Cuba cancela parada gay

N. da R.: A “teoria” olavista de que os comunistas promovem a dilapidação da cultura e da moralidade não se sustenta quando nos damos conta de que quem exportou para o Brasil a decadência moral e o liberalismo nos costumes foi muito mais o Ocidente capitaneado pelos EUA do que a antiga URSS e a China. Aliás, não é possível fazer abstração entre liberalismo econômico e cultural, vide o comercial de fim de ano em que o Bradesco (cujo presidente cobrou celeridade na aprovação da calamitosa reforma da Previdência) incluiu um par gay.

O governo cubano anunciou o cancelamento da edição deste ano da parada gay “Conga contra a Homofobia”.

O Centro de Educação Sexual, órgão estatal dirigido por Mariela Castro, filha do Primeiro Secretário do Partido Comunista Raúl Castro, comunicou em uma publicação no Facebook que a “Conga contra a Homofobia”, programada para uma data não especificada deste mês, fora cancelada por ordem do Ministério da Saúde.

O comunicado atribui o cancelamento a “novas tensões no cenário internacional e regional que afetam direta e indiretamente nosso país e têm impactos tangíveis e intangíveis no desenvolvimento de nosso cotidiano e na implementação das políticas do Estado cubano”.

As tensões com os Estados Unidos são altas em relação à situação na Venezuela, onde o governo Trump quer derrubar o governo do presidente Nicolás Maduro, apoiado por Cuba. E a economia de Cuba é atingida pela escassez de bens básicos atribuída em grande parte à queda do petróleo subsidiado da Venezuela.

O governo havia proposto a legalização do casamento gay em uma reforma constitucional que foi aprovada em um referendo em fevereiro, mas o item foi removido após a resistência generalizada de um grande número de cubanos, incluindo evangélicos.
Alida Leon, presidente da Liga Evangélica de Cuba, disse que sua igreja e outras pediram em anos passados permissão para realizar paradas em favor dos papéis de gênero tradicionais concomitantemente à parada pelos direitos dos homossexuais. Ela disse que os pedidos foram rejeitados, então os evangélicos não pediram permissão novamente neste ano.

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