A MONSANTO está destruindo a agricultura!

É necessário ressaltar que apoiar o agricultor brasileiro e apoiar a agricultura brasileira não pode estar associado a qualquer apoio ao agronegócio, ao latifúndio, à monocultura e à posição subalterna do Brasil como exportadora de commodities.

Agronegócio, atualmente, é sinônimo de MONSANTO, a principal corporação internacional do setor. A situação atual do agricultor brasileiro é periclitante, e entre os motivos está o de que cada vez mais ele tem estado sob controle e influência dessa corporação.

Para conseguir sementes, fertilizantes e muitos outros insumos o agricultor brasileiro depende da Monsanto. Uma empresa notória por não se preocupar minimamente com questões de saúde, e que há décadas tem lançado mão de agrotóxicos danosos, bem como tem feito amplo uso de modificação genética.

Mais do que isso, é uma corporação com um claro projeto monopolista global, cujo passo mais recente foi a fusão com a Bayer, importante corporação farmacêutica. Agora, a mesma corporação produz o veneno e o remédio.

À exploração do agricultor brasileiro pela Monsanto se soma a preponderância da estrutura latifundiária que não se limita a ser um fator econômico central. Por razões históricas, essa estrutura latifundiária sempre teve e segue possuindo poderosas ramificações políticas que garantem a preservação de um status “neofeudal” da sociedade brasileira.

Controlado por lobbies ligados ao agronegócio, o Estado brasileiro concede todo tipo de benefícios, isenções e créditos aos grandes produtores ruralistas enquanto deixa os pequenos e médios agricultores com migalhas. Na necessidade de sobreviver, mesmo pequenos e médios agricultores acabam, assim, tendo que se submeter à lógica tirânica da produção monocultura e à dependência da Monsanto e outras corporações.

Soberania alimentar constitui um passo básico na tentativa de garantir uma soberania mais ampla. Mas enquanto a agricultura brasileira estiver sendo toda ela controlada por umas poucas empresas e um pequeno punhado de grandes latifundiários, trata-se de um objetivo impossível.

O campo precisa de uma revolução. Uma revolução que coloque no centro da agricultura brasileira a figura do agricultor familiar, aquele que verdadeiramente coloca alimento na mesa do povo.

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