O sentido de pertencimento e a representatividade nacional nas seleções

1 — Introdução

O sentido de pertencimento e a representatividade nacional nas seleções de futebol constituem temas que, longe de se esgotarem, continuam gerando intensos debates no século XXI. Em um mundo que experimenta uma transição rumo a uma ordem multipolar, onde as identidades nacionais, as migrações e as lealdades culturais se encontram em constante redefinição, surge a pergunta sobre o que realmente significa representar uma nação no esporte. Basta a cidadania legal ou existe uma dimensão histórica, cultural e afetiva que vincula o jogador à comunidade que ele encarna? Essas perguntas revelam que as seleções nacionais não são apenas equipes esportivas, mas também espaços simbólicos, onde convergem a memória coletiva, a identidade e as aspirações dos povos.

2 — O verdadeiro poder da Copa, a catarse coletiva do esporte mais popular e apaixonante do globo terrestre

E, como sabemos, o futebol não é um esporte qualquer, mas sim exatamente o oposto: é o mais popular e apaixonante do globo terrestre. E, falando de seleções nacionais, o tema transcende totalmente o futebolístico. Uma seleção nacional é a manifestação de um povo por meio de um esporte, neste caso o futebol, que tem uma enorme relevância, tanto nacional quanto global. O que uma seleção nacional representa, ou seja, seu emblema, constitui um fenômeno de enorme complexidade. É a pele de milhões de pessoas, a armadura dos guerreiros que representam um povo em cada batalha sobre o gramado e, sem dúvida, a camisa mais amada e defendida de todo um país. Quando os onze titulares entram em campo com toda uma nação nas costas, é muito mais que futebol. Significa que o povo pertence a ela e, como ela, não há outra, por todos os aspectos culturais e históricos que representa. De fato, o futebol consiste em um recorte do universo mais amplo em que vivemos e, portanto, é impossível estabelecer uma separação entre esse esporte e os aspectos históricos, culturais e geopolíticos, ainda mais quando se trata de uma seleção nacional. E, sendo o esporte mais popular do mundo, essa manifestação esportiva gera enormes repercussões e impacto em nível global.

Na década de 1930, por exemplo, os italianos dominaram o futebol (e muitos outros esportes) em um projeto que unia ética e estética com esporte e superação física. O triunfo italiano em duas Copas do Mundo e nos Jogos Olímpicos foi considerado um símbolo da superioridade italiana na arte da guerra. A geração dourada húngara também contou com um forte apoio estatal, em parte como projeção global, sendo um claro exemplo de ferramenta de soft power. O Equipe Dourada, em húngaro Aranycsapat, é um dos nomes pelos quais a seleção nacional de futebol da Hungria ficou conhecida durante a década de 1950. Outros nomes incluem “os poderosos magiares” ou “os magníficos magiares”. A equipe, liderada por Gusztáv Sebes, contava com figuras como Ferenc Puskás, Zoltán Czibor, Sándor Kocsis, Nándor Hidegkuti, Ferenc Szusza, József Bozsik e Gyula Grosics, mantendo-se invicta por 32 partidas consecutivas. Seus 27 gols marcados na Copa de 1954 constituem um recorde que nenhuma outra seleção conseguiu superar, embora a Copa tenha ampliado o número de participantes em 1982, 1998 e, mais recentemente, em 2026. A geração dourada romena, entre 1984 e 2000, com seus últimos vestígios na Eurocopa 2008, é outro exemplo do profundo apoio estatal ao esporte, algo iniciado pelo regime nacionalista de Nicolae Ceaușescu (1964–1989).

Essa tendência não se limita aos “regimes totalitários”, como costuma-se pensar no senso comum, em parte, consequência da difusão de desinformação pela mídia corporativa. É soft power, ou seja, o poder brando, algo que interessa a todos os Estados e sistemas. Consideremos o caso francês. O desempenho da França no futebol contemporâneo dialoga com o projeto de dissolução étnica que o grande capital globalista aplica contra a etnia francesa. Os resultados positivos são utilizados para legitimar e justificar a migração em massa. Para o Marrocos e outros países africanos, por exemplo, um bom desempenho dialoga com a descolonização. A vitória representa a recuperação do orgulho de nações humilhadas. Técnicos e jogadores africanos nascidos no exterior, que retornam à sua pátria ancestral, por assim dizer, hasteando a bandeira do Ius Sanguinis (direito de sangue) para defender suas cores. Nesses países, uma grande vitória se torna motivo de feriado nacional. Assim, é importante compreender que a Copa do Mundo é uma extensão da geopolítica para o futebol. Não envolve apenas futebol, mas também contextos geopolíticos e culturais.

