No momento de crise, um Líder como Getúlio faz muita falta

O “ditador” Getúlio Vargas foi também o maior democrata do país, porque ninguém integrou tanto as massas populares na cidadania como ele.

Getúlio faz muita falta. Segundo Brizola, quando percebeu que havia perigo de um golpe militar nos anos 1930, o Imortal Presidente se adiantou e deu um golpe antes, fundando o mais belo e moral regime da história desse país: o Estado Novo.

Gegê foi criado para ser um ditador, lá na velha fazenda de Seu Manuel Vargas, na cidade fronteiriça de São Borja. Cresceu como político apoiando ditaduras — porque esse era o regime do castilhista Rio Grande do Sul durante a Primeira República.

Sonhando em ser Floriano, superou o modelo que o inspirava, e foi como ditador que comemorou a vitória da Revolução de 1930, tal como escreveu com todas as letras em seu Diário.

O ditador Getúlio Vargas foi também o maior democrata desse país, porque ninguém, absolutamente ninguém integrou tanto as massas populares na cidadania, na vida política e nos frutos econômicos quanto ele. Óbvio que isso nada tem de paradoxal, e nem poderia ter.

Para realizar essa tarefa hercúlea, teve de dobrar o braço de todos os liberais, que mais do que “democracia”, se apegam às suas fórmulas caducas e modelos estéreis, que não fazem nenhum sentido no nosso país senão naquele estreito círculo de uma classe média cosmopolita e de mentalidade importada. É a ”democracia” capitalista, ou democracia dos ”iluminados” das classes europeizadas, da qual Getúlio se ria, e à qual desprezava profundamente.

No liberalismo, todo mundo pode falar. Porque não importa. No fundo, ninguém espera ser ouvido. Não há ninguém que dê bola pra toda papagaiada.

Como Vargas, eu me filio à democracia social. Eu nunca fui petista, aliás.

André Luiz

Historiador, mestrando em História pela UFRJ, cristão ortodoxo e membro da NR-RJ.
 

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