Escola Sem Partido é uma ferramenta para garantir a hegemonia liberal

Vamos direto ao ponto: o Projeto “Escola sem Partido” (que não é só um projeto de lei, mas também um movimento) é apenas um fachada para a doutrinação liberal, atlantista, sionista e americanista nas escolas e instituições de ensino superior – e é preciso ser muito ingênuo para acreditar que seja algo diferente.

A deputada eleita, professora Ana Caroline Campagnolo, por exemplo (garota-propaganda do Projeto, “musa olavete” e, nas horas vagas, ao que parece, divulgadora de “nudes”, conforme os relatos de MUITOS conhecidos nossos que “por ali” já “passaram”), é uma notória discípula de Olavo de Carvalho – e dá aula vestindo camiseta do Bolsonaro. Chega a ser uma piada afirmar que ela não defenda a doutrinação em sala de aula.

Mais do que isso: o projeto “Escola Sem Partido” nasce da ONG “Escola Sem Partido”, fundada em 2004 pelo advogado Miguel Nagib, membro notório da seita olavista (dos seguidores do citado guru ocultista Olavo de Carvalho).

Com a eleição de Bolsonaro, essa estranha seita, reminiscente da infame seita de Jim Jones, comandada por esse senhor que mora nos EUA, ao lado de Washington D. C., chegou juntamente com ele ao poder – tanto é assim que Olavo de Carvalho, dos EUA, indica nomeações (que são seguidas cegamente por Bolsonaro): nomeia até mesmo o Chanceler, o líder da diplomacia brasileira, um dos cargos mais importantes do Estado. A nomeação, por exemplo, do jovem diplomata Ernesto Araújo (um quadro do médio escalão, que só chegou a Ministro de Primeira Classe este ano e nunca sequer serviu como Embaixador no exterior) só pode ser explicada pelo fato de que Ernesto Araujo é membro da seita olavete.

Ora, o próprio Olavo foi convidado por Bolsonaro para ser Ministro da Educação e Cultura e recusou, pois está, segundo ele mesmo, interessado em ser Embaixador do Brasil nos EUA, mesmo não tendo experiência nem qualificações para um cargo de natureza tão complexa.

Isso tudo mostra que as ambições da seita olavética vão muito além de tentar aparelhar o sistema educacional brasileiro. Mas isso é assunto a ser denunciado em outras ocasiões.

Sobre o Projeto de Lei “Escola sem Partido”, é preciso dizer que, mesmo juridicamente, trata-se de projeto demasiado frágil. Senão vejamos:

Além de ser uma afronta ao direito fundamental à liberdade de cátedra garantido pela Constituição Federal de 1988, em seu art. 5º, inciso IX, constitui violação frontal ao livre desenvolvimento do processo de ensino-aprendizado no marco de um Estado de Direito que se pretenda democrático, onde, por óbvio, a liberdade de expressão, do exercício do pensamento crítico-reflexivo e dos direitos inerentes à cidadania previsto no art. 1º, inciso II, e em vários outros dispositivos esparsos da Magna Carta, está acima de quaisquer interesses político-partidários.

Ora, o pluralismo de idéias e concepções no ensino já é assegurado pela LDB, a “Lei de Diretrizes e Bases da educação nacional” (Lei 9.394, de 1996, em seu Artigo 3º).
O irônico é que o Escola sem Partido se assemelha ao que havia de pior e mais vergonhoso e baixo na Revolução Cultural comunista na China de Mao Tse Tung. Pode-se dizer que se trata mesmo de uma Revolução Cultural liberal, com a diferença que, na China maoísta, pelo menos havia uma oposição disciplinada da juventude contra o que eles viam como parte de uma “velha ordem” a ser superada. Obviamente, era uma movimentação repleta de equívocos e pressupostos problemáticos que só poderia resultar em diversos barbarismos mesmo.