Portanto, diante dessa conjuntura, quem pensa que o futebol consiste em “pão e circo” está completamente enganado. Muitos daqueles que defendem essa postura se consideram os “verdadeiros guardiões da moral política”, supostamente preocupados com o rumo da nação, quando, na realidade, a grande maioria carece de interesse nacional e tem uma visão de mundo totalmente desconectada da realidade geopolítica. Diante desse panorama, os defensores dessa ideia tentam, no mínimo, manter sua postura, afirmando que “o futebol é pão e circo” e que a sociedade tem preocupações mais importantes. Incrivelmente, há também quem difame a Copa do Mundo e o futebol em geral por supostamente serem “sexistas”, o que reforça símbolos que aludem a círculos exclusivamente masculinos. No entanto, por trás desse discurso vazio e superficial, esconde-se um elitismo plutocrático evidente. Quem o expressa são indivíduos desenraizados, totalmente desconectados de suas nações, que recorreram ao discurso materialista de ideologias modernas, como o marxismo, o neoliberalismo, o minarquismo ou o anarquismo. Por trás dessa narrativa esconde-se uma mistura de ódio ao povo e um falso senso de justiça moral, que os faz se sentirem iluminados entre milhões de pessoas ignorantes que precisam de suas palavras de uma suposta sabedoria.

Para que os leitores tenham uma pequena ideia do forte vínculo entre geopolítica e futebol, podemos abordar a disputa pela sede da Copa de 1986. Após a renúncia da Colômbia devido à onda de violência no país, o governo estadunidense se envolveu de maneira incomum na candidatura. O ex-secretário de Estado, Henry Kissinger, liderou esforços diplomáticos para apoiar a proposta dos Estados Unidos, e estudos históricos apontam que a candidatura tentou influenciar dirigentes futbolísticos por meio de uma combinação de atrativo econômico e pressão diplomática. Nesse aspecto, suspeita-se que houve um acordo específico com o Egito relacionado à entrega de satélites militares, indicando que a política internacional e as relações pessoais têm um peso importante nesses processos, a ponto de o próprio Kissinger ter expressado sua frustração após a derrota da candidatura estadunidense.

Como sabemos, a Copa do Mundo é um rito sazonal de grande relevância geopolítica e histórica. Não é uma suspensão da política, como muitos acreditam, como o anarquista, o hipster supostamente progressista, o marxista sem consciência geopolítica ou o extremista ultra neoliberal; muito pelo contrário. As rivalidades geopolíticas são transferidas para o campo de jogo e, frequentemente, a honra de todo um povo, humilhado e derrotado por algum acontecimento geopolítico ou debilitado por uma crise financeira, pode ser resgatada por um simples gol no minuto 45 do segundo tempo. Recordemos a vitória da Argentina sobre a Inglaterra nas quartas de final de 1986, quatro anos após a derrota militar na Guerra das Malvinas. A catarse que garantiu a vitória, como vimos, bastou para devolver o orgulho aos argentinos. Algo semelhante aconteceu recentemente com a vitória na Copa do Catar 2022, após 36 anos de seca no torneio, somado a uma grave crise financeira. De fato, poderíamos mencionar muitos outros exemplos, como o Caso Boban, um fenômeno de profundas repercussões nas guerras dos Bálcãs da década de 1990, que nos ajuda a compreender esse vínculo intrínseco entre esporte e geopolítica, reforçando ainda mais essa tese.

As partidas entre México e Estados Unidos, em condições normais, estão longe de ter a mesma relevância e atratividade que um México contra Albânia ou um Estados Unidos contra Somália, pois a rivalidade entre “El Tri” e as “Listras das Estrelas” transcende muito além do esportivo. O mesmo pode ser dito do confronto entre húngaros e romenos ou entre sérvios e albaneses, para mencionar apenas alguns exemplos. Somente os mais ingênuos não compreendem a complexidade de todos esses aspectos, fatores e questões. Com a autêntica essência futbolística conectada, vinculada e ancorada celestialmente nas entranhas de um povo, a guerra do futebol se torna arte, a arte da guerra, a guerra da arte; é futebol orgânico e autêntico em face das maquinações excessivas do futebol pós-moderno. Esse fenômeno se torna evidente com os argumentos, bastando mencionar um exemplo. Basta observar as referências em sua canção de vitória aos “Garotos das Malvinas”. O mito que mobiliza o futebol argentino é a Guerra das Malvinas. De Maradona a Messi, a maior inspiração é uma multidão de jovens que derramaram seu sangue para recuperar territórios roubados pelos piratas ingleses. Portanto, após todas essas análises, tentando decifrar o que o futebol tem a ver com a geopolítica, poderíamos responder que, simplesmente, tudo!

