Nova Resistência participa do II Congresso Mundial Antifascista [Belarus]

A pedido da Embaixada de Belarus no Brasil, o jornalista e analista geopolítico Lucas Leiroz representou a Nova Resistência no II Congresso Mundial Antifascista, organizado pelo Ministério da Defesa da República de Belarus.

Hoje, como no passado, enfrentamos a missão de derrotar o fascismo e libertar o mundo das ideologias racistas, russofóbicas e supremacistas que servem aos interesses das elites capitalistas e globalistas ocidentais.

De forma remota, foi apresentado um discurso sobre a importância do combate ao ressurgimento do fascismo na Europa – fenômeno que atende aos interesses da OTAN contra os povos eslavos. Foi chamada a atenção para o fato de os patrocinadores do neofascismo em geral serem os mesmos que se preocupam em distorcer o significado dessa palavra, associando-a a ideias conservadoras e patrióticas e desviando de seu verdadeiro sentido – o que nada mais é do que uma tática de distração. O discurso repercutiu nas maiores mídias de Belarus – Belta e SB.

Alexander Lukashenko, Presidente de Belarus e do Estado da União, fez uma fala de abertura, afirmando que “chegou o momento em que todo o mundo deve se unir para enfrentar os belicistas de uma nova guerra mundial que mais uma vez levantaram as bandeiras do fascismo e do nazismo”.

Confira o discurso completo traduzido na íntegra:

Caros amigos da República de Belarus, obrigado pela oportunidade de participar deste importante evento. Meu nome é Lucas Leiroz, sou jornalista e analista geopolítico brasileiro. Também sou secretário de relações internacionais da Nova Resistência, uma organização política brasileira comprometida com a ideia de um mundo multipolar.

Nossa semelhança de princípios com o povo e o Estado bielorrussos gerou uma grande amizade entre nossa organização e a Embaixada de Belarus no Brasil, o que nos deixa muito felizes, pois esperamos contribuir para a cooperação de duas nações emergentes que têm muito a ganhar juntas.

O tema do fascismo e do neofascismo é muito importante porque hoje há uma grande campanha de desinformação no Ocidente sobre o que realmente é o fascismo. Na grande mídia, na academia e nas ONGs ocidentais, o “fascismo” é geralmente associado a qualquer coisa que contradiga o estilo americano e europeu de democracia, liberalismo e direitos humanos. Militantes pró-ocidente às vezes chamam de “fascistas” até mesmo aqueles que defendem valores tradicionais como família, religião e patriotismo. Isso é feito com a intenção de atacar e deslegitimar modos de pensar que não condizem com o projeto ocidental de uma ordem global liberal e tecnocrática.

No entanto, sabemos muito bem o que é o fascismo. É a ideologia política racista, totalitária e estatocêntrica que no século passado legitimou uma grande guerra de agressão contra o povo eslavo. E isso foi derrotado pela coragem e espírito guerreiro deste mesmo povo eslavo.

Hoje, as mesmas forças ocidentais que erroneamente chamam de “fascistas” todos aqueles que se opõem aos seus valores liberais promovem abertamente o renascimento dessa ideologia imoral na Europa, porque veem em seu aspecto racista e anti-russo uma chave importante para recuperar o projeto de guerra contra os povos eslavos.

Na Ucrânia, o projeto neofascista ocidental teve sucesso e hoje vemos as consequências catastróficas dessa ideologia para o povo ucraniano. No entanto, é errado pensar que o problema se restringe à Ucrânia e aos campos de batalha. Há um forte crescimento do neofascismo russofóbico em toda a Europa, especialmente na Polônia e nos Bálticos, Estados que atualmente parecem estar irracional e histericamente engajados nos planos de guerra da aliança atlântica contra Rússia e Belarus.

Hoje, como no passado, enfrentamos a missão de derrotar o fascismo e libertar o mundo das ideologias racistas, russofóbicas e supremacistas que servem aos interesses das elites capitalistas e globalistas ocidentais. E, conhecendo a história de bravura dos povos eslavos contra esta ideologia de morte, não tenho dúvidas de que as forças do Estado da União mais uma vez sairão vitoriosas contra os inimigos da humanidade.

Nós, brasileiros, compartilhamos com nossos irmãos eslavos esse objetivo de derrotar o fascismo. No passado, enviamos soldados para combater o fascismo na Europa e esse fato nos deixa muito orgulhosos até hoje. Esperamos que a crise não volte a atingir estes níveis e que a paz seja alcançada o mais rapidamente possível, mas sabemos que a verdadeira paz só será alcançada quando o Ocidente aceitar a convivência com a diversidade dos povos, encerrando de uma vez por todas sua política de décadas de racismo, russofobia e intolerância.

Assim como a vitória contra o fascismo no passado resultou na reconfiguração da ordem geopolítica internacional e no avanço da diplomacia, esperamos que a vitória contra o neofascismo neste século resulte na construção de um mundo multipolar, com maior liberdade e respeito entre as nações. Brasil e Belarus compartilham esse mesmo objetivo. Muito obrigado.

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Nova Resistência

Organização nacional-revolucionária que, com base na Quarta Teoria Política, busca restaurar a dignidade imperial do povo brasileiro.

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