Eleições Americanas: Pragmatismo versus Globalismo

O que está em jogo nessas eleições americanas? O que efetivamente opõe Trump e Biden? E o que acontecerá nas relações internacionais com a vitória de cada um deles? Essas são questões extremamente importantes que não são abordadas pela mídia brasileira, preocupada com simplesmente demonizar Trump e exaltar Biden. Mas a análise dessas questões é fundamental para que possamos apontar qual resultado interessa mais para o Brasil.

O Realismo de Trump vs o Globalismo de Biden

Vamos considerar como as eleições americanas e seu resultado afetarão o campo da política internacional?

Antes de mais nada, examinemos os principais enquadramentos da visão política internacional de Trump e Biden.

Trump é contra a globalização e a favor do retorno à política do nacionalismo americano. Isso significa que ele vai enfraquecer as estruturas internacionais e reforçar a defesa nacional. Como resultado, ele pode levar ao estabelecimento da multipolaridade factual com a liderança garantida (como o próprio Trump presume) americana. Em seu primeiro mandato, Trump hesitou entre este novo (na realidade muito antigo) nacionalismo americano e certo isolacionismo e o imperialismo neoconservador ilustrado pela nomeação e comportamento de John Bolton. Quando Bolton foi demitido, ele traiu Trump. Assim, a interação com os neoconservadores terminou em desapontamento mútuo. O líder dos neoconservadores Bill Kristol tomou uma posição claramente antitrumpista de modo que poderíamos presumir que durante o segundo mandato Trump será menos afetado pelo imperialismo neoconservador e terá um governo mais nacionalista e antiglobalista do que durante o primeiro mandato.

Isso levaria ao endurecimento da estrutura mundial multipolar, tornando-a cada vez mais poderosa, apesar das possíveis intervenções dos EUA em conflitos regionais. De modo geral, se Trump nega a missão “liberal-democrática” universalista dos EUA, se afastando da política mundial wilsoniana que durou quase 100 anos e foi claramente predominante acima de tudo durante os últimos 300 anos, sua política internacional ajudará outros pólos a se moldarem de forma mais clara e definitiva. Não temos razões para ter certeza de que isso acontecerá de forma pacífica e suave, mas podemos presumir que os possíveis conflitos ainda serão limitados. Esta é a conclusão lógica do abandono do liberalismo universalista messiânico em escala planetária, que é o quadro ideológico dos globalistas.

Portanto, se Trump vencer, o realismo nas relações internacionais certamente triunfará (pelo menos por um momento) sobre o liberalismo nas relações internacionais. Isso significa que vamos entrar na era do renascimento das soberanias e do retorno das nações. Com o acompanhamento do fenômeno do caos internacional e o enfraquecimento das estruturas e instituições supranacionais.

Joe Biden é bastante oposto a Trump nesta linha principal da política internacional. Ele é liberal clássico nas relações internacionais, liberal convicto e globalista. Portanto, se eleito presidente dos EUA, ele tentará desmantelar totalmente a política de Trump e voltar à estratégia Clinton-Bush-Obama, ou seja, promover a agenda universalista – impondo direitos humanos, liberalismo, LGBT+ e assim por diante. Biden fará esforços para restabelecer o quadro globalista – reforçando a OTAN e a parceria EUA-Europa, recorrendo a “intervenções humanitárias” e assim por diante. Podemos facilmente imaginar a política externa de Biden se colocarmos entre parênteses 4 anos de nacionalismo de Trump e retomarmos o rumo de Obama.

Com certeza Biden irá destruir todos os sinais e símbolos da época de Trump. O Muro com o México será destruído e todos os indicados de Trump serão demitidos e poderão ser processados. Aos olhos dos democratas e globalistas, Trump é uma espécie de criminoso ideológico, “fascista” e seu nacionalismo é totalmente inaceitável.