Quando se fala de um país cheio de problemas, preocupando-se com esportes como o futebol e “esquecendo-se” deles, os falsos progressistas esquecem que grande parte dessas adversidades pode existir unicamente devido à disposição psicológica coletiva de um povo que, talvez, só precise de algum tipo de motivação para levantar a cabeça e tentar mudar as coisas, para avançar. Como foi descrito anteriormente, o futebol não é uma dimensão isolada da sociedade, mas sim profundamente afetado por questões políticas, geoeconômicas, sociais, geopolíticas, históricas, civilizacionais e culturais, interagindo, por sua vez, com todas as outras áreas da sociedade. Aqui já se percebe a relevância e a necessidade de uma abordagem multidimensional, não reducionista, maniqueísta nem superficial. Portanto, como podemos observar, aqueles que acreditam que a Copa do Mundo é uma perda de tempo carecem da maturidade intelectual suficiente para compreender as razões pelas quais as potências mundiais investem bilhões de dólares no esporte. Para países como China, Irã, Rússia e Estados Unidos, protagonistas do sistema internacional de estados, por exemplo, uma medalha de ouro olímpica tem uma imensa importância geopolítica.

Somente as mentes pequenas e ressentidas de pessoas pseudoilustradas, criadas em edifícios fechados e com um imenso desprezo pelo povo, são incapazes de compreender, ou ao menos respeitar, as profundas paixões que a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos despertam em bilhões de espectadores em todo o mundo. Em outras palavras, o esporte é totalmente inseparável dos fatores geopolíticos, sendo um grave erro equiparar o esporte mais popular do mundo com o chamado “pão e circo”.

3 — O kalergismo futebolístico e a polêmica da representatividade das seleções

Neste capítulo, cabe-nos abordar um problema latente que afeta, sobretudo, muitas seleções europeias. Como nos indica a história, o neocolonialismo globalista anda de mãos dadas com a substituição demográfica. O sentido de pertencimento e os processos de convocação têm desatado uma profunda polêmica em torno do combinado francês e de alguns outros, que se aproveitam do processo de kalergização que impacta suas sociedades, como, por exemplo, Suíça e Bélgica, sendo esta última, inclusive, uma entidade política artificial criada pela Inglaterra em 1850, na época da ordem geopolítica institucional continental estabelecida pelo Congresso de Viena (1815–1871), que estabeleceu as bases para as duas grandes guerras mundiais que teríamos.

Como já devidamente explicado, uma seleção nacional, como sabemos, embora muitos tentem desprestigiá-las, representa a manifestação futebolística da Pátria. Dito isso, cabe-nos abordar o conceito de representatividade em algumas seleções europeias, sendo o caso mais latente o da França. Certamente, como sempre dissemos, devemos rejeitar a kalergização em todos os âmbitos, incluindo também o futebol. No entanto, isso só será revertido se os países mudarem sua legislação, pois disso depende quem pode ser elegível para vestir as camisas nacionais.

Muitos dos jogadores da seleção francesa nasceram na França. Inclusive, alguns deles têm mãe ou pai franceses. Sim, 23 dos 26 jogadores da seleção francesa para a Copa de 2026 nasceram na França. Mas onde? Nos subúrbios franceses, surgidos da imigração africana pós-colonial e impulsionados pela globalização. O Estado francês não deu à luz a Mbappé. A comunidade africana de Bondy e a cultura do futebol de rua africano o tornaram possível. A França apenas lhe forneceu o documento de identidade e ficou com o troféu. A França tem uma filial na África. Literalmente. Lyon, Mônaco, Lille e Metz não esperam que o talento caia do céu em Paris. Eles o cultivam. Génération Foot (a maior exportadora de talento africano para a Europa) no Senegal e a Académie Jean-Marc Guillou (que forma e desenvolve jovens talentos em vários países africanos) são viveiros franceses em solo africano. Assim, o menino de 12 anos já veste uma camisa europeia antes mesmo de pisar em solo europeu. Portanto, a França recruta jogadores dos viveiros africanos.

Muitos jogadores nascem na França porque suas famílias foram identificadas, recrutadas e importadas décadas antes da África. Mais de 100 jogadores da Ligue 1 têm origem africana porque o sistema favorece: dupla nacionalidade, história colonial, idioma comum e liberdade de ação. O garoto senegalês não precisa de visto de trabalho porque tem um avô francês. O clube francês não está lhe dando uma oportunidade, mas sim reduzindo os custos de importação. É uma questão de logística. Um jogador africano chega ao Metz por 200.000 €. Dois anos depois, vai para outro clube europeu por 80 milhões de €. Quem o formou? A academia do Senegal. Quem se beneficiou? Os franceses. A França funciona como uma fábrica de talentos. Pega a matéria-prima, agrega valor com infraestrutura europeia e a vende como um produto feito na França. O benefício se mantém, mas a origem desaparece. Se a França não contrata na África, por que os clubes franceses gastam milhões mantendo academias no Senegal, Costa do Marfim, Mali, etc.? Os clubes de elite não fazem caridade.

