foi transformado por certa dissidência num slogan que serve de cortina de fumaça para o projeto sionista, o qual é o projeto de nova ordem mundial de longe o mais ameaçador. Assista atentamente, por exemplo, ao último filme de Jason Bermas, Invisible Empire (2010), produzido por Alex Jones, e pergunte-se se, além dos slogans, dos amálgamas e dos boatos, a tese que ele defende se baseia no menor fato: é um amontoado de todos os lugares-comuns sobre a Nova Ordem Mundial, que dá destaque aos Bush e Rockefeller mas não menciona a componente sionista, mesmo ao evocar os neoconservadores [22].

Os nomes de Bush e de Rockefeller não servem, nesse tipo de desinformação, como falsas bandeiras destinadas a esconder outro nome? Qual é de fato o nome da dinastia cuja fortuna é estimada hoje em 50 000 bilhões de dólares, que não se pode pronunciar senão por sua conta e risco? Pergunte então a Jacques Cheminade [23].

Em resumo, se você é crédulo e confia no governo, você acredita que os ataques de 11 de Setembro são obra da Al-Qaeda. Se você é cético e confia em Alex Jones, você acredita que eles são obra da conspiração interna da “Nova Ordem Mundial” onde se misturam os Bush e os Rockefeller. Em ambos os casos, você caiu na armadilha. É importante reconhecer que a corrente dominante do movimento 9/11 Truth, aquela que beneficia da maior visibilidade, está largamente engajada numa empresa de desinformação, cujo objetivo é afastar as suspeitas de Israel e assegurar que os dissidentes americanos continuem a cantar em coro, atrás de Alex Jones ou ainda Luke Rudkowski da WeAreChange.com: “9/11 was an inside job!” O recente documentário de suspense The Anatomy of a Great Deception (2014), é da mesma laia [24], assim como a ficção Operation Terror (2012) realizada por Art Olivier.

Desde o 11 de Setembro, a esfera conspiracionista constitui, em grande parte, um novo tipo de oposição controlada. Ela não é necessariamente de esquerda, e é mais patriota do que antiamericana. Alex Jones, por exemplo, passa por um libertário de direita, e é um ardente defensor da Quinta Emenda (o direito dos americanos de se armarem). Essa dissidência acusa às vezes a esquerda radical tradicional de desempenhar o papel de “guardiões do portal” (gatekeepers), com razão. No entanto, essas duas oposições controladas têm também uma grande cumplicidade, que relativiza a importância de seu desacordo sobre o 11 de Setembro. A prova é que as entrevistas de Éric Laurent são repercutidas no Reopen911 sem a menor crítica. E é difícil saber em qual das duas categorias classificar o filme One. Enquête sur Al-Qaïda coproduzido pelo Reopen911. Seu realizador, Franco Fracassi, resume assim sua tese: “Resumamos: uma parte dos bilhões de dólares da casa real saudita acaba nos bolsos dos terroristas do 11 de Setembro por meio de um banco italiano dirigido por um nazista suíço convertido ao Islã que trabalhava para a CIA, e por meio de uma multitude de pequenas empresas de Houston, capital da energia, todas ligadas à Enron, o colosso da energia que faliu em 2001, e que estava ligado à família Bush.”

Se o objetivo fosse embaralhar as pistas semeando a confusão, não se faria melhor [25].

Uma das armadilhas mais eficazes, utilizada conjuntamente pelos dois níveis de oposição controlada, é a teoria de que os Estados Unidos intervêm no Oriente Médio pelo petróleo. Ela passa por uma evidência à força de ser repetida de todos os lados, de Noam Chomsky (“Claro que eram os recursos energéticos do Iraque. A questão nem se coloca [26]”) a Alan Greenspan (“Todo mundo sabe: um dos grandes desafios da guerra do Iraque era o petróleo da região [27]”). Os inside-jobbers estão de acordo com eles: o petróleo é segundo eles a motivação última do 11 de Setembro. Richard Heinberg, especialista autoproclamado em depleção energética, nos afirma isso num vídeo repercutido pelo Reopen911:

“Acredito pessoalmente que há uma relação profunda entre os eventos de 11 de Setembro e o pico do petróleo, mas não é algo que eu possa provar [28].”

