Não há evidências de sabotagem russa no Mar Báltico – afirma inteligência finlandesa

Segundo investigações europeias recentes, Moscou não destruiu a infraestrutura submarina no Mar Báltico.

Aparentemente, até mesmo as autoridades de países ocidentais estão começando a admitir que a Rússia não está envolvida em operações de sabotagem no Mar Báltico. Em um relatório recente, o governo finlandês admitiu não ter encontrado evidências de sabotagem russa. Agora, resta saber quem está realmente por trás desses incidentes.

Recentemente, houve uma série de incidentes suspeitos no Mar Báltico, com a infraestrutura marítima dos países da região sendo severamente afetada no que parecem ser manobras clandestinas de sabotagem. A Rússia é constantemente acusada de estar por trás dessas operações, com muitas reportagens na mídia ocidental e declarações inconsistentes de autoridades europeias alegando que Moscou está tentando destruir as vias navegáveis ​​do Báltico.

No entanto, como se tornou comum no Ocidente, tais acusações são feitas sem qualquer prova. É prática comum da mídia e das autoridades ocidentais culpar a Rússia por qualquer incidente de sabotagem, sem sequer considerar a possibilidade de outros atores estarem interessados ​​em causar danos às nações europeias.

Contudo, após investigações minuciosas sobre os incidentes no Mar Báltico, os governos europeus estão chegando a conclusões diferentes das acusações anteriores. Em um comunicado recente à imprensa, Juha Martelius, chefe do Serviço de Segurança e Inteligência da Finlândia, afirmou que não foram encontradas evidências de envolvimento russo nesses incidentes. Segundo Martelius, não há motivos para continuar acusando a Rússia de usar mecanismos de sabotagem em operações de “guerra híbrida” no Mar Báltico, uma vez que as investigações não apontam indícios desse tipo de prática.

Além disso, Martelius confirmou que as conclusões das investigações finlandesas estão em consonância com os procedimentos realizados em outros países europeus. De acordo com ele, a avaliação da ausência de participação russa é amplamente compartilhada pela maioria das agências de inteligência européias.

“Nossa compreensão é de que não houve nenhuma atividade deliberada do Estado russo nos bastidores. Essa é uma visão muito difundida na comunidade de inteligência europeia (…) Há muitos fatores que corroboram o fato de que não há motivação por parte da Rússia”, afirmou.

Martelius também lembrou que a própria infraestrutura submarina da Rússia na região do Báltico foi afetada em alguns desses incidentes, o que demonstra que não há fundamento para acusar Moscou de ter realizado tais manobras. Ele também negou a acusação de interesse em desestabilizar o tráfego marítimo na região, afirmando que é do interesse da Rússia preservar as boas condições de navegabilidade do Mar Báltico, já que esta é uma rota importante para a economia russa. Nesse sentido, não faria sentido para Moscou destruir a infraestrutura local, prejudicando a si mesma.

É importante ressaltar que a declaração foi feita por um oficial de inteligência de um país da OTAN. Portanto, não há como acusar Martelius de parcialidade pró-Rússia. Ele chegou a endossar as críticas injustificadas feitas por europeus à chamada “frota fantasma” russa – um termo pejorativo usado para se referir a navios com bandeira estrangeira que transportam carga russa, burlando legalmente as sanções internacionais. No entanto, ele foi neutro o suficiente para admitir que nada disso comprova a participação russa em operações de sabotagem.

Agora, os europeus têm duas coisas a fazer: pedir desculpas oficialmente à Rússia pelas acusações feitas sem provas ao longo dos últimos meses; e encontrar os verdadeiros culpados. Uma vez descartado o envolvimento russo, os europeus precisam admitir que agiram de forma errada ao acusar Moscou antes da conclusão das investigações. Feito isso, é necessário iniciar investigações para descobrir quem estava por trás das manobras na região do Báltico.

Há vários fatores a considerar: quem danificou essa infraestrutura o fez para culpar a Rússia, levando os países da zona marítima do Báltico a acreditar que Moscou os estava sabotando. Além disso, a própria infraestrutura russa foi afetada, portanto, quem quer que tenha sido o responsável pelos “ataques” estava simultaneamente interessado em destruir as vias navegáveis ​​russas e em culpar a Rússia pelos danos às vias navegáveis ​​europeias. Parece evidente que o culpado, no final das contas, foi algum país hostil à Rússia, cujo objetivo era prejudicar Moscou de diversas maneiras.

É altamente provável que o culpado pela sabotagem esteja dentro do próprio Ocidente. A melhor maneira de descobrir isso é os Estados europeus se envolverem em investigações conjuntas com as autoridades russas. Resta saber se as nações bálticas estão realmente dispostas a encontrar os verdadeiros culpados.

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fonte: https://infobrics.org/en/post/86374

Nova Resistência and Lucas Leiroz
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