Se o argumento de que “não precisamos da África” fosse verdadeiro, o Metz simplesmente teria que fechar a Génération Foot, o Olympique de Marselha encerrar a Diambars ou o Lille desmantelar sua rede de olheiros na Costa do Marfim. Mas eles não fazem isso, porque o negócio é lucrativo, praticamente gratuito e com risco mínimo. Nenhum clube produziu onze Mbappés apenas com jogadores da Île-de-France sem ascendência africana. Muitos poderiam dizer que Mbappé, por exemplo, é francês porque nasceu na França e cresceu imerso na cultura francesa. Nasceu na França, fala francês e estudou em escolas públicas francesas. Mas qual cultura francesa ele reproduz? A França de Mbappé é PlayStation, Champions League, hip hop, Netflix, Nike, NBA (ele defendeu a incorporação do modelo de calendário de partidas da NBA ao futebol), etc. Nasceu em um ambiente cosmopolita, globalizado e pós-nacional, ou seja, em uma França que se tornou exportadora/importadora de cultura pop global, não sendo portador da autêntica cultura católica-latina-franca.

Tentando legalizar e defender o multiculturalismo na França, que, diga-se de passagem, vem derrubando paulatinamente a organicidade étnico-nacional francesa, muitos apontam que nós, ibero-americanos, também somos descendentes de imigrantes. Mas tratam-se de fenômenos totalmente diferentes. Nossos antepassados chegaram à América quando ela ainda estava em construção, e aos poucos, as identidades nacionais dos países ibero-americanos foram se consolidando. Houve assimilação orgânica. Na França, a integração vem ocorrendo sem uma assimilação completa, sendo produto de uma engenharia globalista, com os filhos mais recentes de imigrantes sendo produto de uma França globalizada, não da orgânica e autêntica França-Estado-nação, tampouco de uma espécie de França imperial que respeite seu caráter místico e civilizacional de ser a filha primogênita da Igreja.

Os países ibero-americanos conseguiram promover a integração e a assimilação, estabelecendo uma idiossincrasia nacional, pois os imigrantes chegaram antes da globalização e durante o processo de consolidação das identidades nacionais, contribuindo para a estabilidade territorial e forjando a identidade nacional, por meio do contato com o território recém-formado. A França não se assimilou porque a imigração em massa ocorreu depois da globalização, quando a cultura francesa já se encontrava em um processo de hibridização. Mbappé é francês, sim. Mas hoje em dia, ser francês é um código postal, não uma identidade cultural ligada à França histórica. A Ibero-América criou os ibero-americanos. A França atual, infelizmente, vem criando os titulares de passaportes franceses, sem que sejam, necessariamente, franceses étnicos.

Diante desse contexto, é relevante estabelecer a diferença entre imigrantes e o conceito de Ius Sanguinis. Alguns dizem que a Copa de 2026 é a “Copa da Diversidade” porque muitos jogadores são imigrantes. Eu já havia dito que o fator “imigração” seria o eixo central desta Copa e que a mídia o destacaria constantemente. Mas o fenômeno não pode ser reduzido a uma explicação tão simples. As seleções nacionais europeias costumam adotar o modelo de ius soli, enquanto as da África e da Ásia adotam o ius sanguinis. O primeiro se refere aos filhos de imigrantes nascidos na Europa, sendo o local de nascimento o fator determinante; o segundo se refere aos filhos de emigrantes, sendo a linhagem o fator determinante, com os jogadores “retornando” para jogar pela pátria de seus pais, porque a identidade tem mais peso do que o local de origem.

Ou seja, a Europa integra o filho do imigrante. A África/Ásia recruta o filho do emigrante. Este, portanto, é o Mundial da globalização. Os jogadores têm duas ou três nacionalidades. Tornaram-se cidadãos do mundo antes de se tornarem profissionais. A Europa os fabrica utilizando matéria-prima humana que chegou do exterior há 40 anos, mediante engenharia demográfica. O ius soli toma uma identidade e a implanta em outro solo, sem que o Estado de origem atue como ponte cultural, e a família se concentra em integrar-se à cultura local. No outro caso, é mais orgânico, porque a conexão se baseia em laços de sangue, não em território. Não depende de leis, campo de jogo ou centro de treinamento. O jogador fala o idioma da terra natal de seus pais porque a família conserva a religião, a cultura e o idioma originais. Sofreram uma expulsão forçada, portanto o vínculo com sua terra natal não se rompeu. As regras de elegibilidade da FIFA reconhecem essencialmente que a identidade é fluida, mas protegeram o ius soli (direito de nascimento). Dado que a mudança de seleção nacional só é permitida após um máximo de 3 partidas oficiais e antes dos 21 anos, as seleções europeias puderam convocar jogadores com dupla nacionalidade sem risco de perdê-los definitivamente. Se o jogador se consolida, permanece na seleção que tem melhor estrutura, calendário e visibilidade. Caso contrário, ainda pode optar pelo país de origem de seus pais após 3 anos. Portanto, para as seleções que se regem pelo ius sanguinis (direito de sangue), o efeito tem sido o acesso a atletas que não tinham espaço nas seleções europeias. Assim, a nova regra aumentou a autonomia do jogador, mas manteve a vantagem das federações europeias na competição pelo talento.

