As redes sociais e o transhumanismo

As redes sociais são incríveis.

Fazemos “amigos” e, por qualquer motivo bobo, temos a liberdade de bloqueá-los ou excluí-los de nossa rede virtual como se fossem um número em nossos contatos, e não uma pessoa real.

Nada novo sob o sol.

Mas o interessante é notar de perto o aumento dessa liquidez nas relações humanas no mundo real.

As pessoas são mais frequentemente “descartadas” no mundo real de hoje.

Até familiares são facilmente cancelados, bloqueados, excluídos no mundo real (no virtual nem se fala) por bobagem.

A preocupação em deixar o próximo constrangido e desconsiderado não existe mais. Hoje em dia tudo é “tóxico” – os homens, os brancos, a família… até a família(!).

Tudo o que importa é nossa “saúde mental”, nosso “conforto”, nossos planos, nosso “amor-próprio”. O amor sacrificial é um conceito desconhecido e inexiste em nosso dicionário.

A absorção e a transferência da mentalidade das redes virtuais para o mundo real estão cada vez mais explícitas e isso nos evidencia algo muito bizarro: somos cada vez mais seres biônicos.

É uma espécie de trans humanismo forçado e brando.

Primeiro nos deixam quase incapacitados de nos relacionar com pessoas no mundo real pela facilidade do mundo virtual; depois, a facilidade do mundo virtual é transferida para o mundo real por comodidade e bem-estar individual.

Logo mais, como disse o segundo bilionário mais jovem e vil do mundo (e o quarto mais rico), a linguagem se tornará obsoleta.

A persistência no duradouro é para aqueles que têm uma consciência elevada e encaram de frente o Grande Satã.

Catarina Leiroz

Cristã Ortodoxa, graduanda em Pedagogia e vice-diretora da NR-RJ.

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