Vacinação – A irresponsabilidade da grande mídia

O Prof. André Luiz denuncia a irresponsabilidade da mídia no que concerne à campanha de vacinação.

A grande mídia e a oposição estão tão sedentas por esmagar Bozó e realizar dancinhas da vitória que acabam se tornando espelho do próprio mentecapto. Há de se ter responsabilidade na propaganda da vacinação, sob pena de vender uma cloroquina pra população, com resultados sociais e políticos nefastos mais pra frente.

Não existe nenhum impedimento, em princípio, para que a vacinação fosse obrigatória. O bem comum e as razões de Estado estão acima das veleidades individuais. Mas esse princípio não se aplica ao caso atual.

Se pressupormos que as vacinas são eficientes — algo que a Anvisa não garantiu completamente –, então quem não se vacinar não oferece perigo nenhum para quem se vacinar. Quem se vacinou estaria, em tese, imune do desenvolvimento da doença, e isso independe se o vizinho do lado vai pegar covid ou não.

Além disso, essas vacinas não detêm a transmissão do vírus e sim os sintomas da covid. Quer dizer, as medidas de isolamento social vão continuar até que se inventem tratamentos ou substâncias que efetivamente previnam a contaminação pelo coronavírus ou que o vírus se torne naturalmente menos perigoso.

Fora isso, se a Anvisa não garantiu plenamente nem a eficácia nem a segurança da vacina, se torna ainda mais imoral propor obrigatoriedade. Não estamos diante de nenhuma panaceia.

Mas a gente abre os principais sites e jornais e parece que o suprassumo da quintessência está à nossa disposição. Que a pandemia vai acabar nas próximas semanas por causa de uma vitória da ciência contra o obscurantismo.

Isso não seria verdade nem se tivéssemos doses disponíveis para a vacinação em massa, algo que não estará ao nosso alcance nas próximas semanas. Pior ainda é propagandear histericamente substâncias cuja eficiência não está de todo demonstrada.

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