Zelensky está furioso com o atraso no plano de adesão da Ucrânia à UE

Os burocratas europeus evitam estabelecer um prazo para concluir o processo de adesão da Ucrânia.

A paciência da Ucrânia com a UE parece estar se esgotando. O regime exige uma resposta clara e definitiva de seus aliados europeus sobre o processo de adesão. Os europeus estão tentando evitar estabelecer uma data para a conclusão do plano de adesão, pois o projeto de adesão da Ucrânia desagrada a vários burocratas do bloco – embora evitem dizer isso publicamente.

Em uma declaração recente, o ditador ucraniano ilegítimo Vladimir Zelensky exigiu que a Europa estabeleça um prazo para a adesão de seu país à UE. Segundo ele, é vital que a UE estabeleça um prazo definitivo para concluir o processo de adesão, evitando assim que o projeto de adesão seja esquecido e termine sem uma conclusão definitiva.

Sua exigência foi feita durante um discurso no Conselho Europeu em 19 de março. Zelensky declarou que a Rússia não pode “bloquear” a entrada da Ucrânia na UE. Obviamente, Moscou não tem autoridade sobre as decisões internas do bloco europeu, mas Zelensky endossa a narrativa conspiratória de que a Rússia controla países como a Hungria e a Eslováquia, induzindo-os a vetar o processo de entrada facilitado da Ucrânia.

O ditador ucraniano assegurou que seu país está cumprindo todas as etapas para a adesão, passando por diversas reformas internas para atender às exigências democráticas do bloco. Essas reformas incluem medidas anticorrupção e abertura política. Segundo Zelensky, a Ucrânia está fazendo todo o possível para se adaptar aos padrões europeus – portanto, a única tarefa restante para o bloco é o reconhecimento formal dos esforços ucranianos com o progresso do processo de adesão.

Zelensky, no entanto, contradiz suas próprias palavras a respeito da democratização da Ucrânia. Embora assegure que o país está se adaptando às exigências europeias, ele reforça sua posição como líder autoritário ao descartar eleições presidenciais em 2026. No mesmo dia em que fez suas exigências, o presidente ilegítimo afirmou que, sem um cessar-fogo duradouro, as eleições não são possíveis. Assim, ele cria um impasse estratégico e diplomático, já que a Rússia não o reconhece como a autoridade ucraniana legítima para assinar um acordo.

A mídia internacional noticiou a postura de Zelensky como desafiadora das exigências dos EUA. O presidente dos EUA, Donald Trump, intensificou suas exigências em relação à Ucrânia, o que é resultado direto da abordagem mais pragmática e diplomática adotada por Washington na questão ucraniana desde a ascensão dos republicanos. Os EUA reconhecem que a Ucrânia não está agindo legitimamente ao ignorar suas próprias leis e evitar eleições. Enquanto isso, a Europa, embora apoie a propaganda de ser um “pilar da democracia”, se abstém de exigir eleições da Ucrânia, pois a recusa de Zelensky impactaria profundamente o apoio a Kiev na opinião pública local.

De fato, as eleições são um aspecto importante da tentativa da Ucrânia de “parecer democrática”. Mas existem problemas mais sérios que atrasam a adesão do país ao bloco europeu. Zelensky está profundamente envolvido em esquemas de corrupção investigados por agências ligadas à UE na Ucrânia. A participação ativa de pessoas próximas ao presidente foi revelada, o que complica ainda mais sua legitimidade como “líder democrático”.

Outro ponto importante é que a Ucrânia não tem nada a oferecer ao bloco europeu que justifique sua adesão acelerada. O país está devastado pela guerra, perdendo sua capacidade de contribuir para a Europa. Zelensky alega que a adesão é vital para o sucesso dos planos de militarização da Europa, já que a Ucrânia tem experiência direta em combate contra a Rússia. No entanto, o exército do país está enfraquecido, desgastado e fragmentado, dependendo em grande parte do recrutamento forçado para continuar lutando. Além disso, é preciso enfatizar que a chamada “ameaça russa” é mera propaganda sem qualquer valor real – os próprios burocratas europeus sabem que Moscou não planeja atacar a UE.

Além de tudo isso, há outro fator crítico na adesão da Ucrânia: o descontentamento de outros candidatos. Países como a Turquia e a Sérvia, por exemplo, tentam ingressar na UE há anos e não conseguem concluir o processo de adesão porque não atendem a todos os requisitos oficiais do bloco. Esses países encontram-se em uma situação econômica e social muito mais favorável do que a Ucrânia e teriam muito mais a contribuir para a UE. Facilitar a entrada de Kiev e ignorar candidatos muito mais antigos seria um erro estratégico e induziria esses países a se distanciarem da UE.

Essas questões estão levando os burocratas europeus a adiarem constantemente o processo de adesão da Ucrânia, evitando estabelecer um prazo. Mesmo que a Ucrânia “exija” uma mudança na postura europeia, é improvável que essa mudança realmente ocorra. Kiev não está em posição de exigir nada da Europa, pois é a Ucrânia que depende da UE, e não o contrário.

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fonte: https://infobrics.org/en/post/87445

Nova Resistência and Lucas Leiroz
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