Trump=Multipolaridade, Biden=Unipolaridade

A ideologia liberal está se tornando hoje cada vez mais exclusiva e totalitária, portanto, desta vez não há um mínimo vestígio do consenso entre republicanos e democratas nos EUA. Em vez disso, vemos dois campos ideológicos com compreensão divergente na maioria dos valores e objetivos essenciais. A era de Trump restaurou no Partido Republicano o núcleo “isolacionista” paleoconservador, antes marginalizado pelos liberais globalistas do campo neocon. Portanto, desta vez testemunhamos a verdadeira divisão dentro das elites políticas americanas: Trump encarna o nacionalismo, o realismo e consequentemente a multipolaridade, Biden – internacionalismo, liberalismo, globalismo e unipolaridade centrada no Ocidente disfarçada de “preocupação com o bem, com a democracia, com o progresso e com a paz para toda a humanidade”, mas de fato defendendo a continuação da hegemonia capitalista ocidental.

Se Trump pode presumivelmente iniciar uma guerra local apesar do fato de que ele estava tentando, e em parte obteve sucesso durante seu primeiro mandato, evitar isso a qualquer preço, é provável que Biden provoque uma guerra global, mundial. O globalismo dos democratas é uma espécie de ideologia totalitária e eles desatariam facilmente o Apocalipse nuclear se sentissem seu domínio e hegemonia realmente desafiada e ameaçada.

Portanto, Trump significa multipolaridade. Biden significa um esforço agonizante para salvar a unipolaridade, continuando assim o momento unipolar (globalista) estabelecido após a queda da União Soviética em 1991, substituindo o bipolarismo acabado.

Desta vez, as eleições americanas são o testemunho da verdadeira luta entre duas visões de mundo radicalmente opostas. E isso as torna tão importantes. De seu resultado depende a ordem mundial.

EUA e os Outros: Combater ou Destruir

Embora Trump esteja mais inclinado para a multipolaridade e Biden – para a unipolaridade, ambos serão obrigados a lutar desesperadamente para salvar a liderança americana – o primeiro na forma nacionalista, o segundo na forma globalista. Portanto, o crescimento de pólos alternativos será considerado com certa hostilidade por parte de Washington. Mas, nos casos de Trump e Biden, esta hostilidade será organizada e estruturada de maneira diferente.

Trump, fiel à tradição realista, considerará a ascensão de centros alternativos de poder como competição e desafio entre Estados soberanos. Com certeza, ele reagirá de acordo com qualquer esforço para atrapalhar os interesses estratégicos americanos, mas isso será apresentado sob a forma de legítima defesa da Grande Nação.

Pelo contrário, Biden prosseguirá com a mesma preocupação no campo ideológico: a autoafirmação das áreas emergentes de multipolaridade será descrita como o desafio à “humanidade”, ao “progresso”, aos “direitos humanos” e à “paz universal”. Portanto, haverá a demonização e a desumanização na mídia global. A diplomacia e a política de todos os Estados e poderes que desafiam a hegemonia capitalista liberal é equivalente, aos olhos dos globalistas, ao “mal universal”.

Poderíamos encontrar nessa leitura e discurso a convergência – significado semelhante com diferentes formas externas poderia enfatizar a grave divergência, pois na longa perspectiva isso significa duas ordens mundiais – realista e liberal. A linha de Trump aceitará de alguma forma a multipolaridade como fato estabelecido tentando assegurar o papel de liderança dos EUA na ordem mundial multipolar, enquanto o globalismo de Biden tentará impedir a qualquer preço a vinda da era multipolar, porque isso destrói o progresso linear da democracia liberal que agora é quase um dogma “religioso” dos democratas e globalistas.

Isso traz uma nova diferença na relação de Trump e Biden em direção a pólos alternativos de multipolaridade. Para Trump eles são concorrentes e inimigos relativos (que em certas circunstâncias podem se transformar em poderes neutros ou mesmo em aliados e “amigos”). Para Biden eles são inimigos absolutos – os “inimigos da sociedade aberta” (C.Popper) que devem ser imperativamente destruídos porque, caso contrário, vão destruir o globalismo e a hegemonia liberal relativizando-a no espaço e no tempo. Trump pode aceitar o Outro. Biden – de forma alguma. Essa é a principal diferença.

