A proliferação de armas nucleares nos conduzirá a uma paz atômica

Causou alvoroço internacional a recente notícia de que o arsenal nuclear russo dispunha de novos mísseis, alguns com capacidades até então inéditas, e que estas novas armas já estavam em fase de testes.

Enquanto os americanos se remoíam, encolhidos de ressentimento, a parte menos realista da comunidade internacional se rasgava, clamando pelo respeito aos “acordos de não-proliferação” e ao ideal da desnuclearização.

A realidade, porém, é outra. A posse de armas nucleares coloca qualquer país no rol dos países que não podem simplesmente ser invadido ou atacados. Nesse sentido, ele é uma garantia concreta de soberania.

Nenhum país em sã consciência abriria mão de suas armas nucleares, porque isso equivaleria a abrir mão de sua soberania. O fato da África do Sul ter aberto mão de seu programa nuclear e de suas bombas atômicas na transição do Apartheid para a sua estrutura política atual, só demonstra a veracidade desta tese: trata-se de um país que não é realmente livre. Soberania é liberdade, e se a bomba atômica é a maior garantidora de soberania, então ela é realmente o maior símbolo da liberdade em nossa era. Não há, também, maior meio de garantir da paz que a bomba atômica.

A questão nuclear divide os países em duas categorias, e os que não possuem armas nucleares a qualquer momento podem ser devastados por uma decisão tomada entre políticos, banqueiros e empresários, como aconteceu com a Líbia. Assim, militar pela desnuclearização dos países não é demonstração de pacifismo. Considerando que os EUA nunca se desarmarão, o discurso antinuclear não passa de uma propaganda de guerra para tentar desmoralizar e desarmar os povos do mundo.

Portanto, a garantia da paz está na direção oposta. A proliferação geral de armas nucleares possibilitará aos povos resistir a qualquer tipo de pressão ou intervenção. Se a Líbia tivesse armas nucleares, Gaddafi estaria vivo e a Líbia estaria em paz. Se o Iraque ba’athista tivesse armas nucleares, Saddam Hussein estaria vivo e o ISIS nunca teria surgido. Se o Brasil quer ser um país livre, soberano e permanecer intocado pelas guerras estrangeiras, além dos passos necessários a serem tomados na política, na economia e na cultura, precisaremos também das armas nucleares.

DEFENDER A BOMBA ATÔMICA É DEFENDER A SOBERANIA E A LIBERDADE DA PÁTRIA E DO POVO!

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