De pé entre as ruínas:

Alcoolismo, aborto, infanticídio, drogadicção de todos os tipos, suicídio, depressão, psicose, coprofagia, pedofilia, pornografia, miséria, tortura animal gravada por celular, trans-unicórnios, obesidade, estrogenização masculina, AIDS, câncer, serial killers, crianças procurando comida em montanhas de lixo, sexualização da infância, zoofilia, genocídios humanitários, uns poucos bilionários em meio a bilhões de descamisados, sodomia exaltada na TV aberta de manhã, no horário que era reservado para desenhos infantis, extinção de milhões de espécies, poluição sufocante, pessoas desmaiando no metrô indo para o trabalho e ficando de pé por causa da superlotação, homens que pensam ser mulheres, mulheres que pensam ser homens, idosos trancados em asilos, incesto, dissolução das fronteiras, substituição de religiões por uma mistura de superstições superficiais, desenraizamento, dissolução dos grupos étnicos e culturais, criminalização do questionamento de fatos históricos, democracia burguesa, prédios semelhantes a caixas de sapato de concreto e vidro por todo lado, ódio ao passado, sentimento de culpa irracional por fatos históricos de gerações passadas, seitas satânicas disfarçadas de escolas de filosofias, usura, tráfico de crianças para exploração sexual, filmes snuff, fraqueza física, mental e espiritual, feiura onipresente, putas, artistas, esportistas e empresários em cargos políticos ou exaltados como os maiores heróis de nossa era, pobres votando na direita, comunistas individualistas, reis burgueses, “espaços seguros” e “lugares de fala” em universidades, vitimismo sem fim, transgênicos, hikikomori, exaltação da desarmonia física e ódio a padrões tradicionais de beleza, apartamentos com menos de 10m2 exaltados por revistas como algo “in”, “cool” e “hype”. E continua.

Esse é o mundo em que eu e vocês vivemos. Essa é a época em que eu e vocês vivemos. Esse é nosso mundo. Existem pessoas que acreditam em progresso. Nós não. Nós olhamos ao redor e tudo que vemos nos aponta na direção contrária. O mundo tem sido conduzido para o precipício pelos políticos, intelectuais e artistas das últimas décadas (ou séculos).

O que todos esses e mil outros males tem em comum? Uma única coisa. De uma maneira ou outra todos eles derivam da exaltação, coroação e celebração do indivíduo como alfa e ômega, como base e objetivo, como a mais absoluta realidade existencial da humanidade. Mais do que nunca vivemos na era do indivíduo. Cada um considera a si mesmo como a coisa mais importante que existe ou poderia existir e que tudo deve estar submetido à satisfação dos próprios gostos, interesses e desejos.

O liberalismo é a teoria política que tem como centro este indivíduo. E essa teoria é que ocupa status hegemônico em nossa época. Assim sendo, este é o inimigo. O liberalismo (e seu centro, o indivíduo) e todos os males descritos acima estão ligados de forma insofismável.

Mas aqui no Brasil e em todos os cantos do mundo há aqueles que resistem. Há, ainda, homens de pé entre as ruínas. E nossa resistência não terminará até que tenhamos varrido toda a imundície liberal para o esgoto da história.

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