Pedágio é roubo! As estradas pertencem ao povo!

O novo governo do Rio de Janeiro decidiu que vai entregar ainda mais rodovias à iniciativa privada, para que instalem pedágios, como se já não houvesse pedágios suficientes.

A argumentação é sempre a mesma: de que o governo não tem dinheiro para investir e para cuidar das rodovias brasileiras. É o argumento de sempre utilizado para todos âmbitos públicos: Saúde, Educação, Transportes, etc.

Uma análise detalhada, porém, dirá que isso não é verdade. Como dizia o Dr. Enéas Carneiro, não falta dinheiro ao governo brasileiro. Os trilhões que pagamos anualmente em impostos mais do que bastam para dar conta de tudo de que precisamos, quanto mais da manutenção das rodovias públicas.

O problema é a escravidão da dívida e a insistência dos governantes brasileiros (especialmente estaduais) em quebrar o Estado concedendo isenções bilionários para praticamente todas as grandes empresas que operam em nosso país.

Witzel mal começou a governar e já está concedendo isenções fiscais, ao mesmo tempo que fala sobre a necessidade de concessões e privatizações por falta de dinheiro. É pura dissonância cognitiva, claro duplipensar neoliberal.

Nisso, novamente sai prejudicado o motorista brasileiro. Os pedágios se multiplicam, nem sempre as rodovias melhoram, e o trabalhador brasileiro tem ainda mais reduzida a sua capacidade de locomoção. Esse foi, inclusive, um dos motivos que levou à irrupção dos protestos dos Coletes Amarelos na França, que ainda estão destruindo pedágios por toda a França.

As estradas pertencem ao povo. As privatizações e concessões a uma miríade de corporações privadas está tornando a circulação interna em nosso país mais difícil e custosa do que a circulação entre feudos na Europa Medieval.

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