Quanto tempo até a onda “woke” se tornar a maioria?

A onda “woke”, responsável por fenômenos como o BLM e todo o tipo de progressismo descerebrado, é prioritariamente vinculada às gerações de millenials e a nefasta geração “Z”, cujas faixas etárias atuais se tornam mais e mais responsáveis por setores profissionais como a educação das próximas gerações. Quanto tempo até que sua mentalidade – ou falta dela – tomem conta de tudo?

O mapa é de Ryan Burge. É um sumário sucinto, embora simples, da similaridade das crenças metafísicas tidas por diferentes coortes dos Estados Unidos.

As bordas desses coortes são difusas. Prefiro as definições de Howe e Strauss no seu The Fourth Turning. A sua Geração X, por exemplo, começa em 1961. Seus cortes são feitos com base em semelhanças de pensamentos-chave de cada geração e não em mera demografia. Isso é necessário, creio eu, porque os pensamentos-chave, as ideias às quais a maioria de um corte adere, é a causa da necessidade das divisões para começo de conversa.

Se Howe e Strauss estão certos quanto às datas, isso significa que os limites empregados por Burge são bastante imprecisos, mas não o bastante para que haja muita diferença no nosso propósito; adivinhar quando os woke vão dominar tudo. Podemos concordar que é questão de alguns anos.

Cerca de 70% da Geração Silenciosa sabe que Deus existe e não tem dúvidas quanto a isso. Isso muda com o passar do tempo. A linha entra em queda, podendo ser um exagero, dado que não leva-se em conta a margem de erro (não foram feitas perguntas à população inteira). Mas é bom o bastante.

Mesmo que apenas 70% dos silenciosos tivessem como verdade algo que se aproxima da velha cristandade ortodoxa e coisas a ela associadas, não pode-se afirmar que os 30% restantes não compartilhassem das mesmas noções metafísicas e ideias de realidade e moralidade. Eles o faziam. Sempre há uma distribuição de crenças, claro, e nunca uma unanimidade, mas o pensamento de massas no que diz respeito a questões fundamentais possui um locus geracional forte.

Tais crenças são formadas e aglutinadas necessariamente através de experiências em comum, que naturalmente agremiam um grupo de pessoas.

Junte isso tudo e temos uma ‘geração.’ Repito que é um erro afirmar que todos os membros duma geração pensam da mesma forma e que nada variaria, mas que também não é uma má aproximação para determinadas aplicações. Tal qual, como foi supracitado, prever quando os woke serão maioria.

Se o gráfico pode ser visto como um guia e se a crença, por mais frouxa, nos princípios do (velho) cristianismo e na ideia de realidade não-subjetiva é um sumário confiável de noções em comum, isso significa que os boomers e os X’s stão próximos dos silenciosos, apesar de claras variações nas bordas. Isso está de acordo com a experiência em comum.

Obviamente, à medida que as fronteiras foram escancaradas e a diversidade tornou-se a “nossa” força, e que sentimentos de que “perversão é algo bom” explodiram nos anos 60, as coisas mudaram. A longa marcha pelas instituições começou tímida até tornar-se enfim um caminho livre, a cristandade e suas conexões desbotaram-se com o influxo, a cultura mudou de lado. Vale lembrar que muito foi feito em nome das velhas ideias.

Observamos no gráfico o exato começo da mudança. Millennials foram pessimamente instruídos à luz das velhas ideias por seus pais, principalmente X’s e alguns boomers. Essas tendências aceleraram para os Z’s. Eles são woke. millennials são semi-woke, semi-realistas. Os Z’s foram paridos não só pelos últimos X’s, mas também por muitos desses millennials semi-woke. A estranhamente batizada Geração Alfa—que Howe e Strauss chamam de Homeland como se fosse a nova geração—que nasceu entre 2005 e 2010 está atualmente sendo instruída em escolas cujos docentes são quase inteiramente woke ou coniventes com os woke.

Quem tem o poder agora? Um punhado de silenciosos, mas principalmente boomer e X’s. Muitas reclamações sobre os boomers são ouvidas por aí, mas seu controle cada vez mais senil do poder é o que está adiando o espiral em direção ao inferno da pura wokeness.

