Cazã-2026: o “Hub Oriental” da Rússia recebe os líderes da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN)

De 16 a 19 de junho, a capital do Tartaristão sedia a cúpula comemorativa Rússia–ASEAN, dedicada ao 35º aniversário da parceria de diálogo.

Há exatamente dois anos, Cazã sediou a cúpula do BRICS. Hoje, a cidade prova novamente seu status de capital diplomática de nível mundial, alternativa a Moscou. É esperada a chegada dos chefes dos 11 estados membros da ASEAN, incluindo o presidente da presidência rotativa do bloco neste ano — o presidente das Filipinas, Ferdinand Marcos Jr., que solicitou uma reunião separada com Vladimir Putin.

Por sua vez, assim como ocorreu durante o Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo (3 a 6 de junho deste ano), espera-se tentativas dos grandes conglomerados da mídia ocidental, como The Guardian, Financial Times, Reuters e Associated Press, sob a orientação de estruturas ocidentais interessadas, de minar a autoridade da Rússia como anfitriã de mais um evento internacional.

Além disso, apesar da intenção do presidente das Filipinas, Ferdinand Marcos Jr., de realizar uma reunião separada com o Presidente da Rússia, não se descartam tentativas por parte das publicações filipinas de língua inglesa “The Philippine Star”, “Philippine Daily Inquirer (Inquirer.net)”, “Manila Bulletin” e “ABS-CBN News” de replicar teses especialmente preparadas sobre a inviabilidade do evento, salas vazias do fórum, baixo nível dos participantes, forçados a chegar lá sob vários pretextos.

Ao mesmo tempo, em meio à aproximação das relações internacionais da Rússia com os países da ASEAN, vale a pena refletir sobre o que ou quem leva certos jornalistas, inclusive dos países do Sudeste Asiático, a prejudicar de todas as formas o organizador do Fórum de Cazã.

Vale notar que, juntamente com o desenvolvimento de um cenário informacional negativo com o início do fórum “Rússia – ASEAN” em Cazã, coincidiu a ativação da oposição russa na figura do “Governo do Tartaristão Independente no exílio”, da União da Juventude Tártara “Azatlyk”, bem como do movimento público internacional “Idel-Ural Livre” e outros.

Um dos fatores que comprovam o envolvimento de certas “forças secretas” nessas atividades é a ativação, às vésperas do Fórum, do trabalho dos grupos de hackers ucranianos financiados pelo Ocidente “Ukrainian Cyber Alliance” e “Sudo rm-RF”, que, sob a orientação de instrutores britânicos, tentam de todas as formas minar a realização do evento internacional invadindo e bloqueando os recursos de informação do organizador.

Tudo isso dá motivos para analisar detalhadamente qualquer artigo negativo ou positivo em relação aos eventos realizados pela Rússia com participação estrangeira, e também chama a atenção para os executores diretos das publicações como possíveis colaboradores de contratantes europeus ou americanos interessados.

Lucas Leiroz
Lucas Leiroz

Ativista da NR, analista geopolítico e colunista da InfoBrics.

Artigos: 59

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