A crítica de Ernst Niekisch ao marxismo, fundamental para a distinção entre nacional-bolchevismo e comunismo

O marxismo é mais que uma bandeira vermelha, um movimento que permite arrastar as massas, incultas e pouco exigentes, levando-as a uma espécie de agitação cega. O marxismo é o pressentimento das coisas que acontecem. Certamente, não o é no sentido de poder mostrar o que será à luz de sua realidade futura. Mas, em certo sentido, constrói uma espécie de idealização do futuro. Marx foi um profeta que transformou um destino cruel e uma necessidade opressora em uma religião salvadora. Sem dúvida alguma, abriga em si o espírito da técnica. Foi o pioneiro e anunciou a mecanização da vida. Acelerou esse processo dando esperança àqueles destinados a serem vítimas. Transformou uma maldição em fé.

Assim, esperava-se com impaciência o paraíso que estava, em realidade, destinado a transformar-se em inferno. Esta loucura autodestrutiva foi provocada com a ajuda do pensamento do filósofo alemão Hegel. O dinamismo dialético foi a fórmula mágica do grande bruxo. Sob sua luz sobrenatural produziu-se a transvaloração da via impiedosa do progresso técnico em um caminho de graça em direção à salvação. Era necessário acelerar ao máximo a mecanização, a racionalização, a concentração e a proletarização. Era o único modo para chegar à “expropriação dos expropriadores”. Seu perfil se assemelha ao de um castelo encantado. Atrai de maneira irresistível suas vítimas, que, ainda por cima, têm pressa para alcançar seu objetivo.

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