Nova Resistência participa de Conferência Anti-Imperialista em Lugansk

A Nova Resistência representou o Brasil em uma importante conferência anti-imperialista que ocorreu na República de Lugansk, em Donbass, zona de guerra, com a presença do Ministro de Relações Exteriores (Chanceler) da República de Lugansk, o Sr. Vlad Danego, Oleg Akimov Constantinovich (importante liderança sindical) e de Anna Coroka, representante de Lugansk nas iniciativas junto ao tribunal internacional.

O evento, no dia 02 de maio de 2019, contou com a participação de ativistas e grupos comunistas e esquerdistas, como o Antiimperialistische Aktion, representado por Tobias Nase (que organizou a viagem de ativistas de diferentes países ao evento) e também de conservadores, como Gunnar Lindemann, da direita patriótica anti-globalista. Participaram ainda figuras importantes como George Eliason, jornalista dissidente americano (que já contribuiu com as mídias Global Research, RT, the Saker – entre outras), Francis Hughes, Janus Putkonen e Patrick Poppel.

Entre alguns consensos que puderam ser notados na Conferência, apesar de sua heterogeneidade, estão:

* a necessidade de alianças e parcerias internacionais no combate à subversão e desestabilização dos EUA – fórmulas similares de intervenção não-direta por meio de “primaveras”, “revoluções coloridas” e financiamento de grupos armados da região são utilizadas na Síria, Donbass e também na Venezuela.

* a importância da distinção entre um tipo de patriotismo popular – que afirma identidades e culturas e resiste contra o globalismo – e um tipo de nacionalismo chauvinista – que nega qualquer multipolaridade e, afinal, acaba servindo ao globalismo

* o papel essencial que a guerra de informações desempenha hoje na guerra global contemporânea – como maneira de furar bloqueios de informação.

Os povos eslavos do leste europeu possuem fortíssimas razões históricas e memória para se oporem ao nazi-fascismo, que notoriamente escravizou e massacrou suas populações. Mas mais ainda que uma conferência meramente anti-fascista, o evento se caracterizou por atingir um consenso anti-imperialista e anti-globalista.

Por um nacionalismo inter-nacionalista!

Por um patriotismo popular!

Por um mundo multipolar!

Liberdade! Justiça! Revolução!

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