Quando Temos Todas as Respostas, mas Já Não Sabemos o Que Perguntar

Vivemos numa era de respostas instantâneas. Cada dilema, ao que parece, resolve-se com um único clique, e a incerteza é quase percebida como um erro técnico. No entanto, ao longo da história, as respostas raramente transformaram a civilização por si só. O que mudou a civilização foram as perguntas — perguntas ousadas e audaciosas que desnudam a realidade, põem o poder à prova e obrigam as comunidades a confrontar as consequências. Hoje, paradoxalmente, no preciso momento em que dominamos a maior abundância de respostas, vivemos uma crise de perguntas.

Da Caverna ao Fogo: A Pergunta como a Liberdade Mais Perigosa

As civilizações antigas — Egito, Mesopotâmia, Índia, as dinastias chinesas e as cidades-estado gregas — diferiam nos seus deuses, línguas e formas de governação. Mas havia um impulso comum no seu desenvolvimento: a curiosidade. Esta curiosidade não nasceu de motivos românticos. Pelo contrário, antes de se tornar uma necessidade de demarcar a existência humana — através de desenhos nas paredes das cavernas, por exemplo —, foi, acima de tudo, uma prática de sobrevivência.

A curiosidade tinha de responder a perguntas existenciais. Compreender o Nilo significava compreender a vida. Compreender as estações significava compreender a fome. Desta curiosidade prática nasceram as grandes abstrações: O que é o mundo? O que é o ser humano? O que é a ordem? O que é a justiça?

O mito de Prometeu pode igualmente ser situado no espaço destas necessidades primordiais da curiosidade intelectual. Neste mito, Prometeu rouba o segredo do fogo aos deuses e dá-o à humanidade. Mas, na verdade, dá-lhes algo maior do que o fogo: dá-lhes o poder da mudança. O fogo significava calor e proteção, mas também autonomia: uma pessoa podia aquecer-se sem implorar aos céus; podia cozinhar alimentos sem aguardar a misericórdia da natureza. Historicamente, a humanidade continuou precisamente esta história de desenvolvimento. E, uma vez que uma pessoa experimenta a autonomia, começa a perguntar: porquê desta forma? porquê de outra? quem decide?

Foi provavelmente assim que os primeiros humanos, armados com fogo e curiosidade, ousaram sair das suas cavernas.

Estabelecendo um paralelo ao longo dos milénios, recordaria Krleža e a sua observação dura, mas realista: se tivéssemos sido guiados unicamente pela vontade da maioria, ainda hoje poderíamos estar a viver nas cavernas. Não porque a maioria seja “má”, mas porque a maioria vota, na maior parte das vezes, pela certeza — mesmo quando essa certeza é a certeza de uma vida vivida na ilusão.

Sem dúvida, em muitos momentos decisivos, o progresso começa com uma minoria ou com um único indivíduo que ousa parecer ousado, ridículo, suspeito ou perigoso. O mesmo se aplica ao génio da invenção. Se Einstein ou Tesla tivessem submetido as suas teorias e invenções a votação, quase certamente não teriam sido aprovadas.

Porque é que isto importa hoje? Porque estamos a regressar à caverna mais uma vez. Não, não é feita de pedra; é digital. Agora a caverna é o ecrã. Ou, mais precisamente ainda, o capacete de realidade virtual — para imersão total.

Mas lá fora já não ouvimos feras selvagens; ouvimos notificações. A luz já não vem do fogo, mas de um ecrã. E aí espreita uma nova forma de perigo: respostas persuasivas sem profundidade — e uma vida em que deixamos de fazer perguntas.

Quando as Palavras São Convocadas para Substituir a Verdade

Durante milénios, a humanidade viveu em condições de escassez informacional. Os livros eram pesados e caros, as bibliotecas distantes e o caminho para o conhecimento era lento e incerto. Mas, em apenas algumas décadas, a revolução tecnológica demoliu quase todas as barreiras físicas que outrora confinavam os nossos horizontes. A internet neutralizou a importância da distância e do tempo; os motores de busca encurtaram, simplificaram e estruturaram a recuperação de informação; a tradução automática, embora imperfeita, derrubou a última grande fortaleza — a barreira linguística. Hoje dominamos bases de dados tão vastas que a tradução se torna instantânea em amplos domínios — não apenas a tradução de palavras individuais, mas a tradução de contextos.

