Vivendo na Kali Yuga

Ideologias vazias, perda da identidade, negação da essência e profanação da vida. No momento em que tudo é simulacro e nada resta além do próprio absurdo existencialista, só nos resta surfar.

Alguns fenômenos na Kali Yuga parecem ter saído de episódios de South Park.

Só no dia de ontem, saíram notícias de que o Papa Francisco estaria consolando esposas de soldados que lutaram pelo batalhão Azov, que é um batalhão de paramilitares ucranianos, sendo a Ucrânia um país governado por um judeu, e sendo tal batalhão formado por neonazistas que se declaram como pagãos. Mais tarde recebi um vídeo, pelo WhatsApp, de uma propaganda da Shell, empresa petrolífera e de postos de gasolina, mostrando um caminhoneiro chamado “Heraldo”, mas que se descobriu como “Afrodite”, e que passou a querer ser chamado assim e viver como uma moça. Vi também uma notícia de um ex cantor famoso sendo entrevistado, falando de seu filho trans de oito anos de idade, que se autodenomina como ‘Manu’.

Alguns dias atrás, vi um trailer de uma série chamada “Heartstopper”, no qual dois meninos se apaixonam um pelo outro na escola. A série pertence à Netflix, que inclusive incentiva o conteúdo LGBT para crianças.

A questão abortista que vem sendo discutida nos EUA está causando uma absurda histeria entre os pós-humanos ao redor do planeta. A Amazon inclusive faz questão de financiar o aborto para suas funcionárias.

Os principais candidatos à presidência do Brasil são um retardado liberal, um bicheiro alcoólatra e um sociopata traidor.

As Tradições de nossos ancestrais se tornaram temáticas de carnaval, de filmes, fantasias de festas e motivos de piadas em programas de TV e internet.

O conceito primordial de beleza tornou-se vão, não havendo mais exatidão entre belo e feio, bom e mau, ou mesmo certo e errado, mas ao menos ainda há o que é engraçado, diante de tantos absurdos do cotidiano.

A vida tornou-se rápida, voraz, sem motivos ou propósitos, sem antes ou depois. Tornou-se apenas o caminho para a obtenção de desejos e prazeres da matéria.

Não se trata mais de ser, mas ter. A Vontade de Poder se foi e chegamos à era do ‘desejo de saciar’.

Pornografia virou algo corriqueiro. A relação entre o homem e a mulher foi banalizada de maneira monstruosa.

Trabalhar, hoje, é apenas para poder sobreviver às tormentas economicistas de caprichos dos multibilionários.

Celulares, carros e tantos outros aparelhos eletrônicos tornaram-se uma febre, mesmo que tais bens sejam produzidos por mão de obra escrava. E tudo por estes dias se tornou mercadoria, não só bens materiais.

A comida é veneno. Carnes, grãos, vegetais, legumes e até mesmo a água… tudo está infestado por hormônios, drogas, químicos que afetam diretamente os organismos humanos.

Honra agora se discute covardemente por meios jurídicos, e os meios jurídicos se movem como obesos eunucos numa corrida de 100m rasos.

Arte se tornou qualquer objeto pintado por algum pós-humano, seja um vaso sanitário de cores pouco comuns, ou um quadro com um desenho feito por uma criança.

‘Autoconhecimento’ tornou-se desculpa para masturbação, suruba e uso de drogas, mas ao menos os vídeos de indivíduos dançando como minhocas nas raves são engraçados.

Bem-vindos ao século XXI e ao ano 2022, historiadores do Fim da História.

Nesses tempos tão… absurdos e hilários, mas também escuros e lamacentos, nós nascemos para lutar contra a corrente. Nós nascemos para surfar a tsunami atômica da Kali Yuga: os Filhos do Sol.

Deus, ou Deuses, dependendo de sua fé, qualquer que seja, nos enviou aqui pois este é o nosso tempo, devemos estar aqui; então pegue sua prancha e comece a surfar, pois a tempestade já chegou.

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Elizeu Gasparini

Membro capixaba da NR, advogado, bicampeão estadual de Levantamento Olímpico, praticante de Jiu Jitsu Brasileiro, entusiasta da violência e de boas leituras.

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