Um militar sem formação ideológica é um criminoso em potencial:

“Maldito o soldado que aponta sua arma contra o seu povo” (Simon Bolivar).

Todos sabemos que sociedades saudáveis possuem forças armadas altamente capazes e bem estruturadas. Indo ainda mais longe, poderíamos afirmar que a verdadeira divisão de poderes em uma sociedade não deve ser entre legislativo, executivo e judiciário, mas entre sábios, guerreiros (militares) e produtores (trabalhadores).

Sem um Exército de ponta, nenhum país pode sonhar em ser soberano: somente os reacionários, os vende-pátria, os burgueses e os liberais pensam o contrário.

Mas um militar tem muito poder de fogo concentrado em suas mãos. Possui, como dizia Thomas Sankara, o poder de “cuspir fogo e morte” e nem sempre é capaz de discernir quem lucra e quem perde com o que sai da ponta do seu fuzil.

E então chegamos a um impasse: se, por um lado, o eixo militar é – não há qualquer dúvida – indispensável para a independência da Pátria, por outro lado, se conduzido a base de interesses criminosos, o militar não poderá gerar outra coisa senão crime, genocídio e fratricídio. De onde podemos concluir: o soldado sem formação ideológica é um criminoso em potencial!

Sem a correta compreensão acerca dos reais inimigos dos povos – do seu e de todos os outros. Sem uma postura consequente sobre a estrutura geopolítica unipolar que governa o mundo. Sem um entendimento de que sua lealdade, enquanto soldado, é ao seu povo e a sua Pátria e não aos parasitas que a governam, o militar não passa de uma máquina de matar inocentes.


O fuzil do soldado deve infligir danos aos espoliadores de sua Pátria e somente a eles!

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