É precisamente nesta abundância que surge um novo e paradoxal problema do homem moderno. A nossa crise crónica já não soa como “Não tenho acesso”, mas sim “Não sei o que procurar” e, ainda mais importante, “Não sei como verificar o que encontrei”. A OCDE formula este diagnóstico com precisão cirúrgica: a literatura no século XXI já não é simplesmente a capacidade de decifrar letras, mas a capacidade de construir e validar conhecimento. Porquê? Porque as tecnologias digitais expandiram o espaço informacional muito para além dos formatos tradicionais, processados editorialmente, como enciclopédias e jornais, onde outra pessoa realizava a verificação por nós.

Na economia da atenção, onde o nosso foco se tornou a moeda mais valiosa, o poder passou para aqueles que sabem definir o enquadramento da discussão. Hoje, a forma como formulamos uma pergunta dita a resposta. Se uma pergunta for colocada de forma incorreta ou manipuladora, conduz inevitavelmente a uma resposta que apenas confirma os nossos preconceitos preexistentes. Ser letrado hoje significa, portanto, possuir uma imunidade crítica: a capacidade de reconhecer o que é facto, o que é opinião e o que é pura manipulação embalada como notícia.

Modelos de Linguagem: Fábricas de Texto, Não de Verdade

Esta crise de validação assumiu proporções alarmantes com o surgimento da inteligência artificial generativa. A diferença é fundamental: o Google dava-nos links — oferecia um mapa para a fonte, deixando-nos o esforço de ler e tirar as nossas próprias conclusões. Os modelos de linguagem, pelo contrário, dão-nos uma narrativa. Oferecem uma história pronta. E é precisamente aqui que reside o perigo: substituem a necessidade de consultar a fonte pela falsa sensação de que já compreendemos tudo.

A UNESCO alerta com razão que os sistemas generativos públicos estão a desenvolver-se a uma velocidade que a regulação não consegue acompanhar. Em muitos países, este vazio significa que a privacidade dos dados fica à mercê das empresas, enquanto as instituições educativas se encontram despreparadas — sem mecanismos para avaliar as próprias ferramentas que os alunos já utilizam em massa.

Mas o problema vai mais fundo do que a regulação; é epistemológico — diz respeito aos próprios fundamentos de como adquirimos e verificamos o conhecimento. O NIST, o Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos Estados Unidos, no seu perfil de gestão de riscos para IA generativa, utiliza um termo preciso para o que os professores cada vez mais observam nas suas salas de aula: confabulação. Este termo é ao mesmo tempo mais exato e mais inquietante do que a palavra popular “alucinação”. Uma confabulação é, na essência, uma falsidade apresentada com confiança: uma fabricação que soa tão convincente que é difícil distingui-la da verdade. O NIST alerta que é precisamente aí que reside a ameaça à integridade informacional: hoje é demasiado fácil gerar e disseminar conteúdos em que facto e ficção se entrelaçam, o que permite efetivamente a produção industrial em massa de desinformação.

É exatamente por isso que, como professor e investigador, insisto na precisão das definições. O que na linguagem quotidiana chamamos inteligência artificial, na sua forma atual, é na maior parte das vezes um poderoso modelo de linguagem — uma ferramenta estatística para prever texto. Tal ferramenta pode ser extraordinariamente útil para resumir, estruturar ideias e produzir rascunhos. Mas é uma fábrica de texto, não uma fábrica de verdade. A verdade não pode ser automatizada; continua a depender de categorias humanas: método, verificação, ética e responsabilidade.

Preguiça Epistemológica: Quando o Texto Substitui o Pensamento

Quando as respostas se tornam baratas, inevitavelmente começamos a consumi-las sem medida. Em condições desta inflação de informação acessível, surge um fenómeno perigoso — chamo-lhe preguiça epistemológica: a ausência de vontade de procurar a verdade. É o hábito de aceitar a primeira solução oferecida, sem verificação, sem contexto e sem esforço intelectual.