Trump e Política Anti-Chinesa

Quando aplicamos estas considerações gerais à política real, observamos imediatamente a diferença saliente nas atitudes de Trump e Biden em relação a estes mesmos pólos de multipolaridade crescente. Sem dúvida, no mundo real, apenas duas potências mundiais podem fingir desempenhar o papel de pólos alternativos – China e Rússia. A China é mais um gigante econômico com enorme soberania política concedida por uma política hábil e profunda ideologia do Partido Comunista que governa a China. A Rússia é mais uma potência militar com imensa quantidade de recursos naturais e possuindo territórios estratégicos. Ambos os países são governados por partidários convictos da ordem mundial multipolar que se aproximam um do outro. A China de Xi Jinping e a Rússia de Putin têm ambas consciência clara de serem civilizações particulares e originais e não apenas uma parte do mundo capitalista liberal global centrado no Ocidente.

Assim, o principal desafio para Trump e Biden na política externa será a redefinição da atitude em relação à China e à Rússia.

Aqui já vemos a principal diferença entre os candidatos. Trump em seu realismo e nacionalismo escolhe claramente a Rússia como um jogador neutro e a China como principal concorrente e “inimigo”. Mas por “inimigo”, no caso de Trump, devemos entender “inimigo relativo”. Em primeiro lugar, é o rival econômico dos Estados Unidos que é culpado por Trump e seus trumpistas por “invadir e subverter a economia nacional americana”. Assim, Trump identifica a China com “globalismo” e “internacionalismo” e convoca os americanos a resistir ao “perigo amarelo”, antes de tudo no campo econômico. A Rússia é, a seu ver, uma questão secundária, em primeiro lugar devido ao tamanho relativamente pequeno do setor econômico russo. Na política conservadora de Putin Trump vê algo bastante simpático – a versão russa do nacionalismo. Mas, por outro lado, o comunismo chinês provoca nele uma reação hostil e é percebido como uma ameaça concreta ao sistema capitalista americano. Isso é percebido com grande interesse quando a China está expandindo seu comércio fora de suas fronteiras nacionais e, acima de tudo, quando chega ao solo americano.

Portanto, se Trump vencer, ele continuará a competir com a China com base nos interesses nacionais no quadro principal do realismo nas relações internacionais.

Isso não significa de forma alguma que os EUA com Trump serão gentis com a Rússia e transformarão Moscou em parceiro estratégico. Isso é impossível por razões geopolíticas. Todas as alegações de influência russa sobre Trump são fake news usadas por seus rivais americanos. Mas a Rússia não será o principal inimigo.

Biden e a Política Anti-Russa

Entre as principais potências multipolares – Rússia e China – Biden escolhe, espera-se, a Rússia como principal inimigo e a China como preocupação neutra ou secundária. É a reação em relação a Trump e o sinal de que os globalistas são mais incomodados pelo poder militar de pólos alternativos do que pela economia. A Rússia é uma grande potência geopolítica com armas nucleares e política conservadora. Esse é o principal obstáculo ao estabelecimento de uma ordem mundial liberal. Portanto, no caso da vitória de Biden, a Rússia será o principal objeto de pressão, ataques e possíveis conflitos. Aqui entram em jogo os principais princípios da geopolítica – Poder Marítimo contra o Poder Terrestre. A hegemonia global do Ocidente liberal é assegurada pela fraqueza do Poder Terrestre, ou seja, da Rússia como Eurásia. Portanto, aos olhos de Biden a China pode ser considerada como parte orgânica do sistema liberal internacional e a expansão internacional da economia chinesa não representa a principal ameaça para o globalismo. Mas a Rússia autoritária, sim. A China com certeza continua sendo um problema sério para os globalistas. Podemos ver isso no caso da figura simbólica do campo globalista, George Soros, que apoiou os protestos em Hong Kong e defende a política aberta anti-chinesa entre os globalistas. Ele tentou alimentar uma revolução colorida dentro da China continental, jogando bem na ala liberal da ideologia de esquerda e promovendo a versão de extrema esquerda do liberalismo.

