A NR é a única organização quarto-teórica do país

O Prof. André Luiz rechaça inverdades levantadas por inimigos da NR, assim como refuta a leitura enviesada que tais inimigos fazem de pressupostos básicos da Quarta Teoria Política.

Um protótipo de movimento separatista, ligado a meia dúzia de três que já passaram pelos quadros da Nova Resistência, anda criando uma série de inverdades.

Uma delas, repetida sistematicamente, é de que entendemos ”mal” a Quarta Teoria Política e nos tornamos uma organização nacionalista nos termos contemporâneos, tal como essa ideologia é criticada por Dugin.

Trata-se de uma óbvia mentira, e que pode ser refutada com uma citação simples do nosso estatuto regimental, aprovado no I Congresso da NR, realizado em São Paulo:

“Art. 10º – A Nova Resistência não é e não deve ser confundida com uma organização:
a) comunista nem marxista;
b) fascista;
c) nacional-socialista no sentido nazi ou neo-nazi;
d) nacionalista em sentido clássico moderno;
[…]”

Pronto, está refutado.

Evidente que a meia dúzia de três nunca deve ter lido o estatuto da organização da qual fizeram parte e à qual prestaram juramento.

Se leram, não passam de mentirosos contumazes mesmo.

Em tese, a ”chateação” deles se deve ao uso do trabalhismo e da figura de Getúlio Vargas, que costuma provocar temores e tremores em alguns por causa dos erros cometidos na construção do Estado Nacional a partir dos anos 1930.

Mas sempre explicamos em textos, vídeos e palestras que considerávamos o trabalhismo em uma perspectiva quarto-teórica, a fim de superar os aspectos deletérios dessa corrente nacionalista brasileira.

Na Palestra que dei na I Congresso Regional da NR-RJ, foi dito:

“A partir da Quarta Teoria Política, podemos dizer mais propriamente que a verdadeira revolução de nosso tempo é fazê-lo nascer da terra não como um lugar vindo de baixo, mas oriundo do centro a que me referi anteriormente, o centro desse olhar de sujeito que um povo pode lançar sobre o mundo. A Terceira Teoria Política é mais próxima de nossa visão do que qualquer outra. Mas ainda assim, ela nasce na Modernidade e está afetada pelas limitações de horizonte vinculadas às possibilidades modernas. Para que a Terceira Teoria Política se livre dessas restrições, ela tem de dar um salto que a faça debelar as travas, cabrestos e antolhos do mundo ocidental. […] Precisamos de uma leitura quarto-teórica do Trabalhismo, que só pode ser realizada a partir das raízes que deram origem ao próprio movimento.”

Enfim, existe material suficiente sobre esse tema para que se possa levar a sério a tentativa canhestra de difamação realizada pela turminha.

Ainda mais quando sabemos que o tal ”líder” do grupelho sente bastante afeição pelo fascismo e por líderes fascistas, que se enquadram EXATAMENTE no tipo de nacionalismo criticado por Dugin.

Se essa é a ”justificativa” que dão para a inimizade, o motivo real do estranhamento é a dificuldade deles de se livrarem do verdadeiro pequeno nacionalismo em torno do qual escondem seu separatismo.

Não dá pra esperar muito de gente que se diverte com o conceito de ”Nova Roma”, usado por Darcy Ribeiro para se referir à Pátria Grande sul-americana, sem saber que Dugin fundamenta sua análise do Brasil justamente na herança imperial e obras de Darcy Ribeiro [e na Bossa Nova e letras de Chico Buarque, pra desespero de alguns].

Talvez eles se incomodem com a mobilização de conceitos acadêmicos e políticos que se refiram à construção de um Grande Espaço civilizacional no nosso subcontinente e que permitam vinculá-los a uma ”Neo-Antiguidade”; talvez prefiram acreditar que a unidade sul-americana seria melhor defendida pela crença em OVNIs sobrevoando o Pólo Sul. [Quem lê, entenda].

Por fim, o muxoxo deles de que os consideramos repugnantes só porque saíram da NR é tão hipócrita quanto o discurso de que todos deveríamos nos dar as mãos amigavelmente enquanto a própria turminha realiza uma série de provocações tentando chamar nossa atenção.

A nossa repugnância em relação a eles não é arbitrária: é porque eles não prestam. Porque são burros [particularmente, eu não gosto de gente burra], porque são traíras, porque rompem juramentos, porque atacam pelas costas, porque são um obstáculo à Quarta Teoria Política.
Estou feliz que essa meia dúzia de três tenha saído da NR. Que eles continuem a girar em torno do nosso sol verde é só uma consequência natural do que somos, tanto nós quanto eles. É assim mesmo que o cosmos funciona.

André Luiz dos Reis

Historiador, mestrando em História pela UFRJ, cristão ortodoxo e membro da NR-RJ.

 

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