Já no caso do Escola Sem Partido, pelo que se pode constatar por meio de vários vídeos e relatos, tudo não passa de um típico comportamento de macacos que agora querem legitimação governamental para minar, solapar e destruir toda a autoridade (já quase destruída) da classe dos professores. É um passo do Quarto Estado rumo ao Quinto Estado, diríamos. Conforme se pode ver até em vídeos já divulgados, o Escola sem Partido será a alegria dos repetentes. Você tem 30 anos de idade e ainda está no segundo grau? Não é por você ser burro, não é por você ser desleixado, nem irresponsável, é culpa dos professores, que são todos comunistas! (?)

Uma das principais reivindicações dos conservadores (e nisso eles têm razão) é precisamente resgatar a Autoridade dos professores em sala de aula. O “Escola Sem Partido” destroi essa autoridade e transforma cada criança e cada adolescente, cada aluno num pequeno fiscal, armado com seu smartphone e pronto para “denunciar” qualquer coisa que contrarie um novo consenso liberal-conservador sionista e americanófilo que está sendo construído. É claro que a coisa toda pode sair pela culatra: ensinar sobre qualquer coisa referente à África e História da África (incluindo religiões africanas) poderá ser interpretado como “doutrinação” e denunciado por alunos enragé e pais estressadinhos pentecostais. Só que, da mesma, uma aula sobre o nazismo alemão poderá ser igualmente denunciada por qualquer um a qualquer pretexto (e isso já vem ocorrendo) e o mesmo vale para qualquer assunto “polêmico”, inclusive o papel dos jesuítas e bandeirantes na História do Brasil ou o Estado Novo de Vargas. Aulas de biologia nas quais se fale sobre diferenças biológicas básicas entre homens e mulheres serão denunciadas como “doutrinação heternormativa” por jovens pós-modernos. Qualquer aula que fale sobre gênero (um coneito nornal nas ciências sociais – não se confunde com a “ideologia de gênero”) será, por sua vez, denunciada por bolsonaristas e olavete como “doutrinação”.

Em suma, está instaurado o caos nas escolas e universidades – o ambiente de trabalho de professores se tornará mais estressante do que já é e as agressões e ataques inclusive físicos a professores por parte de alunos “empoderados” pelo Escola Sem Partido irão aumentar – e as professoras mulheres serão certamente os principais alvos.

Longe de representar uma plataforma conservadora (que se alinha com valores e anseios populares), os projetos do governo de Bolsonaro amplificam a americanização do Brasil e diminuem ou minam por completo a autoridade tradicional do professor e das famílias – como iremos continuar denunciando.

Trata-se de um clássico projeto subversivo liberal de deslegitimar todas as formas de Autoridade Tradicional. Do Estado ao Professor. E do Professor ao Pai. Nada disso era imprevisível. Toda essa ideologia de dissolução das autoridades já estava contida no pensamento de Kant, um dos pais do liberalismo filosófico.

O propósito é garantir a hegemonia do pensamento liberal nas escolas, aproveitando-se do fato de que após o fim da Guerra Fria, o Ocidente entrou em sua fase pós-liberal, com o liberalismo se desideologizando e vendendo a si mesmo não como ideologia, mas como tão somente o “bom senso”, o “consenso acadêmico”, a partir de um discurso que se pretende técnico, mas que é tão ideológico quanto qualquer narrativa comunista.

Neste sentido, a NR se opõe radicalmente a essa anomalia jurídica e política que, na prática, só servirá para promover a ideologização do sistema educacional, abrindo um perigoso precedente para a justificação da censura, e, consequentemente, para a precarização do debate travado no âmbito do espaço público, tanto por discentes como por docentes. O mito da neutralidade ideológica sobre o qual se escora tal medida legitimará a discriminação, a marginalização e até mesmo a exclusão de posicionamentos contrários ao esquema de poder hegemônico da agenda liberal do MBL, dos institutos liberais globalistas que giram em torno de figuras sinistras como Paulo Guedes e, finalmente, da seita olavete.

Fontes:
Escola Sem Partido – Quem somos
Deputada defensora do Escola sem Partido posa com camisa de Bolsonaro em sala de aula
OLAVO DE CARVALHO: EMBAIXADOR NOS ESTADOS UNIDOS? GOVERNO BOLSONARO?
Novo chanceler, Ernesto Araújo foi indicado por Olavo de Carvalho
LEI Nº 9.394, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1996.

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