Mas a principal agressão de Biden se concentrará no Heartland Eurasiático, ou seja, na Rússia. A China – como Rimland – será de importância secundária.

No entanto, seria um erro considerar Biden como candidato pró-chinês. O mesmo é correto com Trump: ele não é de forma alguma pró-russo. Ambos são, antes de tudo, pró-americanos. Mas para Trump, os EUA são um país nacional, uma Grande Potência, para Biden os EUA são a vanguarda do globalismo, a fortaleza da hegemonia mundial liberal, do Império Global que tem como missão principal liquidar os Estados nacionais e instalar um Governo Global liderado por elites capitalistas internacionais e monopólios que incluem segmentos ocidentais e não ocidentais.

Em ambos os casos, independentemente do resultado das eleições americanas, o próximo Presidente dos EUA (se não houver uma guerra civil, o que é bem possível nas circunstâncias atuais), Washington se oporá ao incremento da multipolaridade. A principal diferença consiste no fato de que Trump se concentrará na contenção (principalmente econômica, mas não apenas) da China e Biden promoverá uma política radicalmente anti-russa. No caso da vitória de Biden, as chances de uma nova Guerra Mundial são muito maiores, pois uma potência nuclear cuja soberania é construída sobre a capacidade militar é designada desde o início como seu principal inimigo. Biden agirá no quadro da geopolítica clássica tentando atacar o Heartland (Rússia) e de alguma forma seduzir ou pelo menos neutralizar a Rimland (China).

Mas ambos se oporão ao surgimento de novos pólos – embora de maneira diferente. Trump – de alguma forma aceitando em características gerais a multipolaridade, Biden – tentando se opor a ela a qualquer preço.

As Relações dos EUA com o Irã e a Turquia

Finalmente, podemos acrescentar alguns outros aspectos a esta análise a respeito da atitude do futuro presidente americano em relação a outras potências regionais. Trump com suas perspectivas particulares no que concerne o “judaico-cristianismo” possui sentimentos anti-iranianos e anti-turcos fortes. Estes dois países islâmicos, juntamente com o terceiro – o Paquistão – se afirmam cada vez mais como pólos independentes, preenchendo a lacuna da influência retrógrada dos wahabitas e dos salafistas radicais patrocinados pelos Estados do Golfo. Este islamismo fundamentalista puramente árabe foi projetado como arma anti-soviética no período da Guerra Fria e foi amplamente utilizado pelo Ocidente. Desempenhou o papel principal no período anterior, saindo de controle após o ataque de 11 de setembro. Mas com a intervenção russa na Síria e o claro fracasso em estabelecer uma estrutura política duradoura no Iraque, Síria, Afeganistão e Líbia, sua energia se esgotou e este método ficou muito desacreditado. Assim, novos atores – como o Irã e a Turquia – começaram a ditar as regras no Oriente Médio – tradicionalmente a zona de grande preocupação para a política americana.

Trump os considera mais uma vez como concorrentes e – em sua posição pró-israelense – como uma ameaça para Israel como aliado americano. Assim, uma vez eleito Trump, o nível de tensões com estes dois pólos menores de multipolaridade emergente pode crescer. Mas, uma vez mais, Trump está construindo sua política externa sobre pragmatismo e realismo.

Competir não significa guerrear.

Portanto, as relações dos EUA com o Irã e a Turquia vão se equilibrar no limite do conflito, mas como foi o caso do primeiro mandato da presidência de Trump, tal equilíbrio pode durar algum tempo sem se bascular na guerra em escala real.

