Nada é tão racista quanto o pensamento liberal

Trabalhando como um veneno, o liberalismo possui o único objetivo de aniquilar do mapa qualquer povo que pense e aja de forma diferente de seu conceito ideal de mundo.

Bebedouros separados por raça nos EUA, maior baluarte do liberalismo no mundo e uma das sociedades mais racistas da história.

Após sua vitória sobre a segunda teoria política (o comunismo) no fim da Guerra Fria, o liberalismo passa por uma rápida expansão — como uma praga —, procurando se fixar nos pequenos e grandes detalhes da vida cotidiana de diferentes culturas. O mundo, então, passa de um estado estratégico bipolar para unipolar, e esse impacto traz consequências até os dias de hoje.

Trabalhando como um veneno, o liberalismo possui o único objetivo de desestabilizar, e aniquilar do mapa, qualquer civilização que pense e aja de forma diferente de seu conceito ideal de mundo, seu novo conceito de globalização — o novo e único pensamento permitido para o mundo que conhecemos, dominado pela hegemonia atlantista do capitalismo financeiro.

Enquanto o comunismo tinha seu foco na Classe, o fascismo italiano no Estado-Nação e o nazismo alemão na Raça, o liberalismo lida com o Indivíduo — seu mais importante projeto: o ser humano sem raízes e sem pertencimento a lugar algum, cosmopolita, agindo apenas como um eterno consumidor e turista.

Precisamos entender, acima de tudo, que o Indivíduo é uma construção moderna — uma construção social e artificial. Não há nada de natural nesse novo personagem. Seu destino está fadado ao fracasso, pois nenhum povo sobrevive naturalmente quando as liberdades individuais passam por cima das liberdades coletivas.

Embora se julgue um deus das liberdades, o (neo)liberalismo age como o maior tirano de toda a História, condenando toda e qualquer cultura que não se adeque à única liberdade reconhecida por ele: o modelo capitalista ocidental. Tudo o que há fora desse círculo é criminoso, cruel, ditatorial, primitivo e precisa sempre de mil toneladas de democracia e “liberdade”, como vemos o tempo todo.

Hoje, qualquer país que decide não se modernizar sob um típico modelo americanizado (fraco, submisso ao sistema internacional financeiro e escravo de todas as suas vontades), preferindo optar por um Estado maior, mais independente e interventor, com um nacionalismo econômico, com a diminuição do poder dos bancos, de empresas estrangeiras e do livre-comércio, e por fim, uma valorização de seu ethos, sofrerá embargos de alguma forma, e muitas vezes essas punições chegam a ser verdadeiras limpezas étnicas.

Mas por que isso seria racista? Falamos em racismo, no seu conceito primordial, há a definição de uma aniquilação de etnias por simples discordância por parte do sistema vigente, por serem simplesmente o que são. E essa aniquilação não acontece somente por meio de guerras físicas, mas também pela desintegração através do imperialismo cultural.

Determinadas formas de governos refletem o caráter de um povo, de uma cultura, características básicas e bem particulares; sua estruturação natural. Ser negado a esse determinado povo que pense de um jeito é estar condenando-o à morte — é eliminar o que Heidegger chamou de Dasein. E isso, sem dúvidas, é parte do grande projeto globalista.

A única chance de se combater o (neo)liberalismo e todas as suas armas, é através da difusão da Quarta Teoria Política, e não da tentativa de ataque ou ressurreição das outras duas teorias políticas já mortas — que, em diferentes graus, partilham do mesmo vício progressista-universalista que caracteriza o racismo do tipo liberal; provavelmente mais violento que o racismo biológico da ideologia nazi, já que mais sutil e, portanto, mais mortífero.  

João Oliveira

Militante da NR, historiador em formação e entusiasta do mundo geopolítico e religioso.

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