[Ucrânia] Expectativa de troca de presos até o fim do ano:

O processo de troca prisioneiros de guerra – militares ou ligados às milícias populares – entre o governo ucraniano e as Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk, aparentemente, tem sentido alguns avanços nas últimas semanas.

De acordo com a agência de notícias RIA Novosti, a chefe do Grupo de Trabalho para a Troca de Prisioneiros de Guerra, Olga Kobtseva, confirmou a intenção de que o intercâmbio seja realizado em algum momento até os feriados de Ano Novo e Natal (na Ucrânia, como na Rússia, o Natal é comemorado em janeiro).

Algumas mídias ucranianas chegaram a apontar o próximo dia 09 de dezembro (amanhã) como a data da troca, mas a informação foi desmentida.

“No que diz respeito à libertação de pessoas detidas, ao menos na pessoa de Medvedchuk [representante especial da Ucrânia para assuntos humanitários do Grupo de Contato Trilateral sobre a Ucrânia], houve uma declaração de que a troca ocorrerá antes do Ano Novo. Claro, não será em 09 de dezembro, como a mídia ucraniana declarou esta manhã”, disse Kobtseva.

De acordo com Kobtseva, o lado ucraniano precisa de tempo para lidar com questões processuais antes da efetivação das trocas. 

Caso Lusvarghi:

Em mensagem endereçada à Nova Resistência no dia de ontem, Olga Kobtseva não só confirmou o nome do ex-combatente Rafael Lusvarghi nas listas (conforme já havíamos noticiado aqui), como afirmou que sua liberação deva ocorrer até o final do ano, consistentemente às negociações já em andamento entre as partes.

O processo de troca de prisioneiros é altamente relevante para a resolução/desfecho do conflito no leste-ucraniano e para a pacificação da região. 

Convém lembrar que a Ucrânia é signatária dos Acordos de Minsk, que, em seu item 7, prevê a não-criminalização e a não-punição (ou seja, uma anistia completa e generalizada) de pessoas envolvidas nos eventos nos oblasts de Donetsk e Lugansk, como é o caso do ex-combatente brasileiro Rafael Lusvarghi, preso há pouco mais de um ano sob circunstâncias obscuras.

Ressaltamos também que, embora imprescindível, os processos de troca de presos são inerentemente complexos, sendo politicamente impossível garantir quaisquer resoluções, em médio e em curto prazo, de forma absoluta.  

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