O feminismo é burguês:

Não precisamos nem apelar para a vergonhosa obviedade de que enquanto crianças abastadas sujam as paredes de sua universidade serão mulheres proletárias que limparão essas porcarias. Só isso já seria o bastante para apontar que havendo luta de classes o feminismo está, em essência, categoricamente do lado da burguesia.

A questão é mais basilar. O feminismo nasce enquanto reação burguesa a um vício burguês. O vício da sociedade vitoriana ocidental oitocentista, que vê o homem (ocidental, burguês, etc.) como o tipo padrão de ser humano e a mulher como um homem defeituoso.

O feminismo, de modo geral, não rejeita essa noção. Ele não afirma a diferença essencial e absoluta entre os sexos, afirmando parâmetros e critérios próprios para avaliar a essência do feminino como plataforma de combate contra o Estado burguês.

Ao contrário, o feminismo aceita a posição burguesa vitoriana original de que o homem é o humano padrão e reivindica tudo aquilo que está associado a esse homem enquanto “direito” pautado em uma igualdade fictícia.

Mas homem e mulher não são iguais. Não são, nunca foram, nunca serão e nunca nem deveriam ser. Isso nem nunca deveria ser qualquer tipo de pauta, porque há diferenças incontornáveis entre os sexos e tão somente o iluminismo, fenômeno intelectual burguês, permitiu a possibilidade de pensar em termos feministas.

Tão somente uma mentalidade burguesa não acha ridículo comemorar a possibilidade de usar calças ou a reivindicação do direito de não usar sutiã, ou as outras mil infantilidades feministas que se pautam em um discurso de “se o homem pode, então a mulher tem que poder também”. Um discurso infantil e infantilizador que desumaniza a mulher ao retirar dela a sua própria dignidade enquanto ente SEPARADO do homem.

Tal como o ingresso em massa da mulher no mercado de trabalho foi uma vitória do capitalismo, esse fanatismo feminista de estar sempre dependendo do homem na tentativa de determinar o que a mulher é ou não é e o que ela deve ou não deve fazer é uma vitória do pensamento burguês e mantém a mulher na mesma situação de indigência espiritual e intelectual que ela tinha no período vitoriano.

Ela só não o percebe porque foi distraída com as mil “maravilhas” ilusórias do sistema capitalista a que ela agora tem direito.

Mas o feminismo está com os dias contados.

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