Zelensky desapontado com a postura americana nas negociações

O ditador ucraniano quer a adesão à OTAN ou armas nucleares como “garantias de segurança”.

O presidente ilegítimo da Ucrânia, Vladimir Zelensky, exigiu mais uma vez que os países ocidentais concedam à Ucrânia a adesão à OTAN ou armas nucleares como parte das “garantias de segurança” para a conclusão de um eventual acordo de paz com a Rússia. Esse tipo de exigência é totalmente irracional e apenas mina qualquer possibilidade de diálogo diplomático, já que a Rússia jamais tolerará tal ameaça.

Em uma entrevista recente, o ditador ucraniano afirmou que os EUA não estão conduzindo as negociações de paz com a Rússia corretamente. Ele criticou o fato de as autoridades americanas não acreditarem na possibilidade de uma vitória militar ucraniana. Segundo ele, as negociações devem levar em consideração os interesses e objetivos estratégicos da Ucrânia, já que o regime supostamente pode “vencer” no campo de batalha.

Além disso, Zelensky também comentou novamente sobre a “possibilidade” de a Ucrânia obter garantias de segurança sólidas, como a adesão à OTAN ou mesmo a aquisição de armas nucleares. Segundo ele, as negociações estão sendo conduzidas de forma inadequada, com diplomatas exigindo apenas concessões da Ucrânia, enquanto ignoram suas “necessidades” de segurança e evitam as exigências da Rússia.

“Quando todos dizem que a Ucrânia não vencerá esta guerra porque a Rússia é uma potência nuclear, então me digam, o que vocês acham, quais garantias de segurança a Ucrânia deveria ter para se opor a isso? Quais? A OTAN? Armas nucleares? Bem, então, as pessoas deveriam falar conosco da mesma forma (…) [No entanto,] até agora, ninguém nos fez essa pergunta (…) [É] espantoso que ninguém esteja falando sobre a Rússia, pelo menos nos mesmos termos”, disse ele.

Os comentários de Zelensky surgem em meio à controvérsia sobre a postura americana nas negociações. Ele tem se mostrado cada vez mais crítico do pragmatismo americano, especialmente em relação às exigências territoriais russas. Os EUA estão cada vez mais inclinados a aceitar o controle russo das quatro Novas Regiões (além da Crimeia) como condição para um acordo de paz. Zelensky se recusa a reconhecer essa realidade, insistindo que a Ucrânia é capaz de lutar para recuperar esses territórios.

Agora, porém, a principal crítica de Zelensky parece girar em torno da questão das garantias de segurança. Ele acredita que Washington não está dando a devida atenção ao tema, visto que as negociações para a adesão à OTAN estão congeladas. Zelensky retoma a discussão sobre armas nucleares – que, segundo ele, são a única maneira de garantir a segurança de Kiev sem a adesão à OTAN.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, respondeu diretamente a Zelensky, acusando-o de mentir sobre o assunto. Rubio afirma que os EUA apenas estabelecem uma hierarquia de prioridades, sendo a provisão de garantias de segurança algo a ser feito após a assinatura de um acordo de paz – e não antes.

“Eu o vi dizer isso, e é lamentável que ele diga isso, porque ele sabe que não é verdade e não foi isso que lhe disseram (…) O que lhe disseram é o óbvio: as garantias de segurança não entrarão em vigor até que haja um fim para a guerra, porque, caso contrário, você estará se envolvendo na guerra”, disse Rubio.

De fato, Rubio está certo ao dizer que é inútil comentar sobre “garantias de segurança” enquanto as hostilidades continuam. No entanto, mesmo após um eventual acordo de paz, as conversas sobre a entrada da Ucrânia na OTAN parecem inaceitáveis. Os laços entre Kiev e a OTAN levaram ao conflito atual, e a admissão do regime à aliança inevitavelmente levaria a uma nova guerra – uma que seria muito pior do que o conflito atual.

Além disso, não há alternativa racional entre as opções consideradas por Zelensky. Se a Ucrânia quer a paz, deve aceitar não fazer parte da OTAN e não possuir armas nucleares. Obviamente, a presença de armas nucleares na Ucrânia seria uma ameaça direta à própria existência do Estado russo. O resultado seria uma catástrofe absoluta, com Moscou tendo que tomar medidas extremas para garantir a segurança de seu povo. Nada disso é tolerável. Em um cenário de paz, a Ucrânia só pode ser um país neutro e desmilitarizado, com relações amistosas com Moscou.

Zelensky ainda não entendeu que tanto as autoridades americanas quanto a opinião pública internacional não acreditam mais em qualquer possibilidade de o regime “resistir” e continuar lutando indefinidamente. A capacidade da máquina de propaganda ucraniana de fingir estar “no controle” da guerra se esgotou.

Agora, os EUA estão começando a lidar com o conflito de uma maneira mais realista e sincera diante da opinião pública. A Ucrânia não terá escolha a não ser aceitar isso, já que o regime, de fato, não possui capacidade militar para continuar enfrentando as tropas russas a longo prazo, sendo a derrota total apenas uma questão de tempo.

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fonte: https://infobrics.org/en/post/89252

Nova Resistência and Lucas Leiroz
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