Reforma? O campo precisa de Revolução!

O Brasil tem sido vítima de uma pequena casta de parasitas que controla os principais meios de produção, a mídia e a indústria cultural. Essa casta se apoia politicamente no sistema democrático da partidocracia, onde partidos extremamente similares se alternam no poder, visando realizar micro-reformas que ampliem a durabilidade do próprio Sistema.

O campo brasileiro, então, é um dos setores mais precários da sociedade brasileira em todos os sentidos. Elevadíssima concentração de terras, condições de trabalho precárias, pouco apoio do Estado ao trabalhador rural. Tudo isso, além de outros fatores, contribuem para manter o trabalhador rural em situação de insegurança ou mesmo despossessão e ainda contribui para a manutenção do Brasil como país dependente, voltado para a exportação de commodities primárias.

A ideia de reforma agrária, justa em si mesma, se firma em uma noção de “conciliação” por meio da qual o próprio sistema, criado e sustentado por essas oligarquias latifundiárias, realizaria uma lenta e leve redistribuição de terras, de modo a apaziguar as contradições do mundo rural brasileiro.

Após décadas de ações tímidas, porém, todos podem perceber que absolutamente nada mudou. A reforma agrária falhou. Os latifúndios seguem crescendo em tamanho. O número de proprietários de terras segue diminuindo. Famílias de trabalhadores rurais seguem em situação precária. O endividamento dos pequenos e médios agricultores segue levando à expropriação, destruindo famílias e aniquilando modos de vida tradicionais.

O Brasil segue incapaz de produzir o trigo de seu próprio pão, seguimos dependentes de um sistema fundiário voltado totalmente para a exportação de um minúsculo número de culturas.

Se a reforma falhou… Só resta a Revolução. Só com revolução desmontaremos as oligarquias de latifundiários que ainda controlam os destinos do país. Só com Revolução deixaremos de ter que importar comida. Só com Revolução todos que querem trabalhar terão acesso a terra.

Pátria, Pão e Justiça.

A era das possibilidades de diálogo e conciliação acabou.

Deixe uma resposta