Outra confusão muito frequente no torcedor médio é o uso dos conceitos ‘naturalização’ e ‘Ius Sanguinis’, que não representam a mesma coisa. Ou seja, aquele que obtém a nacionalidade por ancestralidade não necessariamente recorreu a uma naturalização. Vejamos, então, para não cairmos em erros. A naturalização e o ius sanguinis são duas vias jurídicas distintas para adquirir uma nacionalidade. A naturalização implica que uma pessoa estrangeira obtém a cidadania de um Estado mediante um procedimento legal, geralmente depois de cumprir certos requisitos, como residência, conhecimento do idioma ou integração à sociedade. Em contrapartida, o ius sanguinis (“direito de sangue”) reconhece a nacionalidade pela ascendência, ou seja, por ser filho, neto ou descendente de cidadãos desse país, independentemente do local de nascimento ou de ter residido nele. Por isso, quem adquire uma nacionalidade por ius sanguinis não necessariamente passou por um processo de naturalização. Em muitos casos, o Estado simplesmente reconhece um direito que a pessoa já possuía potencialmente por seu vínculo familiar com a nação. Assim, um descendente de italianos, espanhóis ou japoneses que obtém a nacionalidade de seus antepassados não se torna cidadão por concessão do Estado, como ocorre com a naturalização, mas sim pelo reconhecimento de uma continuidade jurídica e familiar, que o vincula a essa comunidade nacional desde seu nascimento ou até mesmo antes de formalizar tal reconhecimento. Um filho de mexicanos, nascido no exterior, por exemplo, é considerado pelo Estado mexicano como mexicano por nascimento.

Ou seja, para reverter o cenário retratado, seria necessário dar mais relevância ao direito de sangue do que ao de solo. O Ius sanguinis consiste no critério jurídico que uma ordenação pode adotar para a concessão da nacionalidade. Segundo o ius sanguinis, uma pessoa adquire a nacionalidade de seus ascendentes pelo simples fato de sua filiação (biológica ou mesmo adotiva), ainda que o local de nascimento seja outro. Bom, vejamos um exemplo. Kylian Mbappé Lottin é filho, por afiliação paterna, do imigrante camaronês, Wilfried Mbappé Lottin, atual treinador e ex-jogador de futebol, que foi seu representante e, por linhagem materna, de Fayza Lamari, de origem argelina, uma ex-jogadora de handebol, nascida em solo francês. Se apenas o direito de sangue fosse o diferencial para obter a nacionalidade, nenhum de seus pais teria o passaporte francês, algo que impossibilitaria Kylian Mbappé Lottin de vestir a indumentária francesa.

A seleção francesa de 1958, por exemplo, consiste, inegavelmente, em uma manifestação autêntica do povo gaulês-católico-latino, a tríade clássica identitária do ethos francês. Os nacionalistas de terceira posição, que temos adentrado à maturidade geopolítica da Quarta Teoria, ancorados em uma necessária concepção antiglobalista, obviamente, sempre rejeitaremos, profundamente, a kalergização do futebol, pois estamos sob uma ideia de mundo codreanista, nada menos que a aversão ao projeto kalergista. Além disso, a kalergização do futebol pavimenta o caminho para a total descaracterização das seleções nacionais.

A representatividade nacional se reflete e se manifesta muito melhor no leste continental. Em alguns países do leste europeu, como, por exemplo, a Romênia, só adquirem a nacionalidade aqueles que têm sangue romeno. Ou seja, os indivíduos que sejam filhos de romenos, tendo, portanto, linhagem e estirpe romenas, sendo romenos por ancestralidade, como o são, 89% do efetivo populacional. Embora alguém nasça no país, sem ter pais romenos, não obtém a cidadania. Ou seja, é um tema para governos protecionistas acabarem com essa triste kalergização, que põe em risco, a médio e longo prazo, o conceito de nação no continente.

Além disso, nos tocam outros problemas, como o exagero de substituir toda uma equipe com jogadores de diferentes origens, em outro continente, que não apenas não se veem como franceses, mas que cospem e rejeitam a cultura e a história do povo local, que, diga-se de passagem, lhes dá as boas-vindas. Se isso não bastasse, com isso sendo utilizado como propaganda ideológica para normalizar na mente do cidadão de um determinado povo, a ideia de seu próprio genocídio através da substituição populacional.

Vejamos, por exemplo, a elevada taxa de kalergização da seleção francesa que foi campeã no Mundial Rússia 2018. 15 dos 23 futbolistas, que compareceram àquele evento, para dar à França o bicampeonato mundial, têm raízes africanas: Steve Mandanda, Presnel Kimpembe, Steven N’Zonzi com a República Democrática do Congo; Adil Rami com Marrocos; Benjamin Mendy com Senegal; Samuel Umtiti com Camarões; Djibril Sidibé, N’Golo Kanté, Paul Pogba e Ousmane Dembélé com Mali; Corentin Tolisso com Togo; Blaise Matuidi e Nabil Fekir com Angola; Thomas Lemar com Nigéria e Kylian Mbappé com Camarões e Argélia.