A Geração X mantém muitas das ideias dos boomers, em especial suas crenças metafísicas sobre a realidade. A faixa etária desse coorte vai do princípio dos quarenta anos até cerca de 60. Eles também controlam boa parte do poder, e só controlarão mais à medida que o tempo dos boomers for acabando.

Os millennials mais velhos estão chegando perto dos 40 e, por consequência, controlam pouco poder real por ora.

Os Z’s mais velhos começarão a completar 40 em meados de 2030. Até mesmo os mais novos dos boomers terá chegado 70 anos no ano de 2030, o que não é uma posição favorável ao poder. De qualquer forma, a maioria dos boomers já terá seus 80 anos completos ou será falecida.

Estará nas mãos do coorte dos X’s a responsabilidade de resistir contra os avanços da horda woke de zumbis, tal qual os coitados que ficaram presos na casa da fazenda em Night of the Living Dead. Alerta de spoiler: eles não tiveram sucesso.

Tudo isso em conjunto indica que, se nada de significativo a mais acontecer—uma grande e monstruosa presunção—, os woke conseguirão o prêmio em meados de 2040, logo após o grosso da Geração Alfa tornar-se maioria.

Uma infinidade de coisas pode acelerar ou adiar isso. As atitudes daquele que detém atualmente o poder aceleram. Muitos dos boomers no poder, mais gananciosos e ansiosos do que nunca por virtude de seus cada vez mais iminentes destinos, tornaram-se mentirosos compulsivos. Tome o “doutor” Tom Frieden, nascido em meados de 1961, como exemplo. Ele é ex-chefe da CDC. Ele anda dizendo “pessoas grávidas” mesmo sendo um X. O ano de 1961 está à beira da conta de Howe e Strauss.

Enfim, vêm à mente vários silenciosos e boomers no poder que papagaiam dogma woke. Sabemos que não é sincero, mas eles o fazem, encorajando os cortes mais novos. Os X o fazem mais do que os boomers e os millennials ainda mais.

Isso torna 2040 uma previsão conservadora. Quando então? 2030.

Existem variações de acordo com o país, é claro. No Canadá será mais cedo. A Finlândia já está quase lá et cetera.

Mas para os bons e velhos EUA, minha aposta é de que em 2040, mais ou menos, a horda woke de zumbis estará na espreita por um sinal, um momento de importância que poderá alavancar a sua ascensão formal. Quando eu era jovem, os mais velhos sempre perguntavam-me onde eu estava quando Kennedy foi assassinado, e eu respondia que, com certeza, não estava nos planos do meu pai. Isso sempre deixou eles murchos. Como eu disse: experiências em comum.

Talvez esse momento de importância venha a ser a morte de um político idoso como Hillary ou até mesmo Biden. Talvez seja a morte violenta de um indivíduo que os woke consideram um grande inimigo. Talvez tenham o seu próprio 6 de janeiro, desta vez mais sério. Pode ser um momento conjurado por nada além de puro hype momentâneo. Não sei. Estou só cuspindo cenários.

Seja o que for, seria visto como a “hora H” por ambos os lados da divisa. Os poucos que ainda se mantiverem firmes nas suas crenças com base em realidade não só se tornariam renegados, mas finalmente admitiriam que deveriam forjar a sua própria longa marcha (coisa na qual já deveriam estar empenhados agora).

Os wokes ainda não têm um dogma inteiramente fixo. Eles têm muitas autocontradições e richas internas. Não existe ainda clara indicação de quantos aspectos das velhas crenças baseadas em realidade serão permitidas. Ciência? Improvável quando vemos afirmações como “a matemática é racista!”

É difícil adivinhar a forma final dos woke. Apesar disso, eu não sei de ninguém que adere ao campo da realidade que tenha qualquer coisa otimista a dizer sobre. Só o tempo dirá.

Um alerta: nunca descarte a possibilidade de “eventos” que forçarão o curso de tais mudanças.

Fonte: William M. Briggs

William M. Briggs

Escritor, estatístico e consultor, autor do livro "Uncertainty: The Soul of Modeling, Probability & Statistics".

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *