Porte de armas não é política de segurança pública, é marca do homem livre

Bonobos da direita liberal-conservadora, tal como o Grão-Bonobo Jair Bolsonaro, defendem como “política de segurança pública” a liberação do porte de armas. Chega a ser meio constrangedor ter que se debruçar sobre esse tema, porque a imbecilidade dessa proposição é acachapante.

É como se o Bolsonaro fosse uma criança de 6 anos, que só pudesse entender ou expressar opiniões sobre as grandes questões do Estado pela redução de tudo à palavras e frases curtas. Saúde? “Melhorar saúde”. Educação? “Melhorar educação”. Segurança? “Dar armas”.

A expectativa, absolutamente insana, mais surrealista que um quadro de Dalí, é que a população brasileira, armada com armas de fogo leves e de baixo calibre (provavelmente com as porcarias da Taurus), faça o combate ao crime organizado?

Não é que um povo armado não possa organizar milícias de autodefesa, patrulhe as próprias ruas, etc. Há até casos de combate ao crime organizado por milícias populares, como em várias províncias do México. Mas um candidato à presidência insinuar isso é ridiculamente absurdo. É querer levar o brasileiro ao abate.

Não é que não se deva ampliar as possibilidades de porte de armas. Mas se ESSA for a ÚNICA medida de segurança pública e ponto final, então haverá um banho de sangue. O povo brasileiro será trucidado com suas pistolinhas (meia-boca) na mão por bandidos armados com fuzis e submetralhadoras importados.

Combater o crime organizado é, fundamentalmente, um papel do Estado. E o povo organizado horizontalmente, de baixo para cima, só assume de livre e espontânea vontade essa função em momentos de desespero. E não com pistolinhas e revolverzinhos de péssima qualidade.

Para piorar, ao querer centrar o debate da segurança pública no porte de armas, e o debate do porte de armas na segurança pública, o Grão-Bonobo abre as portas para toda uma horda de pseudo-intelectuais burgueses com suas “pesquisas da Harvard” (absolutamente “neutras”, claro), afirmandi isso ou aquilo sobre correlação entre criminalidade e porte de armas.

Só que isso é irrelevante.

O homem deve ter armas porque possuir e portar armas é a marca do homem livre, desde a Antiguidade. Por mais que os séculos tenham mudado, não mudou o fato de que o porte de armas é a única garantia concreta e material de proteção da própria vida.

Sem o porte de armas, o “direito à vida” é letra morta na Constituição. Não passa de palavra vazia. Quando o regime tirânico (decadência natural e inevitável de toda democracia) priva o cidadão de suas armas ou da possibilidade de tê-las, ele está, portanto, invalidando o direito à vida.

Isso é irrefutável, indiscutível, inegável. Não interessa se a posse/porte de armas aumenta ou diminui os índices de homicídio. Poderia decuplicar. Isso é debate utilitarista. Totalmente irrelevante.

Posse/porte de arma nada tem a ver com “política de segurança pública”. É de forma simples e fundamental, meio de garantia de direito constitucional e marca do homem livre.

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