Eduardo Fauzi é “duginista”? Ele tem alguma ligação com a Nova Resistência? Sobre os delírios direitistas e esquerdistas

Diante do falatório esquerdista (especialmente anarquista e liberal-comunista) e direitista (especialmente olavete) sobre uma SUPOSTA ligação entre o integralista, admirador de Olavo de Carvalho e filiado ao PSL, Eduardo Fauzi e o filósofo russo Aleksandr Dugin, convém um pouco de VERDADE em meio a tantos boatos e desinformações:

1) Eduardo Fauzi nunca foi nosso camarada; nunca integrou nossa Organização; nunca estabeleceu contato conosco e nem tampouco frequentou nossos espaços. Ele nunca foi a um único evento, reunião, palestra, congresso ou atividade de nossa Organização.

Os movimentos de que Fauzi participou (Frente Integralista Brasileira e ACCALE), nos quais ele ocupava posições de relevo, sendo o LÍDER ESTADUAL da FIB, e que hoje o renegam, se consideram, publicamente e notoriamente, INIMIGOS da Nova Resistência e são considerados por nós como retratos perfeitos da FALÊNCIA das ideologias de Terceira Teoria Política (TTP): na primeira oportunidade, vergonhosamente, em nome de fetiches anticomunistas sem qualquer vínculo com a realidade, aderiram sem pestanejar ao direitismo, ao bolsonarismo, ao olavetismo e, por consequência, ao sionismo, ao imperialismo e ao globalismo. Segundo nossa visão de mundo, estão do mesmo lado de inimigos do Brasil como Guedes, Bolsonaro, Porta dos Fundos e o PT.

Eduardo Fauzi com seu líder, Victor Emanuel Vilela Barbuy, em evento da Accale.

Na residência de Eduardo Fauzi, não foram encontradas camiseta ou bandeira da Nova Resistência, mas da Accale. Tampouco é nas fotografias de nossa Organização que ele pode ser encontrado. Não existe qualquer ligação concreta, real, entre Eduardo Fauzi e a Nova Resistência. Ao contrário, há distâncias claras, insofismáveis.

Livros de autores integralistas, camiseta integralista e isoladamente, um livro de Dugin sobre a política russa. Pelo raciocínio conspiracionista, é mais fácil acusar Fauzi de ser muçulmano do que “duginista”.

Aos que duvidarem duvidar, fazemos o convite de que denunciem a sua “suspeita” à Polícia Civil do Rio de Janeiro e aguardem. Façam suas denúncias aos órgãos públicos ao invés de espalharem conspiracionismos nas redes sociais.

2) Isto posto, convém também sublinhar o CARÁTER dos dirigentes da FIB, que, fazendo jus à alcunha de GALINHAS VERDES, além de abandonar um antigo membro, LÍDER ESTADUAL, ainda se dispôs a, havendo oportunidade, ENTREGÁ-LO PARA POLÍCIA.

Afirmamos sem medo de errar: existe um ABISMO MORAL entre a NR e tais tipos, uma vez que, mesmo na hipótese de algum camarada da Organização incorrer em erros semelhantes aos de Fauzi, salvo algumas poucas exceções (e mesmo tomando as devidas precauções para proteger a Organização e seus membros), jamais nos prestaríamos ao papel nojento de entregá-lo às forças de segurança de um Estado que se encontra na posse de forças inimigas — como hoje fazem os integralistas, dando mais uma prova da frouxidão de espírito de seus adeptos.

Em mais uma demonstração de frouxidão de espírito, a Frente Integralista Brasileira conclama seus adeptos a entregarem um antigo membro às forças policias.

É curioso, ainda, como Victor Emanuel Vilela Barbuy, uma das figuras mais covardes que já surgiu o cenário político brasileiro, na tentativa de desvincular sua organização fracassada do autor do ataque, e empurrá-lo na nossa direção, em uma nota recente, afirma que não ter “a admiração que o Sr. Eduardo Fauzi possui pelo Sr. Aleksandr Dugin, pelo chamado eurasianismo e pela denominada “Quarta Teoria Política”. Essa é uma declaração curiosa, porque se Barbuy que, lembremos, já participou de eventos da Accale e era próximo do Fauzi (e, provavelmente, dos outros responsáveis pelo ataque), pretende empurrar Fauzi na direção da Quarta Teoria Política por causa de uma foto e de um livro; mas ele deveria começar explicando as fotos que ele possui ao lado Dugin, bem como os livros de Dugin que, todos sabem, ele possui em casa.