Isto já é uma realidade quotidiana na sala de aula. Um aluno lê um texto “perfeitamente” escrito, cheio de terminologia académica, sintaxe impecável e tom confiante. Mas quando faço a pergunta mais simples — o que é que isto significa na realidade? —, segue-se o silêncio. Este silêncio não prova que os alunos são “maus” ou pouco inteligentes; prova que o sistema os recompensou pela forma, pelo texto, e não pela compreensão substantiva. O aluno apresentou um produto — o texto —, mas perdeu o processo: o pensamento.

Tomemos a gestão de crises como exemplo. Se peço aos alunos que analisem as inundações em Stajkovci e eles se apoiam exclusivamente num modelo de linguagem, receberei definições de riscos hidrometeorológicos, princípios gerais de evacuação e até tabelas formatadas com esmero. O texto parecerá profissional. Mas quando coloco as verdadeiras questões operacionais — qual é o protocolo concreto de comunicação de crise na primeira hora? como se estabelece o controlo de acesso quando a infraestrutura foi destruída? qual é a diferença entre risco e perigo no terreno? —, a conversa para. É precisamente neste momento que compreendemos que o texto é apenas a embalagem e que o conhecimento é a estrutura que falta.

O verdadeiro conhecimento exige a compreensão do que é essencial, do que pode ser verificado, das possíveis consequências de uma decisão e dos limites da própria ignorância. Esta é uma metodologia da vida quotidiana. É exatamente por isso que a UNESCO apela ao desenvolvimento de capacidades humanas — não apenas para o uso técnico das ferramentas, mas para a sua validação ética e pedagógica.

Macedónia: O Risco da Periferia e da Digitalização Cosmética

No meio da transformação digital global, a Macedónia encontra-se numa encruzilhada. Durante muito tempo fomos utilizadores passivos de tecnologias prontas a usar, o que não é pecado em si. O verdadeiro perigo surge quando permanecemos utilizadores sem desenvolver a capacidade de uso crítico destas tecnologias.

Os dados da União Internacional de Telecomunicações (UIT) pintam um quadro contrastante. Alguns indicadores soam encorajadores: 100% de cobertura por redes 4G e cerca de 80% dos agregados familiares com computador. A infraestrutura — o “hardware” — está presente. No entanto, o mesmo relatório levanta um sinal de alarme: a proporção de pessoas com competências digitais avançadas é catastroficamente baixa — cerca de 3%. Por outras palavras, temos estradas, mas não condutores; temos ferramentas, mas não artesãos.

Embora as disciplinas de TIC sejam ensinadas a partir do terceiro ano e a pandemia tenha acelerado o uso de plataformas como o Eduino, a questão chaves permanece sem resposta: estamos a ensinar as crianças a fazer perguntas?

A análise do IIEP-UNESCO de 2024 é ainda mais direta e dolorosamente precisa. Aponta para baixos níveis de aproveitamento escolar e para problemas que começam já nos anos pré-escolares. Ao mesmo tempo, o relatório localiza o problema na “cabeça” do sistema: fragilidades de governação, politização e instabilidade de pessoal, que produzem uma desmotivação sistémica. Quando a cultura institucional é fraca, a tecnologia transforma-se em cosmética. Podemos escrever mensagens burocráticas mais rapidamente, mas certamente não tomamos melhores decisões.

No papel, o Estado tem uma visão. A estratégia SMART/MK 2030 define corretamente a digitalização como ferramenta de combate à corrupção e assenta em quatro pilares: infraestrutura, competências, serviços eletrónicos e inovação. O enquadramento é sólido. Mas permanecerá nada mais do que palavras inúteis e fictícias no papel se a educação e as instituições não criarem a necessária cultura de pensamento crítico.

E, no entanto, a julgar pela forma como tratamos os raros e ousados exemplos de pensamento crítico na nossa sociedade — e como os marginalizamos —, parece que, infelizmente, ainda não estamos no caminho certo.

