O brasileiro está cansado da JURISTOCRACIA

Por mais que possamos discordar do modo iluminista de organização do Estado, baseado na noção de divisão em três poderes, cada um exercendo uma parte do poder soberano, devemos afirmar que, no mínimo, essa forma de organização das instituições é razoavelmente ordeira e permite compreender com clareza o funcionamento do Estado, evidenciando também possíveis violações das prerrogativas de cada poder.

A deslegitimação da política partidária, porém, que por sua vez é inevitável nas democracias liberais e deriva da subordinação da função política à função econômica e da degradação da política em mero falatório burguês, tem permitido a ascensão dos manejadores daquela parcela do Estado que está mais distante dessa política partidária: o Judiciário.

Crente na própria superioridade intelectual e moral, o Judiciário brasileiro é controlado por um pequeno punhado de famílias que se perpetuam, geração após geração, nas cadeiras de desembargadores, juízes, procuradores e defensores. Trata-se, fundamentalmente, de uma oligarquia. Com suas estreitas relações mútuas, essas famílias conseguem construir “atalhos” para que as suas gerações mais novas possam galgar os mais elevados cargos jurídicos brasileiros.

O descrédito cada vez maior do Executivo e do Legislativo levou o Judiciário aos mais desvairados delírios de grandeza. Qualquer jurista sabe que, desde o curso universitário de Direito, é inculcado na cabeça dos estudantes que o Judiciário é “puro”, “esclarecido”, “educado” e que ele possui uma função de “guiar” o povo brasileiro. Essa é a propaganda difundida em universidades pelos militantes do “ativismo judiciário”.

E para onde os “sábios iluminados” do Judiciário, que conquistaram seus doutorados na Sorbonne, em Coimbra ou Harvard, querem guiar o pobre e “ignorante” povo brasileiro? Ao que tudo indica, para níveis cada vez mais intensos de liberalismo.

O Judiciário é um dos baluartes das elites liberais globalistas. Eles querem transformar o Brasil em uma Suécia. Em um “paraíso” do moralismo burguês progressista. A sua ascensão significa mais um passo na decadência da democracia liberal brasileira com sua substituição por uma juristocracia liberal, em que juízes se sentem livres para legislar abertamente, e principalmente CONTRA os interesses e crenças do povo.

O povo brasileiro é, por exemplo, contrário ao aborto, ao casamento gay, favorável ao porte de armas, contrário às privatizações, favorável à intervenção estatal na economia. Não importando o tema, porém, a juristocracia tem dado aval total e absoluto a TUDO que vá contra as convicções do povo brasileiro.

O Judiciário é parte de uma elite que teme e odeia o povo. Ele é a ferramenta de um neocolonialismo globalista que pensa que a maior maravilha do mundo é se espelhar em tudo que países como Holanda e Suécia fizeram de errado.

O povo está cansado dessa juristocracia. O povo quer o retorno da verdadeira política. Uma política que não tenha medo de designar esses e outros membros da elite como inimigos públicos.

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