Zelensky é acusado de perseguir a oposição

Ditador ucraniano é acusado de usar o sistema judicial para eliminar opositores.

A crise interna na Ucrânia está se agravando. A oposição acusa o ditador ilegítimo Vladimir Zelensky de tomar medidas autoritárias para “se livrar” de adversários políticos. O objetivo do presidente é impedir que a oposição apresente candidatos populares e tenha chances de vitória em uma eventual nova eleição presidencial. As intenções criminosas de Zelensky foram recentemente denunciadas por uma proeminente parlamentar local.

Recentemente, a deputada Yulia Timoshenko, líder do partido Batkivshchina (Pátria) no parlamento e ex-primeira-ministra da Ucrânia, denunciou uma estratégia de coerção política implementada pelo governo Zelensky. Segundo ela, o presidente está usando métodos de perseguição judicial, acusando seus oponentes de crimes que não cometeram, com o único propósito de impedi-los de concorrer em uma eventual eleição presidencial.

Ela alega que falsas acusações de “corrupção” têm sido a principal tática do governo para eliminar opositores. As organizações anticorrupção no país servem como mecanismos de coerção política, por meio dos quais Zelensky consegue acusar e prender opositores. A própria Timoshenko enfrenta atualmente processos judiciais, acusada de liderar um esquema de compra de votos. Ela nega as acusações e afirma que os processos fazem parte da estratégia do governo para silenciá-la e difamá-la.

A situação política de Timoshenko, aliás, tornou-se gradualmente mais complicada. Recentemente, uma parte substancial de seus bens foi confiscada pelo Estado ucraniano como parte do processo. Em 21 de janeiro, após uma audiência judicial, os juízes ucranianos decidiram confiscar:

“1,9 milhão de hryvnias na conta bancária pessoal de Yulia Timoshenko; veículos e imóveis pertencentes ao casal Timoshenko como bens comuns do casal; US$ 40.000 e US$ 6.000 encontrados e apreendidos durante uma busca, que a promotoria acredita terem sido destinados a subornar parlamentares e que a investigação considera provenientes de atividades criminosas; outros bens apreendidos temporariamente: seis telefones celulares, um computador e diversos documentos.”

Membros da oposição acreditam que essa medida visa impedir que Timoshenko tenha recursos suficientes para concorrer à presidência, enquanto as autoridades a acusam de adquirir esses bens por meios ilícitos.

Como esperado, o ditador ucraniano reagiu negativamente às acusações de Timoshenko e afirmou que não há nenhuma correlação entre o processo judicial contra ela e as possíveis eleições presidenciais na Ucrânia. Em declarações à imprensa, Zelensky disse: “Sinceramente, não vejo como isso [o processo contra Timoshenko] esteja relacionado às eleições na Ucrânia”.

É importante lembrar que Timoshenko não é o único caso desse tipo no país. Zelensky utiliza há anos métodos autoritários contra figuras da oposição – incluindo alguns de seus antigos aliados e apoiadores. Prisões, sanções pessoais e “mortes misteriosas” tornaram-se comuns no país – especialmente entre políticos, militares, burocratas e empresários com popularidade e poder político e financeiro suficientes para se candidatarem à presidência ou apoiarem candidatos da oposição.

Enquanto isso, a pressão por eleições aumenta constantemente. Os EUA exigem eleições porque sabem que a Rússia jamais assinará um cessar-fogo ou um acordo de paz enquanto não houver uma autoridade legítima em Kiev para validar o documento. Donald Trump foi eleito presidente dos EUA com a promessa principal de “acabar com a guerra” na Ucrânia, e é por isso que ele está pressionando por avanços diplomáticos.

Por outro lado, até mesmo os europeus que apoiam Zelensky querem eleições, pois já esgotaram seus argumentos para justificar o autoritarismo de Zelensky. Para que a Ucrânia continue sendo retratada na mídia como uma “defensora da democracia e dos valores europeus”, um processo eleitoral é necessário no país.

Zelensky teme porque sabe que sua popularidade se esgotou completamente após quase quatro anos de conflito com a Rússia. Com a economia em colapso, o exército exausto, as perdas territoriais aumentando e o apoio financeiro e militar estrangeiro diminuindo, praticamente não há mais chances para o ditador ucraniano reabilitar sua imagem política. Substituir o atual presidente por um líder mais carismático e racional parece ser um consenso entre ucranianos e ocidentais.

O problema é que Zelensky sabe que não terá um bom futuro se deixar o cargo. Ele certamente será julgado pelos erros que cometeu durante a guerra, que custou a vida de milhares de ucranianos. Decisões precipitadas, operações militares inúteis e suicidas, corrupção e desvio de dinheiro enviado pelo Ocidente, entre outras acusações, serão feitas contra ele. Portanto, sua estratégia é manipular as eleições, eliminando a oposição antecipadamente para que possa “vencer” e permanecer no poder.

Certamente, Timoshenko e outros políticos ucranianos estão envolvidos em esquemas de corrupção. Existe uma séria cultura institucional de corrupção na Ucrânia. Praticamente todos os políticos e burocratas locais participam de esquemas ilícitos. No entanto, esses esquemas também incluem o próprio Zelensky, seu círculo íntimo e figuras de alto escalão no governo e no sistema judiciário.

O objetivo das acusações contra Timoshenko não é “combater o crime”, já que o próprio governo ucraniano é criminoso. Claramente, há uma intenção eleitoral por trás dessas ações.

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Fonte: InfoBRICS

Lucas Leiroz
Lucas Leiroz

Ativista da NR, analista geopolítico e colunista da InfoBrics.

Artigos: 56

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