O Gênero está em tudo; tudo tem seus princípios Masculino e Feminino; o Gênero se manifesta em todos os planos.”
Kybalion
A vida é regida por leis, e as leis são o Todo manifestado.
Não há casualidade, mas sim causalidade.
Entender isto, é entender o começo, o princípio, sendo então essencial.
No campo psíquico não seria diferente, a mente também obedece às leis do Todo.
E é a psique coletiva que cria a cultura de um povo.
Freud argumentava que instinto humano é instinto sexual. Energia sexual. E é esta energia quem criou e moldou a sociedade; seja através de sua repressão ou liberação. A manifestação da energia sexual está em tudo; arte, religião, roupas, neuroses, guerras, etc.
A política evidentemente não foge disso, pois se trata apenas de mais uma manifestação das relações humanas.
Guerra e política são a mesma coisa em momentos diferentes, ou, como disse o general prussiano Carl Von Clausewitz: “a guerra é a continuação da política por outros meios.”
Sendo assim, retomando o princípio de Gênero: a energia instintual da guerra é masculina, é a expressão do gênero masculino manifestado em sua plenitude.
O homem sonha com a guerra, o homem resolve através da guerra, o homem só conhece a paz através da guerra.
Os deuses da guerra são representados quase em sua totalidade como homens, pois esta é sua condição natural.
Guerra é ação, é impulso, é ferir, é machucar, é fazer sangrar, é matar, é penetrar.
A espada penetra, machuca e mata, assim como o fuzil.
A guerra é o sonho de todo homem, pois é o momento de maior frenesi de sua vida, nada poderá se assemelhar.
Porém, a guerra é antes de tudo uma condição da psique do homem, está em sua alma, em seu instinto enquanto tal.
Sendo a paz o oposto, a dualidade feminina, a manifestação da condição da psique da mulher.
A guerra é ativa, penetrativa.
A paz é passiva, receptiva.
O homem que quer a paz sem guerra, que prefere não agir, mas esperar, que tem como objetivo o conforto ao invés do desconforto, tem em sua mente a energia instintual feminina. Pois o gênero é também mental.
Nesse sentido, um povo que não age, não toma iniciativa, que assiste tudo passivamente, e pior, que espera que alguém de fora de seu país resolva os seus problemas, é um povo maternalista.
Não importando se a maioria da população é composta por homens ou não. O modelo de sociedade, se é patriarcal ou matriarcal, pode ser observado apenas por essa questão.
Aqui no Brasil, há setores que torcem para que os EUA intervenham, que resolvam nossos problemas endêmicos de corrupção, que nos ajudem.
Portanto, a leitura é: o povo brasileiro espera passivamente que homens de fora, mais poderosos, entrem e tomem nosso país, assim, em troca, teremos o prazer de ver algumas pessoas presas, mesmo que para isso percamos nossas riquezas, nosso poder de decisão, nossa autonomia.
O povo brasileiro espera passivamente, como a megera amargurada que não mais espera pelo ímpeto masculino, mas escarra na sua imagem atraindo o abuso do forasteiro.
A revolução brasileira tem de ser primeiramente cultural, é necessário reformular certas perspectivas para a condução de uma sociedade de guerra, uma sociedade que age, que faz. Uma sociedade cuja única espera seja da próxima guerra.








