A democracia é uma forma velada de tirania!

Em um momento no qual as grandes potências, a grande mídia e as massas acéfalas e ruminantes do mundo consideram que qualquer país que não se encaixe em sua concepção de democracia deve ser acossado, sancionado e mesmo atacado chega o momento de impugnar a própria democracia.

Quem a erigiu como única forma de poder digna de reconhecimento? Considerando que 10 mil anos de história da civilização já nos apresentaram dezenas de sistemas, regimes e formas de governo quem possui a autoridade para, estando fora da história, determinar que apenas a democracia é digna?

A realidade é que a democracia é um fetiche defendido por dois tipos de pessoas: os iludidos e os que possuem algo a ganhar com essa defesa. Os primeiros acreditam realmente no poder do voto, no poder da representação política, na necessidade de partidos, em alternância de governo, etc. Eles acreditam, realmente, que quando um partido no poder é substituído por outro após eleições houve alguma mudança significativa.

Os segundos, porém, defendem a democracia porque a percebem exatamente como o que ela é. Uma maneira de disfarçar o fato de que, independentemente da circulação de partidos, o poder permanece nas mãos de uma mesma elite oligárquica mais ou menos invisível, que por meio do controle econômico e do controle midiático garante a perpetuação política de seus interesses.

Essa é a face real da democracia. Trata-se de uma forma de governo por meio da qual elites invisíveis que possuem o poder real permitem a circulação de governantes visíveis, os quais garantem a sua permanência em seus cargos tentando equilibrar os interesses dessas elites invisíveis e os desejos das massas desorganizadas e atomizadas.

Todo o resto não passa de detalhes que variam conforme o país. O fundamental, porém, é que essa democracia é uma corrupção ou perversão de formas tradicionais de governos populares. Por mais que pensadores liberais modernos tentem traçar um elo de ligação com a democracia grega, com a democracia germânica ou a democracia escandinava, formas antigas de governo coletivo tradicional, na democracia liberal moderna estão ausentes todos os mecanismos de controle que evitam que ela se torne uma máscara para a tirania das oligarquias e das massas acéfalas.

Que razão haveria, então, para aceitar que os governos ocidentais, seus intelectuais e suas ONGs tentem impôr essa democracia moderna como modelo universal de sistema político e forma de governo? Nenhuma.

Assim sendo, pouco nos interessa, por exemplo, que Israel seja a única democracia (?) do Oriente Médio, que tais ou quais países aliados de um ou outro sejam ou não democracias. Isso não significa absolutamente nada porque não há valor intrínseco nos sistemas políticos, nas formas de governo ou nos regimes. Não passam de cascas vazias. O que importa é seu conteúdo concreto, efetivo.

Portanto, dependendo das circunstâncias, uma ditadura, uma monarquia, uma teocracia ou qualquer outro tipo de governo podem acabar atendendo de uma melhor forma os anseios populares de uma determinada nação em um dado momento histórico.

Chega de nos curvarmos a esses conceitos políticos toscos e rasteiros.

Se um sentido autêntico de democracia puder ser resgatado isso será feito a partir das antíteses de tudo que o liberalismo político-filosófico defende.

Por um autêntico governo do Povo guiado por uma Vanguarda Nacional e Revolucionária!

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