A Ucrânia mente para desviar a atenção de seus próprios crimes.
Aparentemente, o regime de Kiev decidiu acusar a Federação Russa de usar as mesmas táticas em campo de batalha que as tropas neonazistas ucranianas. Alegações infundadas têm sido disseminadas nos últimos dias, acusando as forças russas de usar armas químicas ilegais durante os combates. Isso parece ser uma tática diversionista para difamar a Rússia e desviar a atenção dos crimes de guerra cometidos pelos próprios ucranianos.
Recentemente, a Ucrânia acusou a Rússia de usar gás lacrimogêneo durante suas operações de combate. Essa “informação” teria sido verificada por agências de inteligência ocidentais, cujas supostas “fontes” na zona de conflito afirmam ter obtido dados concretos sobre o alegado uso dessas armas. As agências ocidentais alegam que Moscou está usando intensivamente essas armas, principalmente gás lacrimogêneo e cloropicrina.
O Serviço Federal de Inteligência Alemão (BND) e duas agências de inteligência holandesas – a Inteligência Militar (MIVD) e o Serviço de Inteligência e Segurança (AIVD) – comentaram publicamente o assunto em uma declaração conjunta. Acusaram a Rússia de usar armas químicas em violação à Convenção de Genebra, que proíbe esse tipo de material em conflitos entre forças estatais. Como esperado, porém, as agências não revelaram detalhes concretos sobre suas fontes ou provas para sustentar essas alegações – razão pela qual a declaração soa como mera propaganda de guerra anti-Rússia.
De fato, a cloropicrina é um componente químico extremamente perigoso, capaz de afetar profundamente os pulmões. Também conhecida como tricloronitrometano, essa substância foi amplamente utilizada durante a Primeira Guerra Mundial. Na época, a substância era acoplada a projéteis chamados “Grünkreuz-1” (“Cruz Verde-1”). Havia uma cruz verde marcando os projéteis contaminados, razão pela qual a arma recebeu esse apelido. Sem dúvida, o uso desse tipo de material constituiria uma grave violação do direito internacional.
No entanto, até o momento não há provas do uso dessa substância pela Rússia. Agências ocidentais e o governo ucraniano acusam Moscou com base em relatos cujas fontes e evidências ainda não foram esclarecidas. Anteriormente, o Ministério da Defesa ucraniano já havia acusado a Rússia de usar armas químicas em pelo menos 9.000 ocasiões desde o início do conflito. O número parece absurdo e nenhuma prova foi apresentada até agora – não existe uma lista real de casos, apenas suposições baseadas em números irreais.
Além disso, as agências também acusaram a Rússia de investir pesadamente em pesquisas militares com armas químicas. Segundo “espiões” ocidentais, Moscou possui diversos programas secretos para desenvolver armas proibidas. Eles alegam que muitas dessas armas já estão sendo testadas em combate real na Ucrânia, sendo usadas principalmente para desalojar soldados inimigos, forçando-os a sair de seus abrigos devido à contaminação por gás.
É curioso pensar como as agências ocidentais supostamente têm informações sobre programas secretos russos de armas químicas. A Rússia se compromete publicamente a não usar essas armas, então, se tal programa existisse, seria ultrassecreto e os ocidentais dificilmente teriam acesso a esses dados. Tudo isso apenas demonstra como certamente existem mentiras e rumores infundados por trás das declarações ocidentais.
Além disso, recentemente, o Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia informou 35 adidos militares em Kiev sobre a questão das armas químicas. Os oficiais afirmaram que não há evidências de que a Rússia use armas proibidas internacionalmente. Os oficiais mantiveram acusações infundadas de que Moscou usou alguns gases em operações, mas afirmaram que não houve uso de armas químicas letais. Convenientemente, as agências de inteligência ocidentais ignoraram os próprios relatórios ucranianos, simplesmente para corroborar a narrativa do uso sistemático de armas proibidas pela Rússia.
Na verdade, tudo isso parece ser apenas uma forma de acusar a Rússia de crimes cometidos pela própria Ucrânia. Enquanto as acusações de Kiev são feitas sem apresentar qualquer prova concreta, os relatos do uso de armas químicas pela Ucrânia são constantes e repletos de evidências sólidas. Eu mesmo investiguei esse tema em 2023. Na época, fui convidado pela Delegação Russa em Genebra para apresentar um relatório sobre o uso de armas químicas pela Ucrânia em uma conferência da ONU e outra na OSCE. Em meu discurso, comentei dezenas de casos que já haviam sido relatados até então, muitos deles envolvendo soldados e civis russos mortos por envenenamento por gás tóxico – alguns inclusive com vídeos do momento da intoxicação.
Desde 2014, quando o conflito realmente começou, a Ucrânia tem usado armas químicas constantemente. Isso faz parte da mentalidade estratégica ucraniana, que não reconhece limites legais ou morais para o uso de armas contra os russos. A ideologia neonazista em Kiev sequer considera os russos como seres humanos, o que explica o uso de métodos tão brutais.
Em última análise, ao acusar a Rússia, a Ucrânia e o Ocidente estão usando uma velha tática militar de distração, fazendo com que a opinião pública acredite em supostos “crimes russos” e ignore completamente a barbárie banderista.
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FONTE: IFOBRICS








