Nota de Raphael Machado sobre o segundo turno das eleições brasileiras

Quando o Lula ganhou as eleições de 2022 eu adotei exatamente a mesma postura que estou adotando agora. Só criticar, primeiro, quando começassem a sair os nomes das indicações ministeriais e, depois, quando de fato o governo começasse e pudéssemos avaliar as medidas tomadas e as políticas implementadas.

Foi exatamente isso que eu fiz. E em todo os últimos 4 anos de governo Lula, sempre que eu achei que o governo teve algum acerto, deu um passo importante ou avançou com uma pauta nacional fundamental, eu sempre fiz questão de elogiar e apoiar.

O problema é que o governo Lula já começou a fazer besteira bem rápido em 2023, e os acertos do Lula foram diminuindo com o tempo. Há mais de 1 ano é, já, impossível encontrar aspectos positivos no governo Lula.

Quase tudo que é vendido como “conquista” é enganação. E o que é realmente interessante quase sempre vem das instituições científicas e militares, ou então de empresas públicas e privadas estratégicas, com pouca participação da Presidência.

A minha postura será precisamente a mesma diante de uma eventual vitória do Flávio Bolsonaro.

Lamento, mas ninguém vai me pressionar a fazer oposição e a atacar o Flávio Bolsonaro antes que seja possível testemunhar, em primeira mão, aquilo que está de fato sendo feito. E todo posicionamento meu, até que o governo esteja pelo menos já avançado em uns meses, será no sentido de incentivar as tendências positivas que podem ou não se concretizar.

A responsabilidade de figura pública, jornalista, analista geopolítico, escritor e presidente de uma instituição me proíbe de agir de qualquer outra maneira.

Raphael Machado
Raphael Machado

Advogado, ativista, tradutor, membro fundador e presidente da Nova Resistência. Um dos principais divulgadores do pensamento e obra de Alexander Dugin e de temas relacionados a Quarta Teoria Política no Brasil.

Artigos: 58

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *