O mundo inteiro deveria estar rindo dos EUA por fingir se importar com os muçulmanos na China

Por Caitlin Johnstone

A hipocrisia do imperialismo estadunidense no que diz respeito à situação dos muçulmanos uigures na China.

O atual representante do império dos EUA finalmente deu sua primeira coletiva de imprensa completa ontem, um caso embaraçoso e indigno que viu um bando de obsequiosos estenógrafos imperiais se reunir para fazer crer que importantes decisões políticas sobre a operação do governo mais poderoso do mundo estão na verdade sendo feitas por esta casca vazia e seca de um homem que mal consegue pensar ou falar.

Mais uma vez, ouvimos o império dos Estados Unidos balbuciando sobre a situação dos muçulmanos na China, com as palavras saindo do cérebro confuso de demência de Biden que ele “deixou claro que nenhum presidente americano, exceto ao menos um, mas nenhum presidente americano jamais deixou de expor o que está acontecendo com os uigures.”

Com “o que está acontecendo com os uigures”, Biden estava tentando articular uma preocupação com os direitos humanos dos muçulmanos uigures na província de Xinjiang, um assunto sobre o qual o império dos EUA vêm falaciosa (https://www.youtube.com/watch?v= 8yURIS7S9zg) e desonestamente (https://thegrayzone.com/2021/03/17/report-uyghur-genocide-sham-university-neocon-punish-china/) empurrando com mais e mais agressividade como tentativas de deter a ascensão da China com urgência (https://caityjohnstone.medium.com/how-to-understand-all-this-china-stuff-c31a85bf99d0). E, literalmente, segundos depois, Biden deixou claro que é exatamente disso que se tratava essa preocupação dissimulada pela vida dos muçulmanos.

“Portanto, vejo uma forte concorrência com a China”, disse Biden. “A China tem um objetivo geral e não os critico por isso, mas eles têm o objetivo geral de se tornar o país que lidera o mundo, o país mais rico do mundo e o país mais poderoso do mundo. Isso vai acontecer debaixo de meus olhos porque os Estados Unidos vão continuar a crescer e se expandir. ”

https://twitter.com/usatodayDC/status/1375151165915209732?s=20

Como discutimos recentemente (https://caitlinjohnstone.com/2021/03/23/that-time-a-leaked-memo-proved-the-us-weaponizes-human-rights-against-nations-like-china/), é um fato conhecido que o governo dos EUA tem uma política permanente (https://www.politico.com/story/2017/12/19/tillerson-state-human-rights-304118) de desonestamente usar os “direitos humanos” como arma contra nações como a China, a fim de miná-los estrategicamente, ao mesmo tempo em que ignora conscientemente as descaradas violações dos direitos humanos que são perpetradas por seus aliados regularmente. O governo dos EUA não se preocupa com a situação dos uigures na China. Não se importa que as alegações sobre o abuso de seus direitos estejam crivadas de gritantes buracos na trama. Tudo o que importa é minar seu principal rival geoestratégico no cenário mundial, que se dane a verdade.

E eu simplesmente não consigo superar o fato de que o caminho que o império dos EUA tomou para atacar esse principal rival geoestratégico é fingir se importar com os direitos humanos dos muçulmanos. Nós realmente não rimos desses palhaços com força suficiente para isso.

Quer dizer, pense nisso por um segundo. O governo dos Estados Unidos, o governo dos Estados Unidos da América, tem rasgado melodramaticamente suas vestes para o bem-estar dos muçulmanos. Muçulmanos! De todas as populações que eles poderiam ter escolhido para encabeçar cinicamente sua campanha contra a China, eles escolheram aquela em que têm o menor número possível de pernas para se apoiar.

Afinal, esta seria a mesma população religiosa que os EUA têm massacrado alegremente aos milhões (https://archive.is/qewrW#selection-1419.0-1419.249) em suas campanhas de assassinato militar em massa, somente desde a virada deste século. A mesma população religiosa que os EUA deslocaram às dezenas de milhões (https://archive.is/R3aPp) em sua campanha de terrorismo chamada de “guerra ao terror”, também somente desde a virada deste século. A mesma população religiosa que os Estados Unidos torturaram sadicamente (https://www.counterpunch.org/2018/05/08/a-brief-history-of-american-torture/) em instalações como a Baía de Guantánamo e Abu Ghraib. A mesma população religiosa que foi aterrorizada por uma escalada de crimes de ódio (https://www.pri.org/stories/2016-09-12/data-hate-crimes-against-muslims-increased-after-911) nos próprios Estados Unidos devido às campanhas de propaganda das guerras de George W Bush, guerras que foram entusiasticamente apoiadas e facilitadas (https://www.currentaffairs.org/2020/03/democrats-you-really-do-not-want-to-nominate -joe-biden) pelo atual inválido-em-chefe.

https://twitter.com/MaxBlumenthal/status/1375151834734661633?s=20

A única resposta sensata ao império dos EUA fingindo preocupação com o bem-estar de uma população muçulmana estrangeira é o riso, o escárnio e o ridículo. O mundo inteiro deveria estar rolando no chão de tanto rir dessas pessoas. O fato de que esses açougueiros estão dizendo “Oh, ninguém vai pensar nos muçulmanos?!” depois de travar uma campanha psicopática de assassinato e roubo contra uma faixa inteira de países de maioria muçulmana significa que todos deveríamos estar zombando deles, apontando para eles e expulsando-os da sala com risadas.

Você pode honestamente pensar em algo mais ridículo? De cabeça, eu não consigo.

O fato de um vasto império global ter apostado tanto em sua capacidade de deter a ascensão da China, alegando se preocupar com os direitos e o bem-estar dos muçulmanos, é uma das coisas mais absurdamente caricaturadas que já aconteceram na história de civilização. Devemos reagir a isso adequadamente.

É ridículo como muitos de nós ainda estão sentados, levando esse show de palhaços a sério. Vamos começar a tirar sarro dessas aberrações. Todo o império dos EUA merece ser ridicularizado, desacreditado e rejeitado para sempre.

Fonte: Caitlin’s Newsletter

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