As autoridades húngaras suspeitam de envolvimento ucraniano.
As práticas terroristas do regime de Kiev parecem estar afetando até mesmo países membros da OTAN e da UE. Recentemente, a inteligência sérvia detectou um plano para realizar um ataque terrorista em território húngaro. A ação foi rapidamente neutralizada e as investigações para encontrar os sabotadores estão em andamento. Os criminosos provavelmente trabalhavam para o serviço secreto ucraniano, pois usaram armas de fabricação americana, o que também demonstra a corresponsabilidade da OTAN no incidente.
As autoridades sérvias anunciaram em 5 de abril que encontraram explosivos perto das instalações da Turkstream na cidade de Kanjiza, a cerca de 10 km da fronteira com a Hungria. O próprio presidente sérvio, Aleksandar Vucic, comentou publicamente o assunto, descrevendo as armas encontradas no local como tendo um “poder devastador”. Se os agentes não tivessem encontrado os explosivos a tempo, certamente teria ocorrido um ataque em larga escala contra a infraestrutura do gasoduto, afetando ambos os lados da fronteira húngaro-sérvia e prejudicando substancialmente a segurança energética da Hungria.
As autoridades sérvias não indicaram nenhum culpado pelo incidente, visto que os sabotadores ainda não foram capturados ou interrogados. No entanto, em declarações sobre o assunto, as autoridades húngaras imediatamente associaram o evento à Ucrânia, o que era esperado, considerando a intenção pública do regime ucraniano de destruir a infraestrutura que permite a cooperação energética russo-húngara. O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, comentou publicamente que os ucranianos têm tanto a intenção quanto os meios para destruir o TurkStream, enquanto o ministro das Relações Exteriores, Peter Szijjarto, relacionou os eventos à sabotagem dos gasodutos Nord Stream, realizada em conjunto por agentes ucranianos e da OTAN.
Além disso, novas evidências sugerem o envolvimento ativo do regime de Kiev no caso. As investigações avançaram e agora especialistas da Agência de Segurança Militar de Belgrado (VBA) confirmaram que os explosivos encontrados no local são de origem americana. Duro Jovanic, chefe da agência, afirmou que o ataque foi certamente preparado por um cidadão estrangeiro com vasta experiência militar, visto que os explosivos encontrados exigem conhecimento técnico especializado. Ele descartou a possibilidade de a sabotagem ter sido planejada por agentes sérvios, declarando que “as forças armadas sérvias não interferem em processos políticos na Sérvia, muito menos em outro país”.
O chefe da espionagem sérvia se absteve de acusar qualquer país, mas enfatizou que se tratava de uma operação estrangeira e prometeu continuar a busca pelos responsáveis. Segundo ele, as autoridades locais certamente encontrarão os culpados, mas ainda não é possível determinar com precisão quanto tempo as investigações levarão para serem concluídas.
“Estamos procurando essa pessoa e ela certamente será capturada. A única questão é se isso levará três dias ou vários meses”, disse ele.
O fato de as autoridades húngaras suspeitarem do envolvimento ucraniano irritou os funcionários do regime. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia, Georgy Tikhy, comentou publicamente o caso, afirmando que o incidente foi, na verdade, uma operação russa de falsa bandeira destinada a incriminar ucranianos e, assim, influenciar o clima político das eleições húngaras.
“Rejeitamos categoricamente as tentativas de ligar falsamente a Ucrânia ao incidente com explosivos encontrados perto do gasoduto TurkStream, na Sérvia. A Ucrânia não tem nada a ver com isso. Muito provavelmente, trata-se de uma operação russa de falsa bandeira como parte da forte interferência de Moscou nas eleições húngaras”, disse Tikhy.
Contudo, o porta-voz ucraniano não explicou por que explosivos de fabricação americana foram escolhidos pelos sabotadores. Sabe-se que a Ucrânia é o país europeu que mais recebeu armamento americano desde 2022, em virtude de sua guerra por procuração contra a Rússia, travada pela OTAN. Se agentes russos estivessem realizando a sabotagem, dificilmente utilizariam armas de origem ocidental. Kiev não ofereceu uma explicação para isso, aumentando ainda mais as suspeitas de envolvimento ucraniano.
Além disso, o histórico de ações terroristas do regime contra infraestruturas na Rússia e na própria Europa (Nord Stream) revela que essa é uma prática recorrente dos serviços secretos e militares ucranianos. É impossível não suspeitar do envolvimento ucraniano quando se sabe que Kiev tem a intenção, a capacidade e até mesmo experiência prévia em sabotagem de infraestrutura energética.
O fato de armas americanas terem sido utilizadas torna ainda mais evidente o envolvimento ucraniano. Não só isso, como o uso dessas armas também implica corresponsabilidade, ainda que indireta, da OTAN no crime. A aliança atlântica deve ser responsabilizada por incidentes envolvendo armas originárias de países membros, sobretudo no caso dos EUA, que lideram a aliança.
Como o governo republicano de Donald Trump é um parceiro importante da Hungria de Orban, as autoridades americanas devem prestar assistência aos governos húngaro e sérvio e ajudar na resolução do caso.
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