Viva a civilização Latino-Americana!

Existe uma América profunda, mística, espiritual, que vai do pampa riograndense, argentino e uruguaio à Amazônia do Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador e Venezuela, e cuja grandeza o mundo ainda não viu em sua plenitude.

Forjada a partir da matéria-prima dos povos autóctones pré-colombianos, somado ao substrato fornecido pelos conquistadores ibéricos e às formidáveis contribuições dos mais diversos povos do mundo, a civilização que existe em nosso continente – a Latinoamérica – é um gigantesco manancial de riquezas materiais, naturais, culturais e espirituais.

No entanto, embora as nações latino-americanas tenham, em algum momento de suas histórias, conquistado suas independências políticas frente aos poderes coloniais, fundando seus próprios Estados-Nação, a verdade é que a independência total segue sendo um sonho nebuloso, na medida em que todos os processos de descolonização política foram seguidos por processos ainda mais radicais de colonização econômica (neocolonialismo) e, mais tarde, de colonização mental (Terceiro Colonialismo), ampliando nossa servidão e dependência.

O resultado são anos e mais anos de saque de nossas riquezas e de destruição de nosso monumental patrimônio espiritual. Muitos, como Juan Perón, Velasco Alvarado, Getúlio Vargas, Hugo Chávez, dentre outros, tentaram romper com essa lógica, mas foram sequencialmente derrubados pela própria tentativa de tentar negociar com o capitalismo, com a classe parasita sem-pátria que eles, ingenuamente, enxergaram como aliados possíveis: ledo engano.

Sendo a soberania política dos Estados-Nação claramente insuficiente, o fato é que a verdadeira e completa libertação de uma Pátria latino-americana não pode prescindir da libertação das outras. Desta forma, a realização histórico-civilizacional do Brasil deve ser um ponto de luz, eficiente para guiar nossos irmãos latino-americanos em seus próprios percursos históricos – diversos em meios, mas convergentes em um fim: a libertação de nosso continente e a plena realização de nossas potencialidades históricas.

A obra de Simón Bolivar, o Libertador, ainda precisa ser concluída.

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