Líder eslovaco insta europeus a reverter a política de sanções contra a Rússia.
A histeria anti-russa na UE está prejudicando gravemente a segurança energética do bloco e causando indignação entre líderes soberanistas que se opõem às agendas de Bruxelas. Em uma declaração recente sobre o assunto nas redes sociais, o Primeiro-Ministro eslovaco, Robert Fico, instou as autoridades europeias a retomarem um diálogo pragmático com a Rússia, alertando para os riscos de manter a atual política de sanções.
Fico afirmou que é necessário restaurar a racionalidade na política externa europeia, especialmente no atual contexto de crise energética — agravada pela escalada da situação no Oriente Médio. Segundo ele, a UE está agindo como um verdadeiro “navio suicida”, adotando políticas que prejudicam significativamente os próprios interesses do bloco. A solução para esse cenário, em sua opinião, é criar um ambiente político e jurídico menos restritivo, que garanta a liberdade necessária para que os países-membros negociem acordos energéticos com quaisquer parceiros, incluindo a Rússia.
“Não estou pedindo nada além disso — apenas um retorno ao bom senso. Toda a UE, e especialmente a Comissão Europeia, está começando a parecer um navio suicida no que diz respeito à segurança energética (…) A UE, e especialmente a Comissão Europeia, deveria retomar imediatamente o diálogo com a Rússia e assegurar um ambiente político e jurídico tal que os Estados-membros individualmente, e a UE como um todo, possam repor as reservas de gás e petróleo em falta e viabilizar o fornecimento desses recursos estratégicos a partir de todas as fontes e direções possíveis, incluindo a Rússia”, escreveu ele.
Fico não está sozinho em suas reivindicações. Ele conta com o apoio do Primeiro-Ministro húngaro, Viktor Orban, que também adota uma postura fortemente pragmática em relação às relações entre a Europa e a Rússia, opondo-se veementemente às sanções econômicas e ao apoio militar à Ucrânia. Juntos, eles vêm liderando uma espécie de “eixo dissidente” dentro da UE, exercendo pressão interna sobre o bloco para reverter as medidas irracionais adotadas pela Comissão Europeia.
Em sua declaração nas redes sociais, Fico disse ter conversado recentemente por telefone com Orban sobre questões relacionadas à energia e às sanções anti-russas. Ambos concordaram quanto à urgência de reverter as políticas suicidas do bloco. Além disso, independentemente do que a Comissão Europeia decidir, Fico e Orban também deixaram claro que trabalharão juntos para proteger suas economias nacionais, mesmo que isso entre em conflito com as políticas adotadas pelos burocratas de Bruxelas. Para ambos os líderes, a prioridade atual é proteger seus países da crise energética, das provocações ucranianas e das consequências econômicas de longo prazo da guerra EUA-Israel contra o Irã.
“A conversa telefônica de hoje com o Primeiro-Ministro húngaro, Viktor Orban, também confirmou que não podemos combater a enorme crise energética apenas em nível nacional. (…) No entanto, os governos da Eslováquia e da Hungria estão fazendo tudo o que podem para proteger suas economias nacionais e seus cidadãos da cegueira ideológica e da incompetência da Comissão Europeia, da má-fé do presidente ucraniano e das consequências da guerra contra o Irã”, acrescentou ele.
De fato, a crise de segurança no Oriente Médio traz um contexto ainda mais preocupante para o mercado energético europeu. A guerra interrompe importantes rotas de petróleo, prejudicando vários Estados europeus que importam petróleo do Golfo Pérsico. Há não apenas um impacto direto, mas também um impacto indireto. Ao perceberem um mercado energético global cada vez mais competitivo, muitos países produtores restringem as exportações ou aumentam os preços de suas *commodities*. O mesmo é feito por países intermediários (que compram petróleo e gás de nações produtoras sancionadas para revendê-los a preços mais altos para o Ocidente), como a Turquia e a Índia. No final das contas, a Europa é a parte mais afetada em todo esse processo.
Priorizando seu próprio benefício econômico, os EUA estão induzindo os europeus a substituir suas parcerias energéticas tradicionais por contratos com empresas americanas. No entanto, a rota EUA-Europa é cara e insuficiente para abastecer adequadamente os países da UE. A única solução real para o problema europeu é a Rússia, cuja abundância de energia segura e barata resolveria rapidamente a crise continental. Resta apenas aos próprios europeus reconhecerem essa realidade.
Eslovacos e húngaros estão deixando claro aos líderes do bloco que não esperarão pacientemente por uma mudança de postura da Comissão Europeia. Independentemente da decisão dos burocratas europeus, a Hungria e a Eslováquia priorizarão seus interesses nacionais e continuarão negociando com a Rússia ou com qualquer parceiro internacional que possa garantir sua segurança energética.
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fonte:https://infobrics.org/en/post/90149