Se essa tese, de fato, não pode ser provada, é porque seu caráter de evidência não passa de um efeito ilusório de sua repetição. Não existe nenhum sinal de que o lobby do petróleo tenha encorajado a intervenção militar no Iraque, assim como na Líbia ou na Síria. As indústrias do petróleo só precisam de uma coisa nos países produtores, que é a estabilidade política, e as ditaduras lhes convêm perfeitamente. O que elas pediam para o Iraque era a suspensão das sanções que proibiam negociar com o regime, e é também o que pedem para o Irã. Como mostrou bem James Petras em Zionism, Militarism and the Decline of US Power, “Big Oil não só não encorajou a invasão, como nem sequer conseguiu controlar um único poço de petróleo, apesar da presença de 160 000 soldados americanos, 127 000 mercenários pagos pelo Pentágono e pelo Departamento de Estado, e um governo fantoche corrupto [29].” Quando em 2009 as licenças de exploração foram leiloadas, foram a Rússia e a China que abocanharam a parte do leão, e mesmo a França, com a Total, colocou-se à frente dos Estados Unidos [30]. Se, portanto, a guerra do Iraque tivesse o petróleo como objetivo secreto, seria um fracasso completo.

Notas

[1] Aleksandr Soljenitsyn, «O Grito», discurso de agradecimento pelo Prêmio Nobel, 1970, publicado na revista L’Express, de 4 a 11 de setembro de 1972.

[2] Primo Levi, “Um testamento”, em Lilith, Livre de Poche, 1989. O narrador desse “testamento” fictício fala em nome da irmandade dos “arrancadores de dentes”. Levi sofreu uma queda fatal na escada de sua casa logo após a publicação italiana desse conto em livro, em 1987.

[3] “É muito bom […], vai gerar simpatia imediata […], fortalecer o laço entre nossos dois povos.” James Bennet, “Day of Terror: the Israelis; Sangue Derramado é Visto como Laço que Aproxima as Duas Nações”, New York Times, 12 de setembro de 2001: http://www.nytimes.com/2001/09/12/us/day-terror-israelis-spilled-blood-seen-bond-that-draws-2-nations-closer.html.

[4] Bob Graham, “Saudi Arabia: Friend or Foe?”, The Daily Beast, 11 de julho de 2011, http://www.thedailybeast.com/articles/2011/07/11/saudi-arabia-fried-or-foe-asks-senator-bob-graham.html

[5] “evidências de que houve governos estrangeiros envolvidos na facilitação das atividades de pelo menos alguns dos terroristas nos Estados Unidos”, citado por Justin Raimondo, The Terror Enigma: 9/11 and the Israeli Connection, Universal, 2003, p. 64.

[6] Raimondo, The Terror Enigma, op. cit., p. 3.

[7] Para ser mais preciso, é preciso destacar uma tentativa de envolver também o Paquistão, outro aliado dos EUA, por meio de uma “revelação” do Times of India de 9 de outubro de 2001, segundo a qual “100 mil dólares foram transferidos para o terrorista Mohamed Atta a partir do Paquistão por Ahmed Omar Said Sheikh [agente da ISI] a pedido do general Mahmoud [diretor da ISI]” (http://911review.org/Sept11Wiki/Ahmad,GeneralMahmud.shtml).

[8] “The Saudi Connection: Osama bin Laden’s a lot closer to the Saudi royal family than you think”, The Weekly Standard, 29 de outubro de 2001, http://www.weeklystandard.com/Content/Public/Articles/000/000/000/393rwyib.asp

[9] Stephen Sniegoski, The Transparent Cabal: The Neoconservative Agenda, War in the Middle East, and the National Interest of Israel, Enigma Edition, 2008, p. 204.

