Bolsonaro “Fascista”: O Triângulo Redondo dos Liberais Uspianos

Intelectuais da USP assinam artigo pra Folha de SP em que, grosso modo, defendem que:

-> Apesar de possuir um programa econômico ultraliberal, em direção contrária ao fascismo;

-> apesar de ser a favor de um Estado Mínimo, completamente dissonante do fascismo;

-> apesar de não possuir perspectiva orgânica/corporativa da vida social, e sim individualista e mecanicista, afastando-se da posição fascista;

-> apesar de ser subordinacionista na política externa, em sentido contrário ao “soberanismo” fascista…

Apesar de tudo isso, o bolsonarismo seria fascista sim. Mesmo se diferenciando em todos esses pontos do integralismo, experiência histórica brasileira que eles escolheram como referência para compararem com o bolsonarismo, já que admitem a dificuldade de conceituar o fascismo.

Segundo esses intelectuais da USP, o bolsonarismo é o “fascismo ultraliberal”. Não é liberalismo reacionário misturado com impulsos milicianos e autoritários.

É Fascismo. Só que ultraliberal. Ainda que não tenha existido nenhum fascismo ultraliberal.

Afinal, o bolsonarismo tem: apego por uma base e tradição cristã, apreço pelo militarismo, é autoritário, reconhece a família [cristã] como núcleo da sociedade, e prega revolução.

Logo é fascista. Só que ultraliberal, individualista, subordinacionista, e defensor do Estado Mínimo.

É tipo um triângulo redondo.

André Luiz

Historiador, mestrando em História pela UFRJ, cristão ortodoxo e membro da NR-RJ.
 

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