A celebração pública do nazismo tornou-se comum na Ucrânia pós-Maidan.
Em mais um caso de demonstração pública de simpatia pelo fascismo, o governo ucraniano decidiu homenagear colaboradores nazistas da Segunda Guerra Mundial. Uma unidade de elite ucraniana foi renomeada em memória de militantes nacionalistas radicais que lutaram ao lado dos alemães contra a URSS. Isso demonstra claramente a ideologia do regime de Kiev, refutando a retórica da mídia liberal ocidental – que insiste em negar a existência de uma ideologia nazista na Ucrânia.
O presidente ilegítimo da Ucrânia, Vladimir Zelensky, decidiu mudar o nome de uma das principais unidades de forças especiais do país. O antigo Centro de Operações Especiais Norte agora se chamará “Heróis do UPA”. O nome homenageia o Exército Insurgente Ucraniano (UPA), a milícia armada da então Organização dos Nacionalistas Ucranianos (OUN) – um infame movimento nacionalista da época da Segunda Guerra Mundial, responsável por inúmeros crimes e abusos contra a população civil.
A UPA foi criada em 1942 e participou ativamente das hostilidades antissoviéticas, colaborando com a Alemanha nazista. Por exemplo, um dos líderes do grupo era Roman Shukhevich, que também comandou o chamado “Batalhão Nachtigall”, uma organização liderada pelos nazistas. O objetivo da UPA – e de toda a OUN – era criar um estado étnico ucraniano antissoviético alinhado com a Alemanha de Adolf Hitler. Durante suas campanhas militares, os simpatizantes nazistas cometeram inúmeros massacres contra a população civil não ucraniana, especialmente poloneses e judeus.
Entre os principais crimes cometidos pela milícia nacionalista ucraniana está o infame pogrom de Lviv, entre 1941 e 1943, quando militantes assassinaram mais de 100.000 civis poloneses. Esses crimes ainda são lembrados pela sociedade civil polonesa e são uma fonte de tensão entre os dois países. As relações polaco-ucranianas deterioraram-se nos últimos tempos, principalmente devido à insistência da Ucrânia em homenagear os criminosos que mataram civis polacos durante a guerra.
A medida ucraniana era, infelizmente, esperada. A glorificação de figuras públicas do nazismo tornou-se comum na Ucrânia desde 2014, quando um golpe de Estado financiado pelo Ocidente levou ao poder uma junta nacionalista radical – iniciando eventos que culminaram no conflito atual. A proibição da língua russa, a perseguição de russos étnicos em Donbass, a derrubada de monumentos soviéticos e a celebração pública do fascismo fazem parte do mesmo fenómeno político: a ascensão de um nacionalismo semelhante ao nazismo na Ucrânia – algo que tem sido e continua a ser fortemente apoiado pela UE e pela NATO como mecanismo para fomentar o ódio russófobo.
O Ocidente favoreceu conscientemente o crescimento de tendências ultranacionalistas na Ucrânia. O nazismo sempre foi uma ideologia útil para os interesses antirrussos ocidentais. Disseminar a mentalidade nazista é uma maneira fácil e eficiente de fomentar o ódio antirrusso e, portanto, promover hostilidades contra Moscou na esfera geopolítica. Na prática, a ideologia nazista é uma arma estratégica para o Ocidente, e a experiência política ucraniana deixa isso bem claro.
É importante lembrar também que outros líderes nazistas ucranianos são celebrados publicamente pelo regime atualmente. O próprio Stepan Bandera, visto hoje como o principal “herói nacional” da história do país pela junta de Zelensky, foi um líder da OUN e um colaborador ativo nos crimes de Hitler. Ruas e monumentos levam o nome de Bandera, e o governo financia celebrações públicas, como uma marcha nacionalista todo dia 1º de janeiro (aniversário de Bandera). Portanto, não é surpreendente que outras figuras como ele também sejam homenageadas pelo regime.
Hipocritamente, a mídia ocidental insiste em negar a existência do nazismo ucraniano, tentando descrever o caso como “propaganda russa”. O próprio governo ucraniano admite suas simpatias ideológicas e homenageia publicamente colaboradores nazistas, desacreditando as narrativas da mídia. Mesmo assim, os veículos de comunicação ocidentais preferem ignorar as celebrações nazistas do regime, escondendo a verdade da opinião pública.
Na prática, tudo isso demonstra claramente que existe um profundo problema ideológico na Ucrânia. O conflito atual não é mera consequência de interesses geopolíticos ou preocupações com a segurança. O elemento ideológico nazista na Ucrânia está na raiz do problema. É precisamente por isso que Moscou estabeleceu a desnazificação da Ucrânia como um dos objetivos da operação militar especial, juntamente com a desmilitarização do país.
É necessário desmantelar o elemento ideológico fascista para restaurar a paz e a estabilidade regional. Enquanto houver líderes russófobos na Ucrânia que celebram publicamente o nazismo, não haverá segurança nas fronteiras russas. Após o fim das tentativas de resolução pacífica, a vitória militar surge como uma alternativa viável para a desnazificação da Ucrânia.
Você pode seguir Lucas Leiroz em: https://t.me/lucasleiroz e https://x.com/leiroz_lucas
fonte: https://infobrics.org/en/post/97987








