Alfie Evans: mais um bebê assassinado pelo governo britânico

A luta pela própria existência, a luta pela vida, pela sobrevivência, é um dos instintos mais fundamentais dos seres vivos de nosso mundo. Está entre as forças mais primordiais que movem as realidade biológica de nosso planeta.

Isso não é menos verdadeiro no âmbito humano. Ainda que, por causa de nosso status ontológico singular, tenhamos alçados propósitos que vão muito além da mera existência, a luta pela sobrevivência permanece sendo um instinto e um fator vigente mesmo nos estágios mais avançados de civilização.

Reconhecendo isso, os ordenamentos jurídicos de todos os povos ao longo da história têm sacramentado as possibilidades de garantia existencial. É a partir daí, por exemplo, que surge a legítima defesa, a mais antiga excludente de ilicitude, permitindo que se mate desde que em legítima defesa.

Também a legitimação do homicídio na guerra, principalmente nas defensivas, a legitimação da pena de morte, para garantir a sobrevivência da coletividade. Daí vem a crítica da imigração em massa, para evitar o desaparecimento de um dado povo. Nesse sentido também vão vários outros costumes, leis, posicionamentos, princípios, etc. Alguns lidando com temas mais concretos e materiais, outros lidando com temas mais abstratos, coletivos ou de longo prazo.

O que é fundamental é isso: a luta pela própria sobrevivência é basilar. E, por isso, os ordenamentos jurídicos devem garantir essa que é uma das prerrogativas existenciais mais básicas. Nenhum ordenamento pode impedir a possibilidade da luta pela existência, sob pena de cair na mais flagrante ilegitimidade.

Pois é essa a situação do governo britânico. Trata-se de um pseudo-Estado. Estruturado sobre um ordenamento jurídico que carece da mais básica legitimidade. Para não dizer pior, porque muitos outros indícios poderiam nos indicar que o Estado britânico é controlado por criaturas infra-humanas que parecem travar uma guerra não-declarada contra a própria população.

Isso já havia acontecido antes, com o menino Charlie Gard. Agora, novamente, o governo britânico decidiu pela morte de um bebê que ainda estava vivo, não estava em estado vegetativo, não havia sofrido morte cerebral, havia recebido ofertas de ajuda de outros hospitais, havia recebido oferta de transferência para tratamento experimental na Itália.

Para ocultar a sua vergonha, as autoridades britânicas erguem véus de mentiras, inventando todo tipo de argumentos para tentar evitar de ter que admitir um erro. Tudo já desmentido por outros médicos que visitaram Alfie Evans bem como por vídeos gravados por seus pais. O bebê abria os olhos e reconhecia os pais, ele se mexia, ele reagia a estímulos. Definitivamente não estava morto ou em estado vegetativo.

Poderíamos alegar uma preocupação exclusivamente econômica. O que já seria abominável. Mas até isso desaba diante do fato de que um hospital italiano havia oferecido enviar um avião e pagar por todos os custos necessários para transferir e cuidar do bebê.

O Judiciário britânico, do alto de uma arrogância típica dos juízes das burocracias pós-modernas, proibiu a transferência e ordenou a morte do bebê. A expectativa era de que ele morreria assim que fossem desligados os seus aparelhos. Isso não aconteceu, e o hospital (controlado por uma fundação público-privada) recorreu a manter o bebê sem alimentação ou qualquer suporte por horas, para ver se ele morria. Ainda assim, ele resistiu por 1 semana até que, como era infelizmente inevitável, veio a falecer.

Em se tratando de uma criança que, sim, possuía alguma condição degenerativa raríssima, mas em relação à qual havia esperanças de tratamentos experimentais, não há que se falar em aliviar seu sofrimento. Entenderíamos essa lógica em certos outros casos, mas neste está claro que isso não está em questão. O bebê não estava morto. Ele não era um vegetal. Era apenas um bebê doente, como tantos outros, mas que teve a infelicidade de se deparar com a arrogânica monolítica da pseudo-aristocracia judiciária de um governo que odeia seus cidadãos, e foi assassinado.

Como negar que vivemos em um mundo arruinado e que a civilização ocidental, principalmente, afunda no lamaçal da decadência?

Oremos pela justiça divina, enquanto arquitetamos a vingança humana contra todos os inimigos dos povos.

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