O Curdistão é um braço do imperialismo:

O ISIS e os outros grupos terroristas, que atuam na Síria e no Iraque, já estão praticamente derrotados. A sua destruição é inevitável, graças ao Exército Árabe Sírio, com o apoio do Hezbollah, do Irã, da Rússia e do Exército Iraquiano. Como consequência, as potências ocidentais fornecem cada vez menos armas e dinheiro para esses grupos, já que não vale a pena apostar em quem vai perder o jogo.

Mas a derrota inevitável dos terroristas wahhabis não é o único motivo para que o Ocidente esteja dando as costas a estes grupos. O Ocidente não está se “rendendo”. Para cada plano imperialista há vários outros planos secundários, terciários e quaternários aos quais eles podem apelar em caso de derrota. E é disso que se trata.

O pivô geopolítico dos EUA, de Israel e seus aliados, que vinha sendo preparado há alguns anos, é o Curdistão, com as suas milícias curdas.

O Curdistão e suas milícias são objeto de uma exaltação masturbatória infinita, fanática, histérica e desmesurada por parte de esquerdistas de todo tipo, de comunistas a anarquistas. As pessoas normais que se interessam pela questão síria e iraquiana são forçadas a ouvir incessantes loas às “mulheres curdas”, à “luta de Rojava”, à “luta de Kobane” e todo esse palavrório sobre um suposto protagonismo curdo no combate às forças salafistas e sobre um suposto status autenticamente anti-imperialista destas forças.

O protagonismo curdo nas guerras imperialistas travadas na Síria e no Iraque pode ser já descartado de antemão. No Iraque, eles tem 1\4 do número de tropas iraquianas engajadas em combate contra os wahhabis, enquanto que na Síria é ainda menos, 1\7. A preocupação dos curdos é, exclusivamente, ocupar o território pretendido para o seu Curdistão e, portanto, os curdos não avançam contra as posições wahhabis, estando agora engajados em um trabalho de consolidação do território tomado, através da limpeza étnica de árabes, assírios e de outros grupos étnicos não-curdos.

Quanto ao status anti-imperialista do Curdistão e das milícias curdas, isso não é aferido por declarações ideológicas, pelo posicionamento político-econômico ou por outras questões de valor meramente narrativo, mas sim pela concretude do papel geopolítico do Curdistão no Oriente Médio frente aos projetos das potências imperialistas.

E quanto a isso, só uma conclusão pode ser tomada: o Curdistão é um projeto auxiliar do imperialismo norte-americano e do sionismo na região. Ele se enquadra, fundamentalmente, no projeto de fragmentação da Síria e do Iraque, principais suportes do Irã, parceiros da Rússia e inimigos diretos de Israel. São irrelevantes as intenções coloridas declaradas pela miríade de grupelhos curdos armados. Desde o início, as principais formações curdas têm como projeto abandonar a luta pela fragmentação da Turquia para, ao invés, fragmentar Síria e Iraque e, depois, transferir a população curda da Turquia para esse Curdistão sírio-iraquiano. O PKK, que até poucos anos atrás tinha outra posição, assumiu uma postura de “aceitar” o contexto atual e colaborar com este projeto.

Não é uma questão de negar ao povo curdo os seus direitos de auto-determinação e a legitimidade de uma luta por sua identidade. O povo curdo tem sua própria singularidade e questões legítimas a reivindicar. Porém, a partir do momento em que os principais movimentos separatistas curdos se alinham aos interesses imperialistas e globalistas, torna-se fundamental denunciá-los.

Assim sendo, permanece claro e cristalino que uma única facção representa as aspirações legítimas, populares e anti-imperialistas nas atribulações geopolíticas do Oriente Médio neste momento, a que está ligada ao Exército Árabe Sírio, ao Presidente Assad e às várias milícias populares que os apoiam, bem como seus aliados.

Assad vencerá. A Síria Socialista permanecerá de pé. E todos os projetos imperialistas serão destruídos, estejam eles instrumentalizados por meio de terroristas salafistas ou separatistas curdos.

VITÓRIA PARA A SÍRIA DE ASSAD!

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