Bandido não é oprimido e violência não se combate com flores:

Não existe qualquer forma de análise sociológica ou econômica por meio da qual seja possível categorizar a figura do criminoso, violento ou organizado, como “trabalhador”. Não obstante, é assim que uma grande parcela da esquerda trata sua figura. Como se tratasse de um mero “trabalhador caído”.

Ao contrário, é unânime que essa figura está fora da classe trabalhadora, como um outro tipo de parasita, uma forma extremamente prejudicial de lumpemproletariado. Tal como há os “parasitas de cima”, que são as elites apátridas, há os “parasitas de baixo”, que são o crime organizado e outros criminosos do mesmo calibre.

Não obstante, existe na esquerda uma tendência a deslocar um certo “instinto maternal” na direção de praticamente qualquer figura que possa ser vista como “marginalizada” e socialmente “limítrofe”, como apontado por Ted Kaczynski em A Sociedade Industrial e Seu Futuro.

Isso é feito a partir de uma postura puramente irracional, instintiva, que tenta se justificar com um apelo pseudo-racional à intrínseca injustiça da sociedade e da “Justiça” burguesas. Como na sociedade burguesa a estrutura está organizada de modo a garantir o máximo acúmulo de capital por uma minúscula minoria, excluindo uma ampla multidão, parte da qual passa a se dedicar à criminalidade, seria “errado” ou “injusto” punir rigorosamente uma camada populacional que, em outras circunstâncias sócio-econômicas, talvez não fosse criminosa.

Falta a quem pensa assim aquela clássica gravidade da virtude do mando que compreende as duras necessidades que a preservação do bem-estar social demanda. Sentimos ter que dizer isso, mas esses tipos criminosos devem ser combatidos a ferro e fogo e é isso que demanda o trabalhador brasileiro.

Sim, as causas econômicas e sociais da criminalidade devem ser analisadas e é primordial reduzir a miséria e a exploração econômica. A longo prazo, somadas a outras medidas, estas já garantirão uma redução gradual da criminalidade. Sim, é necessário cuidar dos grandes fazendeiros da coca, estes que, entre suas fileiras, contam até mesmo senadores. Sim, nós sabemos, é necessário enfileirá-los perante um paredão ou sobre um cadafalso. Tudo bem. Não precisa nos “avisar” isso.

Mas o pobre morre agora. Hoje. O cidadão sangra nas ruas nesse exato momento. O trabalhador brasileiro não quer esperar até daqui a 100 anos para ver uma redução em x% da criminalidade violenta. Ele quer, no mínimo, a sensação de que o Estado está tentando fazer algo por ele, ou pelo menos sentir a sensação de que “aqui se faz aqui se paga”, uma sensação que é fundamental para a preservação do tecido social.

A incompreensão disso, por parte da esquerda, aumenta a cada dia a popularidade de figuras bizarras e deletérias como a do títere sionista Bolsonaro. Neste sentido, o dramalhão que essa esquerda liberal faz quando inimigos do povo são abatidos em guerra (e estamos em guerra), não só é uma defesa do extermínio do trabalhador (e ele sente isso), como é burrice estratégica do ponto de vista político.

O brasileiro médio tem hoje, como uma das suas prioridades (talvez seja até a prioridade para a maioria), o problema da segurança pública ligado ao crime organizado. Esse problema nasce no seio do regime militar, ligado ao jogo do bicho e às favelizações e todo o combate ao crime organizado, até hoje, não passou de fachada. Porque o próprio poder político brasileiro está por trás do crime organizado.

Como já comentamos antes, o Brasil arrisca se tornar um Narco-Estado. Nesse sentido, realmente não dá para confiar que os governos burgueses darão fim a esse problema. Eles não querem aplicar a violência necessária (ainda mais contra parte de sua renda). Violência não pega bem nos noticiários da Rede Globo.

Mas se não dá para confiar nos governos burgueses e a possibilidade de armar cidadãos em milícias de autodefesa ainda é distante, então que não se caia no ridículo e no absurdo de lamentar a morte de inimigos da classe trabalhadora.

A violência da Revolução vindoura deverá varrer os parasitas de cima, os parasitas de baixo e toda essa esquerda liberal “cornista” que adoraria pegar um traficante no colo.

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