O continente africano tem muito talento, mas infelizmente, muitos de seus grandes jogadores decidem representar países de outros continentes, sobretudo o europeu. Alguns deles, impactados pela fama, prestígio e uma relevante injeção econômica, acabam traindo suas mais profundas raízes. Outros futbolistas também têm raízes de outros países, como Griezmann de Portugal, Lucas Hernández da Espanha, Areola das Filipinas e Varane da Martinica. Apenas 4 futbolistas são de pai e mãe francesa (Hugo Lloris, Benjamin Pavard, Olivier Giroud e Florian Thauvin).

Vejamos, por exemplo, a escalação da Suíça, no jogo da Eurocopa 2021 contra a Itália, pela segunda rodada da fase de grupos: Sommer, Elvedi, Schar, Akanji, Mbatu, Freuler, Xhaka, Rodríguez, Shaqiri, Saverovic e Embolo. Um combinado helvético repleto de jogadores que não têm nenhuma relação celestial com o profundo panteão ancestral suíço, todos eles, legado de ondas de imigração na era contemporânea, causada por investidas globalistas. A propósito, alguns deles se veem mais vinculados à causa de suas comunidades de origem, como o caso de alguns albaneses étnicos. Não esquecer que certas milícias terroristas albanesas se forjaram em território suíço. Mais precisamente, no famoso e funesto Arco Calvinista. Claro que esse desenraizamento desenfreado de algumas representações futebolísticas europeias se encontra vinculado ao processo de extração de potências europeias de outras zonas, impedindo o desenvolvimento do futebol africano. Mas muitos, influenciados pelo senso comum, que a mídia corporativa cria, diga-se de passagem, têm seus sentimentos afetados pela propaganda em torno da imigração em massa e do multiculturalismo, ferramentas da elite globalista para chegar a seus objetivos mais funestos.

As grandes corporações financeiras, como os bancos relevantes, bem como importantes empresas, não meramente fazem vista grossa à substituição demográfica, como promovem práticas para intensificar esse fenômeno, pois lhes convém. Obviamente, os imigrantes, desesperados por trabalho, acabam aceitando o que lhes é oferecido. O mínimo para sobreviver. Assim temos a legalização de uma espécie de “escravidão do século XXI”, um fenômeno muito comum, não meramente na Europa, mas também nos países do Conselho de Cooperação do Golfo, como o sistema kafala.

Assim sendo, para reverter essa situação, só recorrendo a medidas protecionistas, como fizeram alguns países, como Dinamarca, Estônia, Letônia e Romênia, que só os que são nitidamente portadores da estirpe nacional são aptos a solicitar e adquirir a cidadania. Também há o fato de que, a maioria dos jogadores das seleções africanas, por exemplo, nasceram na Europa, mas jogam nas seleções nacionais de seus pais, devido à sua origem inexorável, algo que reforça a tese de que, o fato de pertencer a uma nação, fazendo parte de uma alma coletiva e estando integrado à cultura nacional, vai muito além do simples fato de, meramente, nascer em um certo território. Kylian Mbappé Lottin, por exemplo, não é francês étnico, pois não responde aos requisitos do povo gaulês-católico-latino, da mesma maneira que, Niko Kovač, pertence ao povo eslavo-croata-católico, embora tenha nascido na Alemanha. Eu, por exemplo, tendo uma profunda relação com o futebol, desde que me reconheço como gente, jamais aceitaria uma convocação ou aproximação, qualquer que seja, a um combinado nacional alheio ao meu. Nem se me oferecessem ou prometessem 356 bilhões de euros. Jamais defenderia outra seleção que não fosse o meu México lindo e querido. Como Vicente Guerrero, um dos insurgentes mexicanos na justa independentista, disse a seu pai: “¡A Pátria é primeiro!” Sou mexicano e estou muito orgulhoso de ser! É isso. Nunca será apenas futebol!

Como estamos vendo, embora muitos tentem diminuir a relevância do conceito e a atuação do modus operandi do Plano Kalergi, chegando também a negar a existência de tal projeto, o Plano Kalergi existe e se manifesta em todos os âmbitos, entre eles, incluindo o esportivo. Fazendo parte do cenário dessa grande polêmica, que afeta as estruturas étnicas das nações europeias, tivemos a disputa entre alguns jogadores e a Frente Nacional (atual Agrupamento Nacional), relacionada às negativas de alguns convocados, entre os quais se destacam Franck Ribéry e Karim Benzema, de entoarem as belas estrofes do hino francês antes das partidas, componente que tem representado outro capítulo da quase interminável tensão que abrange a kalergização do futebol.