A patética fuga de Victor Emanuel Vilela Barbuy, líder da Frente Integralista Brasileira, e chefe de Eduardo Fauzi, da USP

Ele, naturalmente, dirá que tem uma foto com Dugin tal como teria com qualquer outro pensador a cujo evento fosse assistir, e que possui livros do Dugin tal como possui livros de pensadores de várias ideologias. Mas se isso vale para o Barbuy, por que não vale para Eduardo Fauzi?

3) Ainda afirmamos, em total sincronia, não com a mídia e as elites políticas liberais (de esquerda e de direita), mas com a VOZ DO POVO: o Porta dos Fundos MERECIA MUITO MAIS do que apenas alguns molotovs. Merece a perseguição pública. Merece o encerramento de suas atividades. E isso virá: mas não através do espontaneísmo de meia dúzia de aventureiros amadores, mas sim por meio da Revolução — trabalhista, comunitarista, patriótica, popular, que devolverá o Brasil, materialmente E espiritualmente, ao POVO BRASILEIRO, e aniquilará toda e qualquer manifestação do liberalismo (mais uma vez: tanto de esquerda como de direita) de nossa Pátria.

Isso virá: não hoje, nem amanhã; mas cedo ou tarde, virá.

4) A NR, como define seu Estatuto, aprovado por unanimidade em seu I Congresso Nacional, é um “Partido de Vanguarda nacional-revolucionário” que, entre vários referenciais, é adepta do projeto de uma Quarta Teoria Política (QTP), tal como elaborada pelo filósofo e cientista político Aleksandr Dugin.

O professor Dugin é nosso amigo, aliado, interlocutor e grande influência. Suas análises políticas vêm se mostrando acertadas em vários níveis e a NR tem como prática traduzir e difundir seus escritos o máximo possível (por ver neles diversas vantagens estratégicas e aplicações políticas para a realidade brasileira). E é só isso. Dugin não é nosso “guru” e nem a NR segue o eurasianismo (que é uma doutrina geopolítica para os povos da Eurásia).

Para além disso, as tentativas de construir uma conexão fundamental entre Eduardo Fauzi e Aleksandr Dugin, por causa de um livro de geopolítica, de uma foto tirada anos atrás com o professor e de uma namorada russa (!), nos parece justificativa suficiente para uma condenação a internação em um hospital psiquiátrico.

No Brasil, salvo engano, existem 5 obras de Aleksandr Dugin publicadas, a saber: A Quarta Teoria Política, Geopolítica do Mundo Multipolar, Geopolítica da Rússia Contemporânea, Contra o Ocidente e Putin contra Putin. Dessas 5 obras, 4 possuem enfoque geopolítico e 1 é o veículo de formulação de uma nova filosofia política. Se Eduardo Fauzi fosse “duginista”, ele teria todas as obras de Dugin ou, no mínimo, A Quarta Teoria Política, principal obra de Dugin, que serve de fundamento para a construção da ideologia da Nova Resistência e que expõe a Quarta Teoria Política. Mas em sua casa, entre vários livros de Plínio Salgado, Gustavo Barroso e até de Olavo de Carvalho (de quem Fauzi era admirador, ainda que não seguidor), foi achado apenas o Putin contra Putin, um livro de interesse geral sobre as contradições internas do governo Putin.

“Mas e aquela foto com o Dugin? Quer dizer que ele fugiu pra Rússia e foi tirar foto com o Dugin?”