A isto junta-se outro fenómeno inquietante: a geração em massa de comunicações por parte de instituições nacionais e locais, bem como de detentores do poder, com a ajuda de ferramentas de inteligência artificial. Surge assim uma narrativa artificial, estranha e muitas vezes incompreensível para o cidadão macedónio médio. Daí resulta um dilema: os cidadãos devem realmente compreender esta informação ou ela serve apenas para criar a ilusão de que as coisas estão a “avançar” a um ritmo excelente?

Física Global, Economia Política Local

O mundo avança — conosco ou sem nós. Isto não é cinismo; é física. Mas as consequências — quem se tornará o centro e quem permanecerá a periferia eterna — pertencem inteiramente à economia política. O Fórum Económico Mundial já assinalou que os empregadores esperam que até 39% das competências chave mudem até 2030. O pensamento analítico continua no topo, mas as competências de crescimento mais rápido estão ligadas à inteligência artificial, big data, redes e cibersegurança, e literatura tecnológica.

Isto significa que o dilema global — se usaremos estas ferramentas — já foi resolvido. A única pergunta que resta é: como as usaremos? Se não cultivarmos pessoas que saibam fazer perguntas, produziremos uma força de trabalho que sabe copiar texto, mas não sabe resolver problemas. Num tal cenário, a competitividade diminui, a confiança colapsa e as instituições enfraquecem.

É precisamente por isso que o debate sobre a “produtividade”, imposto pela Câmara do Comércio e baseado nos indicadores dos séculos XIX e XX, parece cada vez mais anacrónico. Enquanto o mundo discute resiliência, flexibilidade e literatura algorítmica, nós, a nível local, permanecemos presos a conceções industriais de produtividade que já não correspondem à realidade da economia digital. Isto não é apenas um obstáculo; é uma recusa ativa em ler os sinais que o mundo nos envia.

Uma Estratégia de Defesa Intelectual

Se procuramos uma saída para este labirinto, certamente não reside na proibição da tecnologia. A história mostrou muitas vezes que as proibições são solo fértil para a hipocrisia e para o aprofundamento das desigualdades. A verdadeira resposta reside em algo mais difícil, mas mais duradouro: transformar a capacidade de fazer perguntas numa competência cívica chave.

Esta mudança deve começar inevitavelmente na sala de aula. O processo educativo deve deixar urgentemente de recompensar a reprodução vazia. Enquanto o professor perguntar “Diz-me o que está escrito no livro”, estará a formar uma pessoa obediente. No momento em que perguntar “Mostra-me como sabes que isto é verdade”, começa a formar um investigador. Precisamos, portanto, de aprendizagem baseada em projetos, estudos de caso e debates nos quais se avalie o processo de chegar a uma conclusão, e não apenas o produto final.

Daí decorre a necessidade de uma nova definição de literatura. Como nota a OCDE, a validação é o núcleo da literatura no mundo moderno. Na prática, isto significa cultivar em cada pessoa o hábito de verificar fontes, reconhecer enviesamentos e — o mais importante — compreender a diferença fundamental entre correlação e causalidade. Hoje, saber o que conta como evidência importa mais do que saber uma definição de cor.

Neste contexto, até a nossa interação com a inteligência artificial adquire uma nova dimensão. Os modelos de linguagem são, na essência, espelhos das nossas perguntas. Embora a UNESCO, nas suas orientações, fale de *prompt engineering*, a essência não reside em dominar truques técnicos para obter melhor texto, mas em disciplinar o próprio pensamento. Isto é metodologia, não magia: a capacidade de definir contexto, estabelecer restrições e exigir um contra-argumento. Esta é a literatura de prompts e exige lógica, não apenas sintaxe.

O peso, porém, não deve recair apenas sobre o indivíduo. As instituições — que o IIEP-UNESCO já identifica como sofrendo de fragilidades de governação — também devem começar a aprender. Isto significa abandonar a prática de comunicações burocráticas escassas e avançar para a pós-análise, o acompanhamento de indicadores públicos e a preparação de relatórios que respondam a questões sociais concretas. Uma instituição que não aprende é uma instituição que estagna.

