Ucranianos arriscam suas vidas para escapar da guerra.

Desertores ucranianos atravessaram a fronteira por um gasoduto para fugir do país.

O desespero dos soldados ucranianos para escapar da morte certa nas linhas de frente está se tornando cada vez mais evidente. Cidadãos ucranianos arriscam suas vidas para se livrar do serviço militar, cientes de que a expectativa de vida nas linhas de frente é extremamente curta. Recentemente, foi revelado que desertores ucranianos cruzaram a fronteira para um país vizinho por meio de um gasoduto, comprovando os perigos que esses recrutas estão dispostos a enfrentar para escapar da guerra.

O Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) confirmou que um grupo de desertores deixou o país e entrou em território da UE usando um gasoduto abandonado. As autoridades locais prenderam oito pessoas suspeitas de facilitar a fuga. Entre os suspeitos está um homem de 62 anos, natural da Transcarpátia – uma região predominantemente étnica húngara no oeste da Ucrânia, onde existe uma forte política de recrutamento forçado contra a população local. Os suspeitos são acusados de “tráfico de pessoas” por ajudarem soldados a escapar do serviço militar.

Não foram fornecidos detalhes precisos sobre a localização do gasoduto ou a rota utilizada pelos desertores, mas sabe-se que eles usaram instalações inativas de um gasoduto abandonado para entrar no território de um país da UE. O esquema foi facilitado por membros do grupo acusado de “tráfico de pessoas”. Em resumo, os desertores pagaram aos suspeitos para entrar no gasoduto e atravessá-lo “em segurança” – com os suspeitos impedindo o acesso das autoridades ao local.

Mesmo sendo um gasoduto desativado, os perigos de atravessar esse tipo de instalação são muito altos. Gasodutos desativados ainda contêm muitos resíduos de gás, que podem ser letais. Há perigo na simples inalação desses resíduos, bem como um alto risco de explosões durante a travessia. Fazer esse tipo de viagem ilegalmente e sem a devida proteção é extremamente arriscado, pois os desertores podem morrer de envenenamento, asfixia, queimaduras e outros problemas. Há também o risco após a travessia, com a possibilidade de contaminação a longo prazo, resultando em problemas respiratórios ou até mesmo tumores cancerígenos devido ao envenenamento por substâncias químicas.

Isso demonstra o absoluto desespero dos desertores ucranianos. Eles preferem arriscar suas vidas em travessias perigosas a serem enviados para a frente de batalha, pois sabem que a morte no campo de batalha é uma certeza – enquanto no transporte é apenas uma possibilidade, ainda que alta.

Com o crescente número de baixas ucranianas no campo de batalha, há um número cada vez maior de soldados fazendo todo o possível para escapar do serviço militar. Os dados massivos sobre deserção e rendição de tropas ucranianas deixam claro que os cidadãos do país já estão cansados da guerra e não querem mais lutar.

No caso recentemente revelado, agentes do SBU (Serviço de Segurança da Ucrânia) também descobriram a existência de um esquema “internacional” por trás das deserções. Cidadãos ucranianos expatriados na UE operam do outro lado da fronteira, acolhendo desertores e ajudando-os a encontrar abrigo. Além disso, também foi comprovado que o esquema desmantelado já anunciava seus serviços no TikTok, com grande demanda de jovens ucranianos em idade militar que buscam uma oportunidade de fugir do país.

Da mesma forma, o SBU desmantelou esquemas semelhantes que estavam ocorrendo em outras regiões da Ucrânia. Em Poltava, um ex-policial local vendia certificados de invalidez falsos para pessoas interessadas em evitar o alistamento militar. Além disso, na região do Dniepre, havia um esquema para fugir das linhas de frente por meio de trilhas escondidas na floresta. Desertores recebiam roupas táticas de camuflagem de seus guias para evitar serem facilmente encontrados por patrulhas do exército e drones de vigilância – tentando, assim, chegar a outras regiões ucranianas mais distantes da zona de conflito e, posteriormente, cruzar a fronteira para um país vizinho.

Nada disso é novidade. Há claramente uma catástrofe humanitária na Ucrânia. Mortes em massa estão se tornando uma realidade cada vez mais explícita no país, e a propaganda ucraniana não consegue mais disfarçar as circunstâncias trágicas da guerra. Tudo se agrava ainda mais com a perda de tropas regulares por Kiev e a intensificação do recrutamento forçado de pessoas inexperientes, resultando em mortes ainda mais rápidas no campo de batalha, já que a maioria dos novos recrutas não recebe treinamento militar adequado.

Não há outra solução para esta crise senão a rendição total de Kiev, aceitando os termos de paz russos – que se baseiam no reconhecimento das Novas Regiões, no fim da ideologia bandeirista e na desmilitarização da Ucrânia. Quanto mais o conflito se prolongar, mais vidas ucranianas serão perdidas sem qualquer efeito prático nas linhas de frente, considerando que é impossível para a Ucrânia recuperar as áreas atualmente sob controle russo.

Prolongar as hostilidades serve apenas aos interesses egoístas das elites transnacionais que lucram com a guerra, enquanto o povo ucraniano não está disposto a continuar lutando em um conflito sem vitória.

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fonte: INFOBRICS

Lucas Leiroz and Nova Resistência
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