O Coronavírus como arma biológica: isso NÃO é ficção científica

A situação está saindo do controle. E além do pânico e da psicose (que são elementos subjetivos), existe também o elemento objetivo do contágio que, se não for rapidamente embarreirado, pode originar cenários que – sem exagero – poderíamos chamar de apocalípticos. E são estes que devem ser tratados primeiro. Giorgio Agamben, entre outros, parou no primeiro, propondo novamente o habitual paradigma biopolítico: o terror como método de governo. Que este componente também existe é evidente, mas…

A Marca da “Conspiração”

De nossa parte, partimos de um ponto inescapável: quem ousar questionar a Versão Oficial – a do vírus como evolução “natural” a partir do morcego – é imediatamente silenciado como conspirador e, como tal, ostracizado e privado do direito ao debate público. É curioso, de fato, que aqueles que socraticamente levantam dúvidas sejam caluniados como idiotas; enquanto aqueles que vivem com certezas graníticas são aclamados como pensadores astutos e inteligentes! E no entanto, se há um incêndio, certamente não é um conspirador que levanta a hipótese de dolo. Pelo contrário: se ele invoca motivos e hipóteses de trabalho, sua posição é aceita ou, pelo menos, ouvida seriamente.

Usar o tratamento para países não-alinhados…

O próprio Tucídides, na Guerra do Peloponeso, traz a hipótese de que a praga foi espalhada em Atenas pelos espartanos, que envenenaram os poços. Por que, então, não é lícito formular a hipótese – com dúvidas e não com certezas – de que também, neste caso, estamos diante de uma epidemia “maliciosa”, desencadeada por alguém com intenções determinadas? O motivo, então, não é difícil de ressaltar. Estamos na Quarta Guerra Mundial: aquela onde a Civilização do Dólar, após ter vencido a terceira (Guerra Fria), declarou, desde 1989, a todos os Estados não-alinhados com o Consenso de Washington (do Iraque à Líbia, da Sérvia ao Afeganistão). Agora, a China é um país que não está alinhado com o Consenso de Washington? Sim, é. A China é um país altamente invulnerável à talassocracia dos hambúrgueres? Sim, é. Havia, antes do surto da epidemia, uma forte tensão entre os dois países? Claro que havia. Se eu falar em 5G e no caso Huawei, isso significa alguma coisa para você? A China, é inegável, deu um salto em frente: e talvez, em muitos aspectos, já tenha ultrapassado a civilização das estrelas e listras no poder técnico e comercial. Hipóteses de explicação e de razão, então, existem.

Wuhan, o Vale do Silício do Oriente:

Wuhan – grave esse nome – é uma espécie de Vale do Silício Oriental. Um ponto estratégico do mais alto nível, terreno onde um golpe, evidentemente, colocaria toda a China de joelhos. Obviamente, nosso imaginário, moldado pelo Pensamento Único , recusa-se impensadamente a considerar que isso seja possível: com um movimento quase inconsciente, rejeita essa hipótese hermenêutica, sem sequer se aventurar a levá-la a sério. “A civilização do dólar não pode fazer tais coisas!”, pode-se pensar, “Ela é o bonum maximum do planeta Terra, o sempre vigilante garantidor da paz e da democracia!”. Contudo, como sabemos, as armas biológicas e bacteriológicas não são ficção científica.

A Guerra Biológica não é Ficção Científica

No entanto, tudo é oficial e claro, como no conhecido conto de Poe, A Carta Roubada: a carta está lá, à vista de todos, e nós somos os que não a podemos ver. Tomemos o documento oficial do ano 2000, Rebuilding America’s Defenses, publicado pelo think-tank conservador Project for a New American Century: primeiro, coloca-se a hipótese da necessidade de um “novo Pearl Harbour”, que permitiria aos EUA usar seu poder como uma resposta legítima à agressão. Ironicamente, com incrível coincidência, a monarquia do dólar terá o seu novo Pearl Harbour no ano seguinte, no dia 11 de Setembro de 2001. E nesse documento, lemos textualmente: “As formas avançadas de guerra biológica, que podem visar certos genótipos, podem transformar a guerra biológica de um reinado de terror em uma ferramenta política útil” (SIC!). Então, como interpretamos o que aconteceu em Wuhan? Não é difícil…

Diego Fusaro

Analista político e ensaísta italiano de orientação nacional-revolucionária. @DiegoFusaro

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