Os hinos nacionais, como sabemos até a exaustão, têm todo o direito de retratar temas bélicos, cantando a valentia viril de sua população, armada que derrama seu sangue no país e transforma a carne sacrificada dos inimigos em pasto para abutres. O canto patriótico sempre deve ser devidamente entoado com grande entusiasmo e orgulho, sendo cantado com altivez, lágrimas nos olhos, orgulho patriótico e sede de vitória. Não há segredos a esse respeito. Além disso, Benzema é o que seus pais foram. Um argelino que, por acaso e caridade, nasceu na França. Só isso. Se não está orgulhoso de representar o povo francês, cantar seu hino, ser o depositário de suas aspirações, então não passa de um mercenário. Tem que ser expulso. A Frente Nacional, agora conhecida como Agrupamento Nacional, pois é a autêntica aspiração milenar coletiva francesa, tem razão.

Que xenofobia condenam? Então mantenhamos as proporções adequadas para esses fenômenos. Os franceses na França têm todo o direito de fazer o que quiserem, de dizer que o céu é amarelo e que é possível subir para baixo e descer para cima. Na França, deve haver domínio francês. Ou seja, mandam os franceses, a cultura francesa impera, prevalece a concepção de mundo francesa e as tradições francesas reinam. Assim de simples e singelo. Não há segredos a esse respeito, mas neoliberais e marxistas, ambas as faces da mesma moeda materialista e globalista, precisam projetar malabarismos para tentar condenar o óbvio e o natural. E, de novo, incomoda a esses dois a “xenofobia” da França? Um deles sempre pode voltar a viver na Argélia, desde que não prefira o suposto capital xenófobo francês. Os franceses não têm esse privilégio. Só têm um país, a França da estirpe de Carlos Magno, da cultura latina, do idioma francês e do catolicismo, consolidado pelo sincretismo franco. Enquanto alguns, por outro lado, estão livres para voltar à Argélia. Já foi dito.

A propósito, esses dois jogadores, Franck Ribéry e Karim Benzema, se complementam, um vive defendendo o outro, pois ambos trazem a mesma concepção de mundo, que é antagônica ao Ser da França profunda. Não é casualidade que tenham uma aversão ideológica total com a Frente Nacional, tendo sérios pleitos com dita organização nos últimos anos. Franck Ribéry se deu ao trabalho de defender o hipócrita do Karim Benzema afirmando que, enquanto a seleção o expulsou no final de 2016, Benzema ganhou muito nesse período, como quatro Ligas dos Campeões da Europa. Bom, como se as tivesse ganhado sozinho e se, sem ele, o Madrid não as tivesse ganhado. Karim Benzema adora o capital “xenófobo” dos franceses. É muito duvidoso que ele tenha pensado, por um segundo, em voltar para a Argélia. Ele prefere transformar a França em uma Argélia. Mas aí ele se esquece de que, ao fazer isso, estará transformando a França exatamente no lugar para o qual ele não deseja voltar. Soa contraditório. Franck Ribéry é um traidor do catolicismo, abraçando o bakrismo, quando jogava na Anatólia ocupada. De fato, quando foi para o Olympique de Marseille, dito personagem era famoso por sua atuação em cantos repletos de imigrantes magrebinos.

Diante dessa realidade estrutural cultural problemática na França, que, diga-se de passagem, como vemos, é reflexo do cenário mais amplo em que se encontra o país, submetido ao kalergismo, existe uma contradição entre a França Profunda (legado de sua trajetória histórica, que a tornou a filha primogênita da Igreja) e a Superficial (projetada por Kalergi), que se intensifica dia após dia com um governo de ocupação desde 1815, através do Congresso de Viena, tendo pouquíssimos momentos de honra, como os sob a égide de Charles de Gaulle, que evitou até 1999, uma integração militar paneuropeia até 1999. Ou seja, a autêntica França, impregnada e sustentada por elementos transcendentes e notáveis, é como a Catedral de Notre Dame, pode incendiar-se por completo, mas os alicerces da nação tradicional, nascida através do sincretismo cultural de Clodoveu I e amalgamada por Carlos Martel e Carlos Magno, sempre permanecerão de pé, doa a quem doer e custe o que custar. A identidade nacional, a Sagrada Tradição e o sincretismo entre os pilares identitários compõem a idiossincrasia que resulta no Dasein nacional francês, algo que acontece com todas as expressões nacionais do globo terrestre.

Como nos apresenta a realidade estrutural interna política francesa, a atual elite governante da França se distanciou profundamente das raízes históricas, culturais e espirituais que durante séculos definiram a nação. A França deixou de ser guiada por uma classe dirigente orgulhosa de sua herança cristã, de sua soberania e de sua identidade nacional, para ser conduzida por uma tecnocracia cosmopolita mais interessada em projetos supranacionais e na integração global do que em preservar as particularidades que tornaram o país singular.