[10] Russ Baker, Family of Secrets: The Bush Dynasty, America’s Invisible Government, and the Hidden History of the Last Fifty Years, Bloomsbury Press, 2009, p. 280-98.

[11] Bandar ben Sultan assumiu a chefia dos serviços de inteligência sauditas em 2012, antes de se demitir em março de 2014.

[12] Éric Laurent, A Face Oculta do 11 de Setembro, Plon, 2004, p. 119-122.

[13] Richard Clarke, Contra Todos os Inimigos: Por Dentro da Guerra dos EUA contra o Terror, Simon & Schuster, 2004.

[14] http://www.veteranstoday.com/2012/09/04/gwenyth-todd-richard-clarke-a-911-person-of-interest/ A entrevista completa está disponível em http://noliesradio.org/archives/51351

[15] Wesley Clark, Winning Modern Wars, Public Affairs, 2003, p. 130.

[16] Ver também a palestra de Clark no Commonwealth Club of California, em São Francisco, em 3 de outubro de 2007, em http://www.youtube.com/watch?v=iY96Z5Mqn40.

[17] http://www.jta.org/2003/10/15/archive/whats-in-a-name-for-clark-clues-to-his-jewish-heritage#ixzz382lkyFzT

[18] Os leitores do meu livro JFK-11 de setembro (Blanche, 2014) ou do meu artigo “O jogo triplo dos neoconservadores” (http://www.voltairenet.org/article177373.html) notarão que mudei minha interpretação do depoimento de Clark, considerando que anteriormente havia “caído na armadilha”.

[19] http://www.youtube.com/watch?v=ElSJTXHELd8invstigating

[20] Veja a entrevista com Russo e sua análise crítica: www.agoravox.tv/tribune-libre/article/aaron-russo-9-11-mais-qui-est-donc-37688

[21] “Uma era em que as nações do mundo, do Oriente e do Ocidente, do Norte e do Sul, possam prosperar e viver em harmonia. […] Um mundo em que as nações reconheçam a responsabilidade compartilhada pela liberdade e pela justiça. Um mundo onde os fortes respeitem os direitos dos fracos.” Vídeo: www.youtube.com/watch?v=Chm7vStGV5I).

[22] O Império Invisível, disponível com legendas em francês em http://www.prisedeconscience.org/manipulation-et-complot/lempire-invisible-analyse-du-nouvel-ordre-mondial-1931

[23] http://www.egaliteetreconciliation.fr/La-scandaleuse-interview-de-Jacques-Cheminade-par-Frederic-Haziza-15592.html

[24] http://www.indiegogo.com/projects/the-anatomy-of-a-great-deception

[25] http://www.reopen911.info/11-septembre/visionnez-le-film-choc-one-enquete-sur-al-qaida/

[26] “É claro que foram os recursos energéticos do Iraque. Nem sequer é uma questão” (citado em Sniegoski, Transparent Cabal, p. 333).

[27] Alan Greenspan, O Tempo das Turbulências, Jean-Claude Lattès, 2007.

[28] “Pessoalmente, acredito que existe uma relação profunda entre os eventos de 11 de setembro e o pico do petróleo, mas não é algo que eu possa provar”, em Oil, Smoke and Mirrors, documentário de Ronan Doyle, 2007.

[29] “‘As grandes petrolíferas’ não só não promoveram a invasão, como também não conseguiram garantir um único campo de petróleo, apesar da presença de 160.000 soldados americanos, 127.000 mercenários pagos pelo Pentágono/Departamento de Estado e um regime fantoche corrupto.” James Petras, Zionism, Militarism and the Decline of US Power, Clarity Press, 2008, p. 18.

[30] Sniegoski, Transparent Cabal, op. cit., p. 335-8.

Fonte: Egalité e Réconciliation

Laurent Guyénot
Laurent Guyénot
Artigos: 57

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