A Nova Resistência: Organização Nacional e Autônoma

Eventualmente, militantes de outras cores políticas entram em contato com a Nova Resistência e perguntam, insistentemente, qual é o nosso vínculo com certos movimentos estrangeiros que porventura carregavam um símbolo semelhante ao nosso.

Sempre informamos que possuíamos total independência teórica, ideológica e organizacional em relação a qualquer outra organização, o que nem sempre satisfaz os interlocutores, que parecem pensar que, se você carrega um símbolo semelhante a outro movimento, então os dois são iguais e possuem unidade institucional.

Pensem na maluquice de imaginar que todo partido que carrega uma rosa por emblema é igual. Que todo movimento que usa o termo ”socialista” tem a mesma ideologia. Que toda bandeira tricolor adere ao programa da Revolução Francesa. Que Milan e Sport do Recife são o mesmo time porque tem as mesmas cores rubro-negras.

Foi necessário que James Porrazo, líder de um desses movimentos estrangeiros, viesse a público meses atrás para anunciar diferenças fundamentais entre as ideologias, teorias e perspectivas que carregava com a Nova Resistência para que alguns desses interlocutores se dessem conta do equívoco.

Porrazo alertava que não podia ser confundido com a Nova Resistência porque não éramos representantes de certo ”europeísmo”, não nos reduzíamos àquilo que ele considera como ”direita nacionalista”, porque seguíamos a Quarta Teoria Política [que ele repudia] etc.

De fato, como sempre explicamos, a Nova Resistência é o único movimento quarto-teórico brasileiro, e, portanto, somos não somente anti-liberais, como também estamos além dos socialismos e dos fascismos, que consideramos ideologias superadas. Nos consideramos parte de uma civilização latino-americana, defensores das pátrias regionais, do Brasil e da Pátria Grande sul-americana.

Hoje em dia, a organização de Porrazo faz propaganda daqueles que consideramos nossos inimigos, como Bolsonaro e Olavo de Carvalho, reforçando nosso diagnóstico de que boa parte dos movimentos de terceira teoria política [”fascismos”], assim como os de segunda [”socialismos”], tendem a ser instrumentos úteis e dóceis da hegemonia liberal e globalista. [Mas não todos, óbvios, há casos e casos.]

Quando vocês perceberem algum desses movimentos vinculados a Porrazo falando de ”nacionalismo”, ”patriotismo” e até de ”nova Roma”, lembrem-se disso: não estão centrados na América Latina nem no nosso povo novo, negam a quarta teoria política e se dizem expressões de uma ”direita nacionalista”, fazem propaganda de Bozó e Olavo de Carvalho — conservadores-liberais vinculados a uma agenda globalista, rentista e sionista.

Nosso patriotismo e Nova Roma, obviamente, é bem diverso e inconfundível com esse tipo de submissão liberaloide.

André Luiz

Historiador, mestrando em História pela UFRJ, cristão ortodoxo e membro da NR-RJ.
 

Deixe uma resposta