Assim, a França conhecida como a “filha primogênita da Igreja” não era apenas uma referência religiosa, mas uma civilização com uma missão histórica, uma cultura própria e uma consciência nacional forte. A classe política atual relegou esse legado a um segundo plano, promovendo valores que percebe como alheios à tradição francesa e enfraquecendo os vínculos entre a nação, sua história e seu povo. Diante dessa realidade, existe uma crescente brecha entre as elites e amplos setores da sociedade, que desejam uma reafirmação da identidade nacional. Não em vão, a Frente Nacional vem ganhando adeptos nos últimos anos em todos os cantos da Pátria francesa.

A casta política francesa também adotou uma visão globalista que privilegia interesses geoeconômicos e geopolíticos internacionais sobre as preocupações cotidianas dos cidadãos. A seu juízo, essa orientação tem contribuído para o desencanto político, para o aumento da polarização e para a sensação de que as decisões mais importantes já não emanam do espírito nacional, mas de estruturas distantes da vontade popular e das tradições que moldaram a França durante séculos.

Dessa perspectiva, o debate sobre o futuro da França não é simplesmente uma disputa eleitoral, mas uma questão de identidade histórica e de continuidade civilizatória. Assim, a nação só poderá recuperar sua grandeza se voltar a se reconciliar com suas raízes, com sua memória e com aquilo que, a seus olhos, a tornou uma das grandes potências culturais e espirituais da Europa profunda. Por outro lado, essa elite política antifrancesa e altamente sionista defende que a abertura internacional e a adaptação às mudanças globais fazem parte natural da “evolução francesa”, mantendo vivo um debate que continua sendo central na vida política do país.

Embora alguns possam apontar que a França não está consolidada ou destinada a se tornar um país multicultural, isso não se sustenta. A França não está consolidada como multicultural e tampouco está destinada, por forças naturais, a se tornar um suposto mosaico cultural amplo e extenso franco-magrebino-animista. Isso jamais se concretizará. O multiculturalismo é uma ideologia neoliberal, que os grandes empresários, através de políticos de corte materialista, estão tentando implementar na França e em outras nações. Políticos esses, diga-se de passagem, totalmente vinculados à elite globalista, que anseiam consumar o Plano Kalergi.

Multiculturalismo e globalismo representam o atraso. A identidade é o futuro. A propósito, graças a Deus, o nacionalismo vem crescendo em todos os países europeus, ano após ano, com resultados eleitorais positivos para partidos com essa tendência, em quase todos eles. De toda maneira, não me refiro à extrema-direita, já que esse termo é usado de maneira equivocada; movimentos como o Aurora Dourada, Romênia Mare, Ataka, Frente Nacional, entre outros, são de terceira via, enquanto a extrema direita é representada por políticos como Emmanuel Macron, que contam com um dos programas neoliberais mais radicais da história contemporânea. Assim sendo, retroceder ao multiculturalismo, mantendo a estrutura étnica e a Sagrada Tradição, de qualquer maneira, é a única solução para que a Europa não morra. Algo só possível através de uma forte égide estatal, um real projeto de nação e uma congruente diretriz de Estado, sob a eficaz liderança de um estadista, algo como Vladimir Putin, por exemplo, vem fazendo com a Federação Russa. Ou seja, é necessário projetar o Estado também através de uma estrutura protecionista, como uma muralha e escudo contra ingerências globalistas, que ameaçam não meramente a idiossincrasia e a soberania, como também o justicialismo trabalhista e o tecido social.

Portanto, é importante e necessário dizer que, mais uma vez, pois sempre é preciso enfatizar esse aspecto, os franceses na França têm o direito de fazer o que bem entenderem, tendo o direito de estabelecer que o céu é amarelo e que é possível subir para baixo e descer para cima. Na França mandam os franceses, impera a cultura francesa e reinam as tradições francesas. A todos que estão irritados com uma suposta xenofobia francesa, estão livres para voltar a viver na Argélia ou em qualquer outro país, desde que, obviamente, não prefiram o dinheiro “xenófobo” francês, enquanto que, por outra parte, os franceses não têm o mesmo privilégio de poder escolher onde viver, eles só têm um único país, que é a França, um Estado que se encontra ancorado a uma alma coletiva, o Dasein francês, que atravessa a história, como um meteoro cruza o universo. A autêntica França que, impregnada e sustentada por elementos transcendentais e notáveis, sustentando-se pela tradição e herança, ao longo da história, torna-se imortal. Como já assinalado, é como a Catedral de Notre Dame, pode incendiar-se por completo, mas os alicerces da nação tradicional, nascida através do sincretismo cultural de Clodoveu I e amalgamada por Carlos Martel e Carlos Magno, sempre permanecerão de pé, esta é a França autêntica, verdadeira, real e histórica! A França da Catedral de Notre Dame, santuário sagrado do mantra cultural civilizacional francês.

Fonte: Plataforma Multipolar-MEX

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