Por fim, tudo isto converge no conceito de ciber-resiliência, entendido muito mais amplamente do que um conjunto de parâmetros técnicos. Quando o NIST define a integridade e segurança informacional como riscos chave, e o WEF classifica estas competências entre as de crescimento mais rápido, estão na verdade a falar da resiliência da mente pública. A verdadeira ciber-resiliência hoje é a capacidade de uma sociedade não sucumbir à manipulação, não se mover pela inércia do medo e do impulso, mas sempre, sem exceção, exigir evidências.

Um Futuro de Perguntas ou um Futuro de Modelos?

O momento prometeico da nossa época consiste não apenas no facto de um novo “fogo” estar nas nossas mãos. O verdadeiro peso deste momento reside na escolha que nos confronta: se usaremos este fogo para iluminar os cantos escuros da ignorância ou para criar ilusões ainda mais convincentes na parede da caverna.

Na realidade macedónia, parece que os que detêm o poder já fizeram a sua escolha. Em vez de transparência, recebemos propaganda algorítmica — aldeias Potemkin digitais, nas quais ferramentas de IA geram um fluxo interminável de sucessos, comunicações estéreis e falso otimismo. Esta tecnologia é usada não para resolver problemas, mas para os mascarar. Torna-se o instrumento perfeito para projetar uma realidade cor-de-rosa no preciso momento em que sistemas chave estão a colapsar. O cidadão é colocado diante da parede da caverna, onde observa as sombras do progresso fabricado, enquanto a verdade permanece lá fora, na escuridão.

A escolha é dura na sua simplicidade. Se reduzirmos a tecnologia a nada mais do que uma ferramenta para escrever e gerar mais depressa, produziremos inevitavelmente mais texto, mas dramaticamente menos pensamento. Teremos uma hiperinflação de palavras e uma deflação de sentido. Isto é especialmente destrutivo para as novas gerações, já moldadas pela cultura do conhecimento instantâneo. Para elas, uma resposta é algo obtido com um único clique, sem esforço e sem compreensão de contexto. Quando a educação se reduz a copiar soluções prontas de máquinas inteligentes, criamos jovens com perceção superficial, incapazes de distinguir a verdade da manipulação — os sujeitos ideais de uma nova era de obediência automatizada.

A minha tese, portanto, permanece inalterada e cautelar: o cenário mais perigoso para a humanidade, e especialmente para uma sociedade frágil como a nossa, não é o cenário de ficção científica em que as máquinas saberão tudo. O cenário mais perigoso é aquele em que nós, seres humanos, deixamos de fazer perguntas, cedendo a nossa curiosidade a um algoritmo programado para nos manter calmos, satisfeitos e — na essência — ignorantes.

Pontos Principais
  • A nova literatura (OCDE): No século XXI, ser letrado não significa apenas ter acesso à informação; significa possuir a capacidade de a validar e de a selecionar criticamente. 
  • Uma corrida contra o tempo (UNESCO): As ferramentas generativas desenvolvem-se muito mais depressa do que os Estados conseguem regulá-las. Isto cria um vazio no qual a privacidade está em perigo e as instituições permanecem despreparadas. 
  • Uma epidemia de confabulações (NIST): O risco de “alucinações” — afirmações falsas apresentadas de forma convincente — é real e tecnicamente documentado. A integridade informacional está a tornar-se uma preocupação de segurança primordial. 
  • As competências do futuro (WEF): Até 2030, o mercado de trabalho sofrerá mudanças tectónicas. O pensamento analítico, a inteligência artificial e a cibersegurança já não são uma opção; estão a tornar-se condições de sobrevivência. 
  • O fosso macedónio (UIT, IIEP-UNESCO): Temos uma forte infraestrutura — o “hardware” —, mas competências avançadas fracas, isto é, o “software nas nossas cabeças”. Sem uma viragem urgente para uma cultura de perguntas, estratégias como a SMART/MK permanecerão nada mais do que uma lista de boas intenções.

Fonte: Geopolitika.ru

Aleksandar Ivanov
Aleksandar Ivanov
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