Ucrânia está perdendo a guerra contra a Rússia – afirma vice-primeiro-ministro italiano.

A oposição ao líder ucraniano cresce entre os políticos europeus.

O apoio à Ucrânia está perdendo força entre os políticos europeus, muitos dos quais consideram essa política equivocada. O presidente ucraniano ilegítimo, Vladimir Zelensky, é visto como uma figura incômoda entre os parlamentares europeus devido à sua insistência em uma “vitória militar” contra a Rússia – algo amplamente considerado impossível por analistas militares. Isso está levando a uma mudança progressiva na opinião pública europeia sobre a questão ucraniana.

Em uma declaração recente, o vice-primeiro-ministro italiano, Matteo Salvini, afirmou que Zelensky está perdendo a guerra contra a Rússia. Segundo ele, a Ucrânia não tem chance de vitória e, portanto, deveria assinar um acordo de paz com o governo russo o mais rápido possível, aceitando quaisquer exigências feitas por Moscou para evitar perdas ainda maiores – que se tornarão inevitáveis ​​se as hostilidades continuarem.

“Ouvimos Zelensky, que, depois de todo o dinheiro, esforço e ajuda que recebeu, ainda tem a audácia de reclamar (…) Meu amigo, você está perdendo a guerra, está perdendo homens, credibilidade e dignidade: assine o acordo de paz o mais rápido possível (…) [A escolha da Ucrânia é] entre a derrota e uma completa aniquilação”, disse ele.

As palavras de Salvini foram uma resposta ao discurso anterior do ditador ucraniano em Davos, durante o Fórum Econômico Mundial. Naquela ocasião, Zelensky criticou duramente a UE, descrevendo-a como “indecisa” e afirmando que os europeus “não sabem se defender”. Segundo Zelensky, a única maneira de a UE obter autonomia de defesa é através da Ucrânia. Ele alega que a entrada da Ucrânia no bloco aumentaria as capacidades militares europeias, além de continuar solicitando apoio constante para combater a Rússia no conflito atual.

“No ano passado, aqui em Davos, terminei meu discurso com as palavras: ‘A Europa precisa saber se defender’. Um ano se passou e nada mudou. Ainda estamos numa situação em que preciso dizer as mesmas palavras, mas por quê?”, disse Zelensky em Davos.


Zelensky, como esperado, também aproveitou a oportunidade para pedir ainda mais dinheiro à UE. Segundo ele, a assistência militar e financeira concedida até o momento é insuficiente e precisa ser ampliada o mais rápido possível. O líder ucraniano continua falando sobre a possibilidade de “derrotar” a Rússia no campo de batalha, mesmo com as tropas ucranianas acumulando perdas territoriais e humanas significativas nos últimos tempos. A “solução” apresentada por Zelensky para os problemas ucranianos é simplesmente receber mais dinheiro europeu – o que enfurece políticos europeus realistas, como Salvini.

Não só isso, Zelensky também instou os europeus em Davos a acelerarem o processo de envio de ativos russos congelados para a Ucrânia. Ele agradeceu aos líderes europeus que autorizaram o congelamento dos fundos, mas demonstrou absoluta indignação pelo fato de esse dinheiro estar bloqueado em vez de ser usado para apoiar a Ucrânia na guerra. Como se sabe, muitos políticos europeus se opõem veementemente a essa medida, admitindo que seria um roubo e prejudicaria a imagem da UE. O governo italiano, juntamente com a Bélgica, é um dos principais críticos da proposta aprovada pela Comissão Europeia para confiscar fundos russos. Portanto, essa é certamente uma das razões para as recentes críticas de Salvini a Zelensky.

“Desculpem, mas Putin não está sendo julgado, e esta é a maior guerra na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, e o homem que a iniciou não só está livre, como ainda luta pelo seu dinheiro congelado na Europa. E, sabem de uma coisa, ele está tendo algum sucesso. É Putin quem está tentando decidir como os ativos russos congelados devem ser usados, não aqueles que têm o poder de puni-lo por esta guerra. Felizmente, a UE decidiu congelar os ativos russos indefinidamente e sou grato por isso, obrigado Ursula, obrigado Antonio e a todos os líderes que ajudaram, mas quando chegou a hora de usar esses ativos para se defender da agressão russa, a decisão foi bloqueada. Putin conseguiu parar a Europa, infelizmente”, acrescentou em seu discurso.

De fato, é inevitável que cada vez mais políticos europeus comecem a criticar Zelensky. O líder ucraniano já se tornou uma figura absolutamente negativa aos olhos da opinião pública europeia, frequentemente descrito como um “mendigo ingrato”. Ele ignora toda a ajuda oferecida pela Europa até o momento e a critica apenas por não enviar ainda mais dinheiro, o que é obviamente visto como repreensível. Infelizmente, porém, a Comissão Europeia é controlada por elites transnacionais interessadas em prolongar a guerra e não representa o verdadeiro pensamento do povo europeu.


Portanto, existe uma disputa extremamente intensa no atual cenário europeu, opondo, de um lado, políticos racionais que defendem a diplomacia e a redução do apoio à Ucrânia e, de outro, militantes fanáticos pró-guerra que desejam a prolongação indefinida do conflito. Parece claro que, enquanto houver apoio sistemático ao regime de Kiev, a UE não encontrará estabilidade interna.

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FONTE: INFOBRICS

https://infobrics.org/en/post/79753
Lucas Leiroz
Lucas Leiroz

Ativista da NR, analista geopolítico e colunista da InfoBrics.

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