Biden, por sua vez, pode dar alguns passos para melhorar as relações dos EUA em direção a Teerã e Ancara, tentando afastá-los dos outros pólos de multipolaridade – Rússia e China, mas ele dificilmente pode ser realmente bem-sucedido, considerando que a natureza não liberal de ambos os regimes está muito mais próxima da ordem mundial multipolar – eurasiática – do que do globalismo. Portanto, aqui a diferença entre Trump e Biden não será tão profunda.

A Multipolaridade como Estratégia Comum

Então, o que a humanidade deve esperar do resultado das eleições americanas? Há apenas uma solução – devemos permanecer fortes defendendo a ordem mundial multipolar, apesar de seu resultado. Nem Trump, nem Biden podem ser uma solução real. Ambos representam o desafio, o perigo e a ameaça. Mas podemos, a priori, avaliar suas diferenças e nos preparar para as conseqüências do resultado do voto presidencial americano.

Aqueles que esperam que Trump facilite a vinda da multipolaridade estão parcialmente certos, mas ao mesmo tempo é quase impossível que ele dê tal presente de forma benevolente. Ele está bem mais preparado para aceitar a multipolaridade como fato e lidar com ela de forma pragmática tentando assegurar os interesses americanos nestas novas condições pós-mundialistas. É bem possível que ele faça isso de uma maneira muito severa lidando com concorrentes tão duramente quanto com inimigos em escala real – o mercado é um campo de batalha. Portanto, para lidar corretamente com Trump, o Outro – já existente e que constituiria pólos de ordem mundial multipolar – deveria reforçar sua soberania, independência e poderio.

Com Biden, a situação é muito mais complicada. Individualmente, ele é uma pessoa idosa que é quase incapaz de falar coerentemente para não dizer sobre o raciocínio independente e tomar decisões fortes. Mas ele não irá governar os EUA. Sua função é limitada ao papel de representante. Atrás dele está toda a elite globalista do Ocidente, o Grande Capital, todos os centros estratégicos e intelectuais de tomadores de decisão que formam o Governo Global – Wall Street, Deep State, ONGs de Soros e o poder militar americano. Portanto, sua insignificância individual é, de alguma forma, enganosa. Ele pode parecer estúpido e pode sê-lo, mas isso não muda nada. Ele é tão poderoso e perigoso quanto o próprio globalismo.

Portanto, sua relativa benevolência em relação à China ou (em menor escala) ao Irã deve ser avaliada criticamente – Biden ainda é mais inconciliável com a multipolaridade do que Trump. Trump como realista é mais sincero e de alguma forma honesto – inclusive em sua agressividade e egoísmo. Biden só parece mais brando, mas aí jaz a ameaça real.

Assim, o Outro, comparando com a agonizante unipolaridade, é a ordem mundial multipolar. Ela deve unir todos nós – russos, e chineses, turcos e iranianos, africanos e latino-americanos.

E todos os pólos devem entender que o sucesso na afirmação irreversível de tal multipolaridade exige uma forte aliança entre todos.

Os russos não devem ser seduzidos pela atitude de Trump em relação à Rússia, assim como os chineses pela posição de Biden. A unipolaridade é incompatível com a multipolaridade – é uma relação ou/ou, jogo de soma zero. A estratégia ganha-ganha só é possível para aqueles que aceitam o paradigma comum. Em nosso caso, é o paradigma multipolar. Ganharemos somente se formos capazes de insistir nele e fazer dele a questão de fato, a realidade irreversível e inquestionável que será aceita como tal por todos – inclusive pelos EUA. Independentemente de quem será o próximo presidente americano.

Fonte: Geopolitica.ru

Aleksandr Dugin

Filósofo e cientista político, ex-docente da Universidade Estatal de Moscou, formulador das chamadas Quarta Teoria Política e Teoria do Mundo Multipolar, é um dos principais nomes da escola moderna de geopolítica russa e um dos mais importantes pensadores de nosso tempo.

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