Como diz o próprio Fauzi, a foto foi tirada anos atrás (segundo ele, em 2014) e não prova nada. Dugin é um intelectual público. O próprio Dugin tem fotos com Francis Fukuyama, Zbigniew Brzezinski, Pepe Escobar e com figuras de todas as ideologias. Literalmente, qualquer pessoa pode ir a uma palestra de Dugin, ou fazer uma visita, desde que tenha marcado hora, ao escritório do Movimento Eurasiano. Ora, das vindas de Dugin ao Brasil, não faltam fotos do professor com pessoas das mais variadas ideologias (inclusive liberais e comunistas) que foram assistir suas palestras.

Aleksandr Dugin com Pepe Escobar, um dos principais analistas geopolíticos da atualidade, cujos textos são publicados em sites com Brasil247 e Diário do Centro do Mundo. Estaria ele também envolvido? Óbvio que não.

Se Fauzi seguisse a QTP, ele estaria na NR, que é a única organização que representa a QTP no Brasil. Estando na FIB e na Accale, que são organizações integralistas, Fauzi não era adepto da QTP. Sabemos das dificuldades cromossomiais daqueles que tentam comprometer a NR nesse minúsculo ato de rebeldia amadora praticado por ele e mais 4 pessoas, mas não há como contornar fatos óbvios.

Se Fauzi seguisse a QTP, estaria na NR, estaria nas fotos da NR, teria camisetas da NR em casa, bem como e vários livros de Dugin. Mas Fauzi era integralista, por isso, era membro de DUAS organizações integralistas, possuindo camisetas de organizações integralista em casa, bem como vários livros integralistas em casa, tendo palestrado diversas vezes em eventos integralistas. Em um de seus vídeos gravados recentemente, após a fuga para a Rússia, Fauzi finalizou, não com um grito de “Liberdade! Justiça! Revolução!”, mas com um “Anauê!”. Aparentemente, não é na NR que vocês encontrarão explicações e conexões relativas ao ataque ao Porta dos Fundos.

É de nosso conhecimento que, para quem é comunista, por exemplo, tudo que não seja marxismo ou liberalismo é “a mesma coisa”, ou seja, “fascismo”. Existe todo um esforço para misturar e confundir NR, FIB, Accale, Aleksandr Dugin e Plínio Salgado, mas entre QTP e o integralismo há tantas pontes comum como entre QTP e comunismo. Até aqui não há novidade, já que entre fascismo e comunismo também há inúmeros pontos de contato.

Sobre o nosso suposto “fascismo”, não é nem mesmo necessário gastar tempo. Já sepultamos a questão várias vezes. Se quiserem chamar uma organização que apoia Cuba, Venezuela, Coreia do Norte, a revolução agrária e a estatização de todas as grandes propriedades (para começar), de “fascista”, fiquem à vontade: a realidade lhes desmente.

As organizações de que Fauzi faz (ou fez) parte, por outro lado, apoiaram a eleição de Bolsonaro. A NR foi veementemente contrária. As organizações de Fauzi apoiam a Ucrânia contra a Rússia (que consideram “imperialista”). A NR teve membros que pegaram em armas, como voluntários, contra a Ucrânia. As organizações de Fauzi ainda apoiaram a queda de Morales, novamente na contramão da posição da NR. E poderíamos seguir apontando sobre as incontáveis vezes nas quais Fauzi e seus camaradas estiveram do lado oposto ao assumido pela NR (ver mais aqui e aqui).

5) Ora, naturalmente, qualquer um que esteja lendo esta nota pode dizer que estamos mentindo: que Eduardo Fauzi era seguidor da Quarta Teoria Política, membro da Nova Resistência e pupilo do Dugin. Que Dugin orquestrou um ataque com coquetéis molotov contra o Porta dos Fundos e que o Fauzi fugiu para a Rússia por razões políticas e, chegando lá, tirou uma foto com o Dugin.

Aos que estiverem convicto disso, fazemos o seguinte convite: peguem a foto do Eduardo Fauzi com o Dugin, encontrem as provas da conexão do Fauzi com a NR, e enviem tudo para a Polícia Civil do Rio de Janeiro. 

No mais, reafirmamos o que já havíamos dito em outra ocasião. A esquerda liberal e a direita liberal, geralmente antagônicas, cerram fileiras diante da Nova Resistência porque sabem que somos a maior ameaça real à sua hegemonia.

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