A patética choradeira da imprensa brasileira perante o desempenho russo nas Olimpíadas

A patética choradeira de jornalistas brasileiros em relação ao excelente desempenho russo nas Olimpíadas é só mais uma demonstração de que nossa imprensa é pautada por interesses norte-americanos.

Matéria d’O GLOBO, assinada por Gabriel Morais, praticamente lamenta o excelente desempenho russo nas Olimpíadas.

O texto questiona se a punição imposta à Rússia foi efetiva. Apesar de não poderem usar o nome do país, a bandeira e o hino, todo mundo identifica o ”Comitê Olímpico Russo” com a Rússia. E os atletas vêm mantendo a posição recente no quadro de medalhas e o status como potência olímpica.

O governo de Putin comemora a performance dos atletas, envia congratulações oficiais aos medalhistas, e pensou até em instituir um feriado nacional no dia da vitória da Ginástica em equipes. [Os russos venceram por equipes tanto no masculino quanto no feminino, algo que não acontecia há décadas.]

A choradeira do jornalista é constrangedora. Ele dá voz a Richard McLaren, professor ianque que foi um dos primeiros a denunciar o esquema de doping na Rússia. Segundo ele, o doping no esporte russo é uma ”questão cultural’, um banimento temporário não surtiria efeito.

O racismo e a hipocrisia do ianque é abjeto. Relatório da WADA em 2018 mostrou que a Rússia era o sexto país com mais casos positivos em 2016 [ano dos Jogos do Rio, em que os russos tiveram de competir sob bandeira do COI], atrás da Itália, França, EUA, Austrália e Bélgica. O Brasil vinha logo atrás dos russos, empatado com o Irã. A África do Sul completava